Capítulo 1: A Panela Explodiu (Literalmente)

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Lee Minjoo não acordou com o despertador. Foi uma explosão na cozinha. Park Jeonghyuk havia tentado fazer café... com uma cafeteira elétrica ligada a um gerador portátil.

— Jeonghyuk, você quase nos matou! — ela gritou, saindo do quarto com a arma em punho.

— Era só café, juro! Eu testei no YouTube!

Minjoo respirou fundo. Ela precisava dele — o hacker mais procurado da cidade, que também era seu novo parceiro em missões freelancers de “investigação alternativa” (leia-se: invasões, espionagem e umas fugas pelas janelas).

Mas naquele dia, algo maior os esperava. Um novo caso. Um cliente misterioso. E uma foto: Rick beijando uma mulher com uma cicatriz em forma de cobra no pescoço.

— Isso é impossível — disse Minjoo, engolindo em seco. — Eu atirei nele... três vezes.

— Bem... talvez ele tenha sobrevivido — Jeonghyuk disse. — Ou tem um irmão gêmeo sexy do mal.

— Ele já era o irmão sexy do mal.

E assim começa a nova missão: seguir Rick, descobrir por que ele está vivo e, o mais importante... por que ele ainda faz o coração de Minjoo acelerar.

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Minjoo odiava admitir que estava preocupada. Não com o caso. Não com Rick. Mas com Jeonghyuk.

Depois da explosão da cafeteira, ele passou o dia inteiro digitando códigos como um viciado em cafeína e anime. Havia algo diferente nele: menos piadas, mais silêncio. Minjoo sentia que algo estava errado.

— Tá tudo bem aí, nerd? — ela perguntou, encostada na porta com um copo de suco (o mais longe possível do café dele).

Jeonghyuk olhou pra ela, óculos tortos, cabelo bagunçado, olhos cansados.

— Eu... achei uma pista. Sobre Rick. E sobre a mulher da cicatriz. — Ele virou o notebook pra ela. — Estão conectados a um grupo chamado C.O.B.R.A. — Central de Operações Biotécnicas e Reconhecimento Avançado.

— Isso não soa nem um pouco legal.

— Nem um pouco. E pior... alguém hackeou meu sistema.

Silêncio.

— Espera... você foi hackeado? Você?

— Pois é... e não foi qualquer um. Foi alguém que conhece meu estilo. Alguém que me chama de "Peixinho".

Luna arqueou a sobrancelha.

— Peixinho?

— Longa história. Ex-namorada. Russa. Psicótica.

Ela riu. De verdade. Aquela risada meio surpresa, meio escandalo. Jeonghyuk sorriu de volta, mesmo com o cansaço no rosto.

— É bom te ver sorrindo — ele disse, mais baixo. — Você fica linda quando esquece de ser uma fortaleza.

Minjoo parou de rir. Ficou séria. Se aproximou devagar.

—  Jeonghyuk, por que você me ajuda? Mesmo com todos os riscos?

Ele deu de ombros.

— Porque você me faz sentir... útil. Vivo. E, bom... talvez um pouco apaixonado.

Ela parou diante dele. Coração disparado. Como se tivesse levado um tiro — mas desses que acertam mais fundo.

— Você é um idiota.

— Mas um idiota sincero — ele disse, e estendeu a mão.

Ela pegou. Apertou. E por um segundo, o mundo parou. Nada de gangues. Nada de armas. Nada de exs perigosos.

Só eles dois. E um beijo roubado. Rápido, atrapalhado, cheio de faíscas.

— Isso foi... — ele começou.

— Cala a boca, Peixinho — ela sussurrou, puxando-o para mais um.
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Caos, beijos e balasWhere stories live. Discover now