Durante um tempo, Ísis acreditou que estava segura.
Com Ávila, os dias pareciam mais leves.
Havia uma calma silenciosa entre eles, como se, juntos, fossem capazes de adiar tudo o que era difícil.
Cada pequeno gesto — um olhar, um sorriso, a maneira como ele pronunciava seu nome — era um lembrete silencioso de que, apesar de tudo, ainda existia espaço para esperança.
Ela guardava aqueles momentos como quem tenta segurar o tempo entre as mãos, certa de que o futuro teria tempo suficiente para eles.
Mas a vida raramente dá avisos.
O telefone tocou no fim da tarde, quebrando o pouco de paz que ainda restava no dia.
A notícia veio rápida, dura: um acidente, hospital, estado grave.
O corpo dela enrijeceu.
A mente tentou recusar o que os ouvidos já tinham captado.
A sala ficou pequena, sufocante, como se o mundo tivesse perdido o equilíbrio.
Ísis permaneceu imóvel, com as mãos trêmulas e o olhar perdido, tentando entender como, em tão pouco tempo, tudo podia mudar.
Às vezes, o que fere não é o que se ouve.
É o que se sente no vazio que vem depois.
KAMU SEDANG MEMBACA
Entre paletas e partituras
RomansaÍsis sempre viveu na sombra, não se destacava das demais, não era a extrovertida mas um dia entre paletas e partituras sua vida começou a mudar e o amor a fez brilhar, sua vida muda completamente mas uma trágica reviravolta marca seu coração
