Escrever, para mim, sempre foi como respirar quando o mundo apertava o peito — um refúgio de silêncio onde as emoções ganham voz.
Este livro nasceu num desses instantes em que a realidade pesa demais…
e o coração, em silêncio, sussurra: “E se?”
E se duas almas se amassem como o vento ama o mar — profundamente, mas à distância?
E se nunca pudessem se tocar, nem se confessar, mas ainda assim se pertencessem em cada olhar e em cada ausência?
Foi assim que nasceu a princesa —
cabelos como o mar e olhos como o orvalho,
presa entre o dever e o desejo de ser livre.
E ao seu lado, o cavaleiro —
feito de silêncio, coragem e ternura escondida,
que a amava como se ama o céu, mesmo sem poder tocá-lo.
Enquanto escrevia, descobri pedaços de mim escondidos nas entrelinhas:
os medos que nunca nomeei, os sonhos que calei, as palavras que nunca foram ditas…
Mas que, aqui, se fizeram pássaro.
Este livro não busca perfeição —
ele apenas deseja ser abrigo.
E se, por acaso, você se reconhecer em alguma página,
então saberei que as estrelas me ouviram.
Com ternura,
— Monaiza .
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Filha da Coroa - Filho da Espada
RomanceA Espada e a Coroa Em salões de ouro e promessas frias, onde o destino é um livro já escrito, teus olhos, cavaleiro, são minhas poesias, meu interdito mais bonito. És sombra que me guarda em dias de luz, és silêncio que fala quando tudo recusa. Tua...
