"A Proposta de um Homem Preso"
Povo Verônica
- Você vai visitar seu pai. - A voz de Hermione Lodge cortou o silêncio da cobertura como uma faca.
Verônica levantou os olhos do celular, sem disfarçar o desdém.
- Eu não vou. Nem morta.
- Verônica... - Hermione suspirou, massageando as têmporas. - Ele ainda é seu pai.
- Meu pai? - Verônica deu uma risada seca. - Você quer dizer o criminoso internacional que foi preso por lavagem de dinheiro e envolvimento com a morte de Jason Blossom?
- Ele disse que foi um acidente.
- Claro. Porque criminosos sempre falam a verdade.
Hermione caminhou até a janela, olhando as luzes de Nova York. Seu tom mudou, mais suave:
- Ele me pediu, Verônica. Pediu pra te ver. Disse que precisava te contar algo importante.
Verônica bufou e se jogou no sofá.
- Se for mais uma das jogadas dele, eu juro que sumo no mundo. Mãe, eu não vou até aquela cadeia só pra ouvir mais uma desculpa esfarrapada de por que ele acha que ainda é inocente.
- Eu não estou te obrigando. Mas... ele é seu pai.
O silêncio ficou no ar. Longo. Incômodo.
Verônica se levantou com um suspiro irritado.
- Uma visita. Só uma. E depois eu nunca mais quero ouvir o nome "Hiram Lodge".
[...]
O som das portas de ferro ecoava nos corredores frios da penitenciária. Verônica segurava firme sua bolsa Prada, o rosto impecável escondendo a raiva contida. Quando ela entrou na sala de visitas, ele já estava lá, algemado, com o mesmo terno bege e o charme barato de sempre.
- Mi hija... - ele sorriu. - Está linda como sempre.
Verônica cruzou os braços e ficou em pé.
- Vamos direto ao ponto. Você lavou dinheiro?
Hiram se ajeitou na cadeira. - Foi uma armação. Tudo parte de um plano maior, você sabe como é...
- Mas você matou o Jason?7
Ele hesitou. - Não.
- Você já matou alguém?
Silêncio.
- Se você mentir mais uma vez, eu juro que vou embora e nunca mais piso aqui. Nem eu, nem a mamãe.
Hiram olhou para ela com um olhar mais sério do que de costume.
- Já. Mas... foi por necessidade. Pra proteger nossa família. Eu faria tudo de novo.
Verônica engoliu em seco, o coração acelerando.
- O que você quer de mim?
- Você tem que ir pra Riverdale.
Ela deu uma risada debochada.
- Você enlouqueceu de vez.
- Preciso que você consiga algo da família Blossom. Qualquer coisa que prove que eles estão envolvidos. Mas se conseguir um anel... será perfeito.
- Você quer que eu vá até aquela cidade amaldiçoada pra roubar um anel de uma família de psicopatas? Esquece.
- Eu deixo você reabrir o Inferninho. O bar será seu.
Ela hesita. Por um segundo.
- Ainda não é o bastante.
- E uma quantia considerável de dinheiro.
Verônica o encara. O silêncio grita.
- Como eu faço isso?
- Você vai estudar na escola principal de Riverdale. A que é patrocinada pelos nomes mais fortes da cidade: Blossom, Lodge, Andréw principalmente Mikaelso. Você será Cecília. Nerd. Óculos. Nada de saltos altos ou vestidos de grife. Precisa passar despercebida.
- Eu odeio óculos.
- Então finja. Como você sempre faz.
Verônica fecha a bolsa com raiva. Se levanta.
- Boas férias, papai.
E sai sem olhar para trás.
(...)
Sabe quando você sente que a sua vida virou um roteiro ruim de novela mexicana? Bem-vindo ao meu mundo.
Meu nome é Verônica Cecília Luna Lodge - mas, se alguém perguntar, você só me conhece como Cecília. Isso porque, aparentemente, minha família tem mais segredos do que a própria cidade de Riverdale.
A verdade? Eu não queria visitar meu pai. Pra ser honesta, só de ouvir o nome dele já me dava enjoo. Mas a minha mãe insistiu tanto... "Verônica, ele ainda é seu pai." Como se isso significasse alguma coisa. Como se o fato de alguém te colocar no mundo apagasse tudo de podre que ele fez depois.
Mas eu fui. Eu fui praquela cadeia gelada, só pra ouvir o Hiram Lodge mentir na minha cara. E sabe o pior? Parte de mim queria acreditar. Parte de mim ainda era aquela menininha boba que achava que o pai era um herói de terno caro.
Spoiler: ele não é.
Disse que não matou Jason Blossom. Disse que foi um acidente. Disse que precisa que eu vá até Riverdale pegar um anel da família Blossom. E por quê? Porque esse anel, segundo ele, pode libertá-lo. Pode reabrir um monte de portas. Inclusive o Inferninho. E claro... ele me ofereceu dinheiro. Porque no fim, é sempre sobre isso, né?
E olha... eu não sou santa. Eu precisava desse dinheiro. Tinha coisas demais fugindo do meu controle em Nova York. Dívidas. Silêncios. Verdades que eu não estava pronta pra encarar.
Então agora estou aqui. Indo pra uma cidade esquecida por Deus, com a missão de ser alguém que eu não sou. Uma nerd. Uma estranha. Uma garota com óculos grandes, roupas discretas e zero popularidade.
Ah, e o melhor: não posso dizer que sou uma Lodge. Nem por um segundo.
Sério, se isso não acabar em tragédia, eu juro que escrevo um livro depois.
Mas, por enquanto, só me chama de Cecília.
E finge que você não sabe de nada.
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Então gente foi isso, um epílogo, eu espero que vcs gostem em, não deixem de comentar e de votar.
Eu tenho mas conta no tiktok aonde eu posto edits e Fanfics, se quiserem dar uma olhada e seguir lá eu agradeço, vou deixar o nome aqui pra vcs.
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Beijo 😘
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SOB o DISFARCE - Cheronica
FanfictionA onde Verônica Cecília Luna Lodge era a garota perfeita de Nova York - rica, confiante, ousada. Mas tudo muda quando ela visita o pai na cadeia e descobre que há muito mais por trás da prisão dele... e da morte de Jason Blossom. Enviada para Riverd...
