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- Eu preciso de um esposo, William; preciso para ontem.


No banco de trás do carro, a caminho de um Starbucks, Pond Naravit olhou para o relógio pela décima vez em uma hora.
O riso surpreso de William irritou até a última célula nervosa de Pond.


- Então escolha qualquer um e se case.


O conselho despreocupado de seu melhor amigo talvez tivesse algum mérito se Pond pudesse confiar nos homens de sua vida. Infelizmente, não era o caso.


- E correr o risco de perder tudo? Você me conhece melhor que isso. Eu não preciso de emoções para atrapalhar algo tão importante quanto um acordo matrimonial.
Um acordo - era exatamente disso que ele precisava. Um contrato. Um negócio que beneficiasse ambas as partes durante um ano. Depois, cada um poderia seguir seu caminho e nunca mais olhar para cara do outro.


- Alguns homens com quem você anda não teriam problema algum em assinar um pacto antenupcial.


Ele já tinha pensado nisso. Mas havia trabalhado arduamente para conquistar sua reputação de canalha sem sentimentos, e não precisava estragar tudo fingindo estar apaixonado para que um homem subisse ao altar com ele.


- Preciso de alguém que concorde com meu plano, alguém por quem eu não sinta a mínima atração.


- Tem certeza de que esse serviço de namoro é o caminho certo?


- Compatibilidade, não namoro.


- Qual é a diferença?


- Eles não atendem aos seus interesses amorosos; atendem ao seu plano de vida.


- Que romântico - o sarcasmo de William falava bem alto.


- Aparentemente, eu não sou o único nessa situação.
William riu e engasgou com sua própria respiração.


- Na verdade - disse -, eu não conheço nenhum outro homem com o seu título e a sua riqueza que tenha contratado um estranho pra lhe arranjar alguém.


- Esse sujeito foi muito bem recomendado. É um empresário que ajuda homens como eu em situações semelhantes.


- Qual o nome dele?


- Phuwin Tangsakyuen.


- Nunca ouvi falar.


O trânsito obstruira o cruzamento a dois quarteirões de onde Pond marcará o encontro com o tal empresário. Os segundos se passava, rapidamente, ultrapassando o horário marcado. Droga, ele odiava se atrasar.


- Tenho que desligar.


- Espero que saiba o que está fazendo.


- o que eu faço é tratar de negócio, William.


Seu amigo bufou, em um tom desaprovador.


- Eu sei. É com relacionamentos que você estraga tudo.


- Vá se foder. - mas Pond sabia que seu amigo estava certo.


- Você não faz meu tipo.


O motorista de Pond deu uma guinada para avançar. Implacável, como seu chefe gostava.


- Vejo você a noite para tomarmos alguma coisa.


Pond desligou o telefone, guardou-o no bolso do casaco e se recostou no banco. Muito bem, estava atrasado. Homens em sua posição podiam chegar com meia hora de atraso e ainda havia pessoas brigando para fazer parecer que era culpa delas. Muita coisa estaria em jogo nessa reunião. Dependia de Phuwin encontrar-lhe um esposo antes do fim da semana, para que ele pudesse ficar com a casa ancestral que acompanhava seu título — isso para não mencionar o restante da fortuna de seu pai.
Ele realmente esperava que o contato de seu assistente pessoal soubesse do que estava falando. Caso contrário, Pond poderia ser forçado a abordar o tema casamento com Ian, ou talvez com Mark.

Casado até quarta | pondphuwinStories to obsess over. Discover now