Eu estava devidamente entediada com minha vida
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Desdém desesperado.
No desejo de amargar minha vida frágil, tracei passos até a cortina do terraço, pensei em me asfixiar nos tecidos aveludados, prestes a traçar um nó em minha garganta, aproximou-se um inseto alado.
Deduzi que a borboleta que se apossou dos meus seios sabia pousar, amaciou minha pele com patas finas, arrancou meu vestido de seda suavemente.
Meu corselete exalava perfume requintado.
- Ela cheirava a sangue.
Meus saltos afiados não cortaram lábios - como ela, me deseja.
-
Ela era resplandecente, não me recordo que cor ela era, eu estava absorta no momento.
Estava muito escuro, mas a fresta de luz da minha varanda me contava que ela era azul, ou pelo menos... vestia azul.
Talvez eu confunda, a morcega que me possuiu em uma noite me tocava tal qual uma borboleta, delicada e certeira.
Entramos em atrito.
Ainda sinto suas garras em meu abdômen, lembro-me de seus olhos vidrados em meu lustre cinzelado. Ou talvez virados.
Talvez você tenha sentido o mesmo, nossos lábios se encontraram ao final do êxtase
- ardor.
Sedução de criaturas noturnas são as melhores.
Vampiros talvez não gostem só de sangue.
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Sweetest Suicide Ever
Short StoryEntre tapeçarias de sombra e perfume de sangue antigo, duas almas se cruzam onde o desejo fere mais do que lâmina. Inspirado pela melancolia cerimonial de Lana Del Rey e pelo torpor febril de "Bored", do Deftones, este conto breve mergulha em uma pa...
