Lee Minjoo não acordou com o despertador. Foi uma explosão na cozinha. Park Jeonghyuk havia tentado fazer café... com uma cafeteira elétrica ligada a um gerador portátil.
— Jeonghyuk, você quase nos matou! — ela gritou, saindo do quarto com a arma em punho.
— Era só café, juro! Eu testei no YouTube!
Minjoo respirou fundo. Ela precisava dele — o hacker mais procurado da cidade, que também era seu novo parceiro em missões freelancers de “investigação alternativa” (leia-se: invasões, espionagem e umas fugas pelas janelas).
Mas naquele dia, algo maior os esperava. Um novo caso. Um cliente misterioso. E uma foto: Rick beijando uma mulher com uma cicatriz em forma de cobra no pescoço.
— Isso é impossível — disse Minjoo, engolindo em seco. — Eu atirei nele... três vezes.
— Bem... talvez ele tenha sobrevivido — Jeonghyuk disse. — Ou tem um irmão gêmeo sexy do mal.
— Ele já era o irmão sexy do mal.
E assim começa a nova missão: seguir Rick, descobrir por que ele está vivo e, o mais importante... por que ele ainda faz o coração de Minjoo acelerar.
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Minjoo odiava admitir que estava preocupada. Não com o caso. Não com Rick. Mas com Jeonghyuk.
Depois da explosão da cafeteira, ele passou o dia inteiro digitando códigos como um viciado em cafeína e anime. Havia algo diferente nele: menos piadas, mais silêncio. Minjoo sentia que algo estava errado.
— Tá tudo bem aí, nerd? — ela perguntou, encostada na porta com um copo de suco (o mais longe possível do café dele).
Jeonghyuk olhou pra ela, óculos tortos, cabelo bagunçado, olhos cansados.
— Eu... achei uma pista. Sobre Rick. E sobre a mulher da cicatriz. — Ele virou o notebook pra ela. — Estão conectados a um grupo chamado C.O.B.R.A. — Central de Operações Biotécnicas e Reconhecimento Avançado.
— Isso não soa nem um pouco legal.
— Nem um pouco. E pior... alguém hackeou meu sistema.
Silêncio.
— Espera... você foi hackeado? Você?
— Pois é... e não foi qualquer um. Foi alguém que conhece meu estilo. Alguém que me chama de "Peixinho".
Luna arqueou a sobrancelha.
— Peixinho?
— Longa história. Ex-namorada. Russa. Psicótica.
Ela riu. De verdade. Aquela risada meio surpresa, meio escandalo. Jeonghyuk sorriu de volta, mesmo com o cansaço no rosto.
— É bom te ver sorrindo — ele disse, mais baixo. — Você fica linda quando esquece de ser uma fortaleza.
Minjoo parou de rir. Ficou séria. Se aproximou devagar.
— Jeonghyuk, por que você me ajuda? Mesmo com todos os riscos?
Ele deu de ombros.
— Porque você me faz sentir... útil. Vivo. E, bom... talvez um pouco apaixonado.
Ela parou diante dele. Coração disparado. Como se tivesse levado um tiro — mas desses que acertam mais fundo.
— Você é um idiota.
— Mas um idiota sincero — ele disse, e estendeu a mão.
Ela pegou. Apertou. E por um segundo, o mundo parou. Nada de gangues. Nada de armas. Nada de exs perigosos.
Só eles dois. E um beijo roubado. Rápido, atrapalhado, cheio de faíscas.
— Isso foi... — ele começou.
— Cala a boca, Peixinho — ela sussurrou, puxando-o para mais um.
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Caos, beijos e balas
ActionEla é uma ex-policial durona. Ele, um hacker genial e desastrado. Juntos, formam uma dupla explosiva que desmantela organizações criminosas - enquanto tentam não desmoronar emocionalmente um com o outro. Entre tiroteios, piadas ácidas e beijos inter...
