Dogão era o novo dono do Morro da Saudade, antes disso ele era o braço direito de Ravier o antigo dono do morro que foi morto em uma das invasões da polícia.
A troca de tiros que rolou entre eles e a polícia foi violenta. Algumas balas perdidas acertaram alguns civis dentre eles Renê o namorado de Dogão. Renê se escondia em um dos becos enquanto rolava a troca de tiro, quando sentiu uma queimação na barriga e caiu de desacordado no chão.
...
Ele e Dogão estava subindo o morro quando ouviram os barulhos de fogos anunciando que o morro estava sendo invadido, Dogão pediu para ele se esconder por ali e não sair de lá por nada. Ele correu para defender o morro deixando seu fiel para trás, imaginando que ele estaria seguro ali.
Os tiros só pararam depois de quase duas horas. Eles conseguiram derrubar alguns policiais, mas as perdas da facção foi maior, pois não dava para comparar o preparo da polícia com os de alguns moleques.
Retornando para o morro em busca de seu amor. Recebeu um rádio de um dos vapor ofegantes no rádio "Porra derrubaram o Ravier, caralho acertaram ele na cabeça, PORRA! PORRA! ai caralho tô com a perna fudida" era o China no rádio um doa seguranças que ficava com Ravier.
Ele seguiu até o beco onde Renê tinha ficado, mas quando olhou para dentro seu mundo caiu estava Renê deitado no chão no meu de uma possa de sangue. Ele correu e se abaixou pegando Renê no colo tentado sentir se tinha algum batimento, mas não havia nenhum sinal de vida. Ele estava inerte e gelado em seus braços e ali ele chorou pela perda de seu amor.
...
Dogão tinha conhecido Renê no baile há dois anos atrás, ele era recém chegado no morro. Ele estava na pista meio que deslocando, Dogão do camarote não conseguia tirar os olhos dele. Renê era um cara branco, cabelos pintados de loiros, branco e algumas tatuagens no braço, ele aparentava ser menor que Dogão.
Dogão continuo o observando, sentiu um mão dando algumas batidas em seu ombro, quando se virou viu Ravier lhe olhando e vendo na direção o seu alvo.
Ravier - Vai ficar ai chupando dendo, ou vai descer e da ideia no carinha lá.
Dogão - Vou lá parceiro. - desceu em direção ao loiro.
Renê dançava na pista com umas meninas com quem se enturmou. Uma das meninas abriu o maior sorriso parando se dança e olhando para trás dele, Renê se virou e viu um cara negro mais alto que ele, barba na régua e cabelo raspado, braço cheio se tatuagem.
Garota X - Oi Dogão, como vai?
Dogão - Eia! ei loiro tu é novo por aqui né?
Renê - Sou sim, mas eu pedi permissão para morar aqui tá.
Dogão - Tô ligado, bora ali trocar uma ideia?
Eles saira do baile e foram em direção a um beco onde eles ficaram pela primeira vez. Dali em diante começou o relacionamento deles. Durante esses dois anos eles viveram bem um ao lado do outro, Dogão tinha uma filha de 4 anos que logo se apaixonou por Renê e com o tempo passou a chamar de pai.
Renê trabalhava na ONG do morro, onde ofereciam aulas de judô, informática, balé e inglês para as crianças e adolescentes. Ele era um dos professores de inglês. Ele era formado em inglês e viu nessa vaga uma boa oportunidade de fazer valer seu diploma.
Mas como nem tudo são flores a história de amor entre Dogão e Renê chegou ao fim. E de uma maneira extremamente dolorosa. Dogão sofria por perder de maneira tão repentina seu amor e sofria mais ainda ao ver sua filha que ele costumava dizer que era a filha deles e realmente era, perguntar por seu pai.
Continua...
Oi galera, essa é minha segunda história. Completamente ficticia, e puro delírio das vozes da minha cabeça. Essa é só uma ambientação para o desenrolar da história.
Não pretendo fazer capítulos muito grandes entre 1000 e 2000 palavras, talvez um pouco mais dependendo da inspiração.
Espero que gostem dela.
Até mais!
YOU ARE READING
Gêmeos
Romance+16 Era um dia chuvoso no Morro da Saudade em Vitória - ES. Dogão segurava uma das alças do caixa de seu fiel Renê, quando ouviu a filha deles que vinha ao seu lado gritar "Papai" e sair correndo em direção a um homem que vinha em direção contrária...
