Sakura Haruko nasceu em um lar marcado pela violência e pelo abandono. Sua mãe, viciada em drogas, mal conseguia manter-se de pé, enquanto seu pai, um líder da Yakuza, fazia questão de descontar nele toda a sua frustração e sadismo. Bater em Haruko era quase um passatempo para eles sentiam prazer em ver seu sofrimento.
As festas em casa eram um pesadelo: gente estranha, bêbada, cheirando cocaína, fumando maconha, usando todo tipo de droga. Crescer naquele ambiente podre o fez se acostumar com o caos. E, eventualmente, ele também se entregou ao vício. Sua vida já era uma merda o que mais poderia dar errado?
A resposta veio em uma tarde qualquer, quando foi simplesmente expulso de casa. Sentiu raiva, claro. Mas também alívio. Talvez aquilo pudesse ser um começo. Então, sem olhar pra trás, meteu o pé e partiu rumo a Makochi.
Quando chegou a Makochi, tudo lhe pareceu estranho. As ruas, as pessoas... até o jeito como falavam. Mas o que mais o deixou confuso foi a fama dos chamados “heróis da cidade” uma gangue de delinquentes da escola Bofurin.
Eles não eram exatamente bons exemplos, mas protegiam a cidade do seu próprio jeito, e aquilo o intrigou.
Com o tempo, Haruko começou a se enturmar. Conheceu pessoas diferentes de tudo o que já tinha vivido.
Pela primeira vez, ele tinha amigos de verdade gente que o fazia rir, que o chamava pelo nome, que se importava. Parecia que, finalmente, poderia ter uma nova chance.
Mas o passado tem garras afiadas.
Mesmo tentando seguir em frente, ele ainda era filho do homem errado. O nome do seu pai carregava peso... e muitos inimigos. Entre brigas com delinquentes de outras cidades e as tretas da Bofurin, Haruko ainda precisava se manter vivo diante dos capangas enviados por seu próprio pai. Cada esquina podia ser uma emboscada. Cada rosto novo, uma ameaça.
Em Makochi, ele ganhava motivos pra viver... mas também mais motivos pra lutar.
Era final de tarde em Makochi. O céu pintado de laranja e roxo deixava o terraço da Bofurin com um ar quase calmo quase. A turma se reunia ali como sempre, jogando conversa fora depois de mais uma briga vencida.
Hayato Suo, largado na mureta com as mãos atrás da cabeça, deu um sorriso de canto, daquele tipo que já vinha com provocação:
— Cara… que briga depois da derrota do Yamato Endo. Ele tá bem no pé do Sakura, né?
Nirei, sempre observador, riu baixo, olhando de lado.
— Na real… desde que conheceu o Sakura, ele ficou fixado. Meio doentio até.
Sakura Haruko, que mordia uma garrafa de água já meio amassada, travou na hora. Seu rosto ficou vermelho em segundos.
— Dá pra parar de falar de mim?! Querem brigar?! — disparou, levantando um pouco demais a voz.
Todos o encararam com aquele sorriso típico de quem sabe que cutucou o ponto certo.
— Relaxa, pimentinha — Hayato provocou ainda mais.
— Vê se não explode, vai acordar os mortos daqui a pouco — completou Nirei, rindo.
O silêncio só veio de um: Ren. Encostado na grade, o vento bagunçando seus cabelos, ele observava o céu distante. Quieto. Imóvel. Mas atento.
Sakura lançou um olhar rápido para ele. O coração batia mais forte não só pela vergonha, mas por... algo mais. Algo que insistia em crescer mesmo sem permissão.
Ren desviou o olhar do horizonte e encarou Sakura por um breve momento. Não sorriu. Não falou. Mas seus olhos diziam mais do que qualquer frase.
E Haruko soube. Ele sabia.
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Flores do Passado
Fanfictionsakura hayato um jovem de 17 anos vive sozinho na cidade, entrou na escola que era famosa por terem delinquentes, mas porque sakura morava sozinho e porque descidiu ir de uma hora pra outra pra cidade? porque dele ser inseguro e ter tanto medo?
