Nina morava com seu gato Zeus num prédio velho em Londres, na St. Johns Wood.
Era um lugar legal, perto de Canden Town e também da avenida da clássica foto dos Beatles atravessando a rua, então todo o bairro tinha um ar de rock. Até mesmo a estação de trem vendia souvenir de rock. Ela se sentia em casa já que esse era seu estilo favorito. Mas as coisas começaram a ficar estranhas quando um novo vizinho se mudou para o apartamento ao lado.
Ela não sabia seu nome, mas foi deduzindo algumas coisas como: ele deveria ser um grande fã de comida japonesa porque todo dia quando ela voltava tinha embalagens do lado de fora da casa, e provavelmente era jovem e bonito porque sempre havia vozes de diferentes mulheres e homens na casa dele. Ela não sabia do que ele gostava, talvez gostasse dos dois.
O fato é que é necessário silêncio para dormir. E o vizinho não estava colaborando o suficiente com essa norma social.
Nina até trocou os turnos dela para trabalhar pela madrugada no pub onde servia, o que amenizou sua irritação, mas estava secretamente desejando que um outro vizinho prestasse uma queixa contra esse infeliz sem educação.
Numa sexta feira voltando pra casa as três da manhã, ela foi surpreendida quando chegou no seu andar e tinha um homem tentando abrir sua porta. Nina congelou.
Pegou devagar na bolsa a chave, e o canivete que tinha guardado e se espremeu na parede oposta, pronta pra um ataque.
- Quem é você e porquê está tentando abrir a minha porta? – perguntou alto.
O homem virou. Deixou Nina mais sobressaltada. Os olhos grandes dele pareciam frios e perdidos. Tinha um cabelo longo de corte japonês, descolorido loiro, todo de preto, ele parecia um Vampiro.
- Eu moro no apartamento 201. – ele disse com a voz embargada.
Nina relaxou um pouco mais. É a droga do vizinho barulhento, “Ele está só bêbado” ela pensou.
- Exato. Essa é a porta do 202. Meu apartamento.
Ele se afastou um pouco pra ver os números na porta e começou a rir sozinho.
- Mas que droga... Me desculpa por isso.
- Tudo bem, mas não faça isso de novo, eu achei que teria que te matar e você é bem mais alto que eu.
Ele abriu um sorriso amplo pra ela. Nina sentiu borboletas flutuarem com o sorriso genuino daquele bêbado. Só agora ela via que ele era realmente estonteante.
Para sua surpresa ele sentou no chão de sua própria porta e se encostou como se fosse uma criança na pré escola.
- Você não vai entrar na sua casa?
- Eu não posso.
- O que?
- Eu tava tentando arrombar sua porta – ele mostrou um clip desmontado – quer dizer, achei que era minha porta... Eu perdi a chave, mas eu tô bêbado demais pra arrombar. Então eu vou esperar amanhecer e eu conseguir chamar um chaveiro.
Nina parada com a chave na sua porta sem acreditar naquela conversa de bêbado.
- Meu nome é Yuta. – ele deu outro sorriso pra ela e houve uns segundos de silêncio em que Nina o ficou encarando.
- Nina. – ele foi girando a chave pra entrar em casa.
- Muito bonito seu nome vizinha, desculpa tentar arrombar sua casa.
Foi a ultima coisa que ela ouviu antes de entrar e bater a porta.
“Que loucura foi essa que acabou de acontecer?”
Decidiu não pensar sobre ele. Já havia lhe causado muitos transtornos até ali. Tirou sua roupa e foi tomar um banho quente. Sua consciência estava doendo um pouco de deixá-lo no chão, mas ela estava se distraindo arrumando um lanche noturno porque sabia que esse surto de empatia não estaria acontecendo se ele não tivesse lindos olhos, linda boca, e lindos ombros largos.
Sentou se no sofá pra assistir algo até dormir. “Zeus?” ela chamou uma, chamou três vezes. Onde fora parar seu gato? Parando pra pensar por causa da situação, ela não o vira quando chegou o que é um péssimo sinal.
Procurou a casa toda, colocou a comida dele e ele não veio. “Ok, agora é sério”.
Por alguma razão ela decidiu abrir a porta e lá estava.
Zeus estava dormindo confortavelmente no colo de Yuta, que estava praticamente desmaiado na porta dele. O gato branco angorá levantou a cabeça preguiçoso e soltou um leve “meaaw” como se reclamasse que ela havia demorado.
- Sai daí agora! – sussurrou para o gato.
O bicho se espreguiçou e mudou de posição nas calças largas de Yuta como se debochasse dela.
- Não estou acreditando nisso!
Nina deu passos a frente, se abaixou e tentou puxar o gato, mas para sua tristeza, ele decidiu se abraçar ao Yuta. O homem soltou um grito com o susto das garras nas sua coxa esquerda.
- Fala baixo! São 4:30h da manhã!
- Por que você tá me machucando? – ele perguntou confuso.
- Estou tentando pegar meu gato de volta – ela respondeu sussurrando com raiva – por alguma razão ele gostou de você!
Yuta olhou pra baixo se dando conta da bola de pêlo agarrada a ele.
Ele então começou a fazer carinho no animal, e Zeus foi lentamente relaxando até começar a ronronar.
- Ele é bonzinho, olha. – ele disse agora mais sonolento do que bêbado.
- Você quer... – ela pausou sem acreditar no que ia dizer – ficar no meu sofá até as 7h da manhã? Acho que esse é o horário mais cedo que vai conseguir um chaveiro.
- Sério? – ele levantou a cabeça tímido – eu achei que eu tinha te assustado...
- E assustou. Mas.. Meu gato gostou de você.
Ele deu um pequeno sorriso e fez mais carinho em Zeus que aceitou de bom grado.
- Vamos.
Ela abriu mais a porta pra ele passar e lhe apresentou seu sofá.
- Tem o banheiro aqui que você pode usar, e vou pegar um cobertor pra você.
- Eu posso tomar banho? Ainda tô meio grogue, mas acho que tô fedendo, vai ficar no seu sofá...
Nina sorriu um pouco, porque era verdade.
- Tudo bem. Eu te dou uma toalha. Tem um sanduíche que eu tava comendo.. se você quiser dividir, tudo bem por mim.
- Caramba você tá sendo muito legal mesmo.
- Você me paga parando de fazer barulho de madrugada por favor.
Yuta fez uma careta que ela achou muito fofa. Ele mesmo parecia um gato humano.
- Me desculpa.. Meus amigos não tem os bons modos daqui.
Nina lhe entregou a toalha e o viu sumir no banheiro.
Reuniu seu notebook com série, sua coberta e seu gato no seu quarto, pensando que estava doida fazendo atitudes estranhas baseadas apenas no seu instinto (na verdade no de Zeus).
- O que foi que você gostou nele hein? – perguntou ao gato na cama – ele te deu peixe por acaso?
O gato miou em resposta e se virou de costas.
- Safado – criticou ela.
Faltando apenas o sanduiche, Nina se deu conta que esqueceu sua metade na cozinha. Abriu sua porta pela última vez e caminhou até seu balcão.
A parte de Yuta estava mordida, inacabada. Ela pegou a sua e colocou em um outro prato, esquentou quinze segundos no micro-ondas. Quando a parelho apitou ela também ouviu a porta abrir. Tirou seu pratinho de dentro e ao se virar quase soltou tudo no chão com a visão de um Yuta descalço, de cabelo molhado, com calças, sem camisa mostrando um peitoral lindo, com a toalha no ombro.
Ele tinha uma tatuagem de borboleta no quadril abaixo e uma tatuagem de corrente ao redor do braço. Seu lápis de olho tinha escorrido no banho e ele estava com pequenas olheiras manchadas que o deixavam ainda mais sexy.
Nina congelou na cozinha, trocando olhares com Yuta não sabe por quanto tempo, pareceu infinito. Ele a olhava com uma mistura de curiosidade e sensualidade, e aquilo estava fazendo Nina ferver as borboletas dentro dela. Yuta então se aproximou dela calmamente, pegou o prato de sua mão e colocou no balcão novamente.
Nina não conseguia se mexer e olhar para outra direção que não fosse a boca dele, completamente desenhada.
- Acho que eu tenho um jeito de te agradecer melhor. – ele disse num tom baixo, com um sorriso de lado.
Yuta ergueu sua mão com as unhas pintadas de preto, a posicionou no pescoço dela (o que a fez ficar molhada ali mesmo) ele se aproximou ainda mais e começou a beijar suavemente seu pescoço de cima para baixo. Com a outra mão a enfiou por debaixo do babydoll sentindo o calor e abraçou a cintura dela, pressionando.
- Você tem um cheiro muito gostoso – ele sussurrou no ouvido dela, a arrepiando totalmente. Nina puxou o rosto dele para encará-lo.
- Pare de me provocar. – murmurou. Yuta abriu um amplo sorriso, deixando-a hipnotizada.
- Mas eu adoro provocar.
Nina puxou seu rosto e tomou seus lábios com a ferocidade que estava escondendo dentro de si desde o momento que o viu. A língua quente pediu passagem e ele não negou aprofundando o beijo com mais desejo. A química entre eles era combustão. Nina queria ele completamente, queria que ele mergulhasse nela, e se afogasse no seu corpo, era puro tesão.
Yuta levantou ela do chão e a sentou no balcão da cozinha, abaixou sua camisola expondo seus seios nus, os quais ele enebriado de desejo sugou-os e apertou carinhosamente enquanto Nina gemia de prazer, agora entendendo o que era aquele sons no apartamento dele. Não tinha como não explodir de prazer com sua habilidade. Ela tentava abrir as calças dele, mas o prazer tomava conta de seu corpo, ela não estava conseguindo completar suas intenções.
Insatisfeito, Yuta subiu uma das mãos por debaixo da camisola, afastou sua calcinha e a penetrou com dois dedos. Nina arfou quando ele começou a estocar. Perdeu completamente o controle do seu corpo enquanto ele sugava seus seios e lhe estocava com a mão. E ele continuou sem intervalo enquanto sentia a respiração dela ficar mais rápida e os gemidos mais altos, e não demorou muito até Yuta sentir os músculos dela se contraírem ao redor de seus dedos e Nina chegar ao clímax.
Já suada de prazer, Nina voltou a sua boca e beijou Yuta com vontade, mas ele os separou e a virou de costas para ele, a empresando no balcão.
- Agora é minha vez – ele sussurrou devagar em seu ouvido.
Ela sentia o volume roçando em suas partes íntimas. Mordeu o lábio, ansiosa.
Yuta tirou as calças, apertou os seios de Nina que já estava com tesão novamente. Ele girou o cabelo médio dela num rabo de cavalo, e puxou, enquanto começava a estocar seu membro dentro.
Nina foi a loucura. Ela já não se importava mais com os vizinhos. Yuta transava devagar e com força e intensidade, ia lentamente aumentando os movimentos, até que estivessem sob pura pressão. Ele soltava gemidos baixos e arfados, que deixavam Nina ainda mais excitada. Ele segurava seu cabelo, seu pescoço, seus braços, ela estava completamente dominada, e ali ela percebia que isso era a sua realização sexual. Nunca havia sentindo um prazer tão enebriante. Ela queria ser submetida a ele, muitas vezes se fosse possível.
Numa última posição, ele mandou que ela cruzasse as pernas ainda apoiada no balcão, a pressão do canal ficou ainda maior, eles dois não estavam aguentando mais, e gozaram juntos. Nina esqueceu de pudor, e de tudo que poderia preocupá-la, gozou gritando o nome dele em alto e bom som enquanto o sol nascia.
Ambos ficaram sem saber o que dizer depois.
Vestiram suas roupas e começaram a comer o sanduíche.
- Você tem compromisso amanhã? – ela começou tímida.
- Não, por que?
- Eu só ia gostar se você demorasse um pouco mais pra chamar o chaveiro.
Ele sorriu corando.
- Se for pra ficar com você, eu não saio daqui nunca mais.
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Vizinho (one shot) +18
Fiksi PenggemarUma garota acaba tendo uma aventura inesperada com o vizinho do apartamento ao lado.
