Prólogo

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Marisa caminha até o grande salão tomando fôlego para encarar a mestre Park Shin. A mulher em sua essência, era uma verdadeira beldade, os cabelos lisos e longos, combinavam com seu tom de pele branco como a neve, sua descendência oriental, trazia todo o mistério envolvido em sua história.


Quando Marisa foi escolhida a dedo pela grande mestra, teve toda sua vida mudada, s ensinamentos de alquimia, e de sua linhagem a tornou uma grande professora em artes da magia. Park Shin ensinou, e a preparou para ser grande, uma verdadeira mestra. E Marisa, como uma pupila devota ,retribuiu com amor e dedicação.


Como diria que teria que ir embora, que seu lugar não era mais ali, que havia se apaixonado por uma mulher comum, sem poderes?


Sabia que a decepção, afastaria de si a única mãe que tinha tido, e agora, mais do que nunca, traria desonra para a grande mestra das águas.


Park Shin a olha por cima dos óculos, a mulher era linda, marcante, sua presença era sentida em cada canto da sala.


- Olá querida, meu cavaleiro James, disse que você queria falar comigo, como está as coisas no mundo mortal?


Marisa se senta, passando a mão por sua saia de social preta, suas mãos estavam suadas, e seu coração apertado e disparado no peito.


- Eu venho lhe trazer notícias, mas receio que não será de seu agrado.


Park Shin deixa a caneta de lado, se ajeitando na cadeira, tirando o óculos e suspirando.


- Diga.


Sua voz ecoa pela sala, fria ,e direta.


- Eu conheci uma pessoa...


- Isso é proibido, não continue...


- Eu estou noiva, não vejo outra saída a não ser sair do clã.


- Eu disse... Noiva?


- Desculpe senhora, eu tonei essa decisão difícil, sabendo das consequências e dos impedimento.


- Homens não ligam para sentimentos, não há nada mais para conversar, você vai voltar, até que esse sentimento estúpido passe.


Park Shin nunca se apaixonou, era completamente entregue às regras e a sua linhagem, as anciã da água estavam em extinção, haviam muitas poucas que ainda sabiam acessa seus dons de família.


- É uma mulher.


O silêncio pairou sobre a sala, os passos dos alunos no jardim, dava pra ser ouvido claramente, a respiração pesada de Park Shin assustava, por um momento Marisa poderia jura que ela havia parado de respirar .


- Deixe-me ver, você vai cometer 3 crimes seguidos, fazendo com que seja inevitável te banir da universidade de magia elementar, você contou quem você é, creio que não.


- Sim.


Park Shin se debruça sobre a mesa, seu olhar de fúria era notável, o kimono azul por um momento pareceu se fundir com sua pele e cabelos.


- Contou sobre a nossa existência, isso é a coisa mais absurda que já ouvi. Você é imprudente Marisa, não tem volta essa sua decisão.


- Você realmente nunca quis alguém a tal ponto que nada importa, alguém para compartilhar sua história sua essência?


- Não ouse falar comigo, como ousa? Diga, você nos coloca em risco, trazendo sua convicção infantil e irresponsável por causa de uma mulher, outro crime grotesco aliás.


Marisa sente os olhos se encherem de lágrimas, a fúria de sua mestre ,trazia a realidade uma de que ,logo seria assim no concelho também. Em seus pensamentos Astrid tomava forma, a doce jovem não se assustou com sua revelação, também não se assustou com a intensidade de seu amor, as diversas noites em que se amaram, em que se confiaram para contar suas maiores dores, todos aqueles momentos levaram ao pedido de casamento, Marisa não podia acreditar que mesmo com tantos obstáculos aquela mulher de cabelos ondulado e olhar sereno a queria. Foi pensando nisso que ela se levantou, deixando sua personalidade feroz aparecer.


- Park Shin eu serei grata por ter tido você em minha vida por todo o sempre. - As lágrimas caiam, deixando a dor assola sua alma. Eu levarei comigo cada segundo que passei com você, eu gostaria que fosse ao meu casamento.


- Não espere por isso, você será banida daqui, e de minha vida. Eu não entendo, o que essa mulher fez para você sacrificar suas ambições?


- Eu ainda sou eu, só que eu sei que você não me aceitará assim.


Park Shin se levanta, evitando olhar a pupila desertora. Marisa em seu íntimo espera que pelo menos tenha um olhar de compreensão, mas sabia que era impossível. Sua história agora era no mundo mortal, ao lado de Astrid e com outros desertores.


Ela seca as lágrimas, seguindo em direção a porta, James a olhava atordoado, sabia o quão grave era essa decisão, sabia que sua mestra não voltaria ao normal, era o fim de algo que ele pensava ser sua família. Marisa desaparece na multidão, James conseguiu ver a grande anciã maior derramando uma lágrima em seu castelo, todas as anciã já sabiam , Park Shin foi a última a saber.



Marisa atravessa o portal que dividia os dois mundo, podia ver Astrid encostada em seu carro, esperando angustiada sua futura esposa, ao se aproximar a ex anciã do fogo se entrega as lágrimas, abraçando seu grande amor. Havia prometido a si mesma que nada ,absolutamente nada iria interferir em seu amor, ali, naquele abraço sereno, tinha seu lar, sua alma.


- Ela realmente não quis ouvir mais nada, bem pelos velhos tempos?


Astrid pergunta com a voz engasgada, sentia culpa em seu coração, queria poder arrancar a dor de sua mulher. Mas se contentou em consolar Marisa, e ser seu alicerce.


- Eu estou aqui, estou com você para sempre.


Astrid encontra os olhos negros e intensos de Marisa, puxando o blazer ,e o corpo quente de sua mulher, tomando sua boca gentilmente, sentindo o gosto das lágrimas em seus lábios.


Quando viu Marisa partir para contar sobre seu casamento, temeu que sua amada não voltasse, que a coragem ficasse nos quartos escuro, sobre o lençol que sempre se amavam. Nunca havia sentindo nada parecido, estava perdida em seu próprio sofrimento quando Marisa apareceu.


Demorou para contar sobre sua deserção, era filha de uma anciã que nunca conheceu, tinha um soldado que conheceu em um momento de rebeldia. Ela talvez fosse uma anciã, ou um tipo de híbrido entre humanos e anciãos, no entanto, em sua vida sempre esteve sozinha, nunca soube de sua história, e quando soube que tinha um soldado, um tipo de homem ou um duplicado, um laço que só as anciã saberiam explicar, porém nunca havia visto uma até conhecer Marisa, tudo até ali havia sido confuso. Mas Marisa trouxe todas as respostas.


- Eu não contei para ela sobre você Astrid, não houve tempo...


- Agora somos você Eu e Morfeu.


O homem as observava de dentro do carro, tentava sorrir por ver sua querida mestre feliz, mas nunca conseguiu esconder a paranoica sensação de que Marisa era um perigo, mesmo ali, em sua frente, com toda sua fragilidade, sentia que aquele momento único para as amantes, era um limbo de suas quedas.




Até você acontecer Stories to obsess over. Discover now