Capítulo 1: O último sol da Abadia

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O cheiro de sangue ainda pairava no ar quando Dorian abriu os olhos entre os escombros da Abadia de Lys. O fogo já havia consumido metade da biblioteca sagrada, e os monges… todos mortos. Com o rosto sujo de cinzas e o coração pesado de silêncio, ele apertava contra o peito um antigo grimório — o último vestígio da Ordem Solar, destruída por uma investida vampírica sem precedentes.

Horas depois, dos escombros e da névoa, surgiu Cael — olhos atentos, capa rasgada, e um semblante cansado. Ele havia sentido o ataque, como um zumbido nas veias, e correu até lá sem hesitar. Ao ver Dorian vivo, ajoelhou ao seu lado e pousou a mão em seu ombro.

— “Você não vai carregar isso sozinho.” — disse ele, a voz firme, os olhos azuis como gelo em brasa.

Dorian não respondeu. Apenas assentiu.

Eles se conheceram ainda crianças, dois órfãos acolhidos pelos monges, e cresceram juntos — um estudando os segredos da luz, o outro enfrentando sua natureza meio-vampira. Desde então, prometeram um ao outro que seriam como irmãos — sempre juntos, até o fim.

Mas agora, com a Abadia em ruínas, eles estavam sozinhos no mundo… e um novo mal despertava nas sombras.

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