Emma já havia tentado de tudo para salvar seu casamento. Três anos não pareciam tanto tempo, mas quando se está casada com alguém que não move um dedo pela relação, até o tempo curto se arrasta em frustrações. Ela tentou terapia de casal, terapia individual — até buscou uma psicóloga sexual, na esperança de descobrir se o problema estava nela. Mas nada adiantou. Killian não queria lutar. E lutar sozinha era cansativo.
Naquele domingo, Emma estava na casa dos pais, Mary Margaret e David, para o tradicional almoço em família. Killian estivera lá, mas saíra abruptamente. Assim que ele cruzou a porta, Emma entrou na sala e percebeu os olhares tensos dos pais.
— Estavam falando de mim? — ela perguntou, cruzando os braços.
Mary tentou suavizar o momento com um sorriso:
— Estamos sempre falando de você, querida.
David, por outro lado, foi mais direto:
— Na verdade, rezando por você seria mais justo dizer.
Ele suspirou, se aproximando da filha, com o semblante sério.
— Emma, filha… eu sinto muito. Juro que tentei. Ofereci um trabalho para aquele moleque no escritório, mas ele saiu furioso, como se eu tivesse ofendido a honra dele. Ele não quer nada da vida.
— Ele tem orgulho, pai.
— Orgulho ou preguiça? — David resmungou.
Mary Margaret deu uma batidinha na mesa.
— David.
— O que? Três anos sem um emprego fixo, vivendo do que Emma ganha…
— Ele trabalha no bar! — Emma defendeu, mas até ela ouvia a fraqueza na própria voz.
— Às noites. E gasta metade do que ganha em cerveja. David olhou para a filha, sério. — Até quando, Emma?
Mary Margaret deu um leve toque no braço do marido, mas o olhar que lançou para Emma era igualmente cansado. — David, ela já passou por muita coisa hoje.
Emma engoliu em seco. Sabia que estavam falando dela. Sempre estavam.
— Quer ficar para um café, filha? — Mary perguntou, tentando suavizar o clima.
— Não dá… — Emma levantou-se, os dedos tremendo levemente ao pegar a bolsa. — Preciso buscar o Killian. Temos que voltar para Boston.
David fechou os punhos, a paciência se esgotando. —Qual é o seu limite, Emma? Ou não existe um? O que esse cara precisa fazer para você se afastar dele?
Emma ergueu o queixo, firme.
— Vocês dois me ensinaram a lutar pelo que eu amo. É isso que estou fazendo. Vi vocês enfrentarem tudo juntos. Nunca desistiram um do outro.
Mary Margaret trocou um olhar com David antes de responder, a voz suave, mas implacável. — Emma, nós nunca fomos como você e o Killian. E é exatamente por isso que estamos tentando te mostrar que às vezes… lutar demais por algo que já morreu só machuca mais.
Emma apertou os lábios. Sabia que eles tinham razão. Mas como desistir quando ainda restava um fio de esperança?
— É a minha vida, mãe.... Justamente por isso..... Porque sei como deve ser quando funciona... é por isso que eu insisto. Preciso tentar tudo antes de desistir.
Mary segurou a mão da filha com ternura.
— Só não esqueça que tentar fazer o melhor por um casamento não significa se anular no processo. Não queremos ver você se perder nisso.
Emma não respondeu. Apenas assentiu levemente, respirando fundo. No fundo, ela sabia que seus pais tinham razão. Mas ainda não estava pronta para desistir. Ainda não.
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Entre cicatrizes e segundas chances
FanfictionEmma Swan é uma advogada renomada, determinada a salvar um casamento que já está em ruínas. Após anos de dedicação, vê seu mundo desabar quando Killian, seu marido, a abandona e ainda tenta sabotar qualquer chance de reconciliação. Esgotada emociona...
