Cap Único • 3 de dezembro

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🐰.🐹 ~ 3 de dezembro . .

💚🩷

Ainda me lembro do dia 3 de dezembro

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Ainda me lembro do dia 3 de dezembro...

Quando saí de casa com uma blusa de manga curta e vi uns fracos raios de Sol a escapar por entre as nuvens brancas nunca imaginei que aquele dia, 3 de dezembro, seria tão frio como foi.

Logo no primeiro intervalo da amanhã arrependi‐me da minha escolha de vestuário. Sentado num dos bancos do pátio da escola junto com os meus melhores amigos, Bangchan e Changbin, ambos com blusas quentes adequadas às nuvens cinzentas e tristes que agora se faziam presentes no céu juntamente com as folhas que nele voavam devido ao vento.

Falávamos sobre trivialidades como: a minha estupidez em trazer uma t‐shirt, música, etc, até que vi um sorriso diferente invadir o rosto de Changbin. Segui o seu olhar. O seu mais novo namorado (não tinha a certeza se já o eram, mas agora são), Felix, um loiro animado da outra turma, que se fazia acompanhar de ti, Lee Minho.

Confesso que nunca tinha realmente reparado em ti.

Claro que conhecia o teu nome e já te tinha visto. Quem não? Toda a gente te conhecia e falava de ti, Lee Minho, campeão de diversas competições de dança, tanto importantes como banais; um dos alunos mais bonitos da escola e também dos mais inteligentes.

Claro que conhecia o teu nome, mas naquele momento estava a ver‐te verdadeiramente pela primeira vez, não à distância.

Felix e Changbin cumprimentaram‐se com um beijo. Bangchan fez conversa contigo e eu observei‐te discretamente, penso eu, realmente eras (e és) tão bonito quanto diziam.

Surpreendeste‐me quando te dirigiste a mim. Com um sorriso de lado, brincalhão, questionaste com uma pequena gargalhada o facto de eu estar a utilizar uma t‐shirt. Fiquei envergonhado, lembro‐me de como as minhas bochechas coraram, mas tu apenas deste mais uma gargalhada e tiraste o teu próprio casaco e estendeste‐mo. Acredito que a surpresa tenha ficado estampada na minha cara, realmente não estava à espera. Neguei e tu insististe. Lá aceitei e vesti o teu casaco. Ainda estava quente do teu corpo, era confortável, revestido por pelo no seu interior, e cheirava bem, cheirava a ti.

Pouco depois foste embora com o Felix e eu fiquei com o teu casaco o resto do dia, tal como também fiquei contigo na minha mente.

Foi a partir daí que comecei realmente a reparar em ti. O teu penteado, a tua roupa, a tua forma de andar, a forma como sorrias e o tom com que me falavas. Reparei nos teus gestos e tiques, o teu sinal na ponta do nariz e os teus brincos, tinhas tantos. Comecei a ir aos teus concursos de dança e por vezes até os ensaios, acompanhado de Changbin que ia ver Felix.

Essas semanas foram como algodão doce. Doces, fofas e perfeitas.

Parecia que eu estava numa realidade à parte onde tudo era perfeito, colorido e brilhante. Estava no paraíso.

No entanto, tudo o que é bom dura pouco.

E eu já devia saber disso.

Numa manhã solarenga em que tudo parecia novamente ser perfeito, não o foi.

Vi‐te no portão da escola, como em todas as manhãs. Acenaste‐me como habitual, com o teu lindo sorriso, e eu sorri‐te de volta, brilhante e leve por dentro. Rapidamente esse brilho foi esmagado por uma nuvem pesadíssima, que o cobriu por completo. Avancei até ti, pronto para meter conversa e ouvir a tua linda voz, mas enquanto eu percorria o caminho até ti, percebi o quão longo ele realmemte era, quase impossível de ultrapassar.

Uma rapariga de cabelos castanhos, lisos e compridos, olhos também castanhos e grandes, emoldurados por uns óculos, correu até ti, atirando‐se contra os teus braços e corpo num abraço. Sorriste‐lhe como nunca me sorriste, abraçaste‐a como nunca me abraçaste e os teus olhos brilharam mais dessa vez do que qualquer uma outra que me olhaste.

Todos os dias começaram a ser assim.

Eu chegava à escola e lá estavas tu no portão abraçado a ela e ela a ti. Sorrias e ela sorria e os teus olhos brihavam e os dela também brilhavam tal como o Sol que sempre se fazia presente no céu. Já não precisavas de me emprestar o teu casaco, que alívio, não? Eu continuo a precisar dele, dentro de mim está escuro e frio, cheio de nuvens que me pesam, a cabeça junto com os pensamentos

As manhãs doíam, sim, mas nada doía tanto como quando tinha que estar ao teu lado, falar contigo e olhar‐te , tudo isto sabendo que nunca gostastes de mim, não como eu gosto de ti.

Han Jisung

Obrigada por leremmm

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3 de Dezembro | MinsungHistórias para pegar e não largar. Descubra agora