- Melanie - meu pai me chama -, vai querer o quê?
- Acho que só um chocotino - falo, retirando e guardando os fones na mochila.
- Ok - ele diz, voltando-se para o caixa novamente.
Eu estava sentada à mesa da Kopenhagen do aeroporto enquanto lembrava os breves momentos da minha vida e era consumida pelo êxtase da mudança radical que estava prestes a acontecer. Com 15 anos, indo morar em outro país, com uma rotina e uma vida completamente diferentes. Aperto o colar que minha mãe me deu antes de me deixar no aeroporto, esperançosa e ansiosa com minha nova vida.
"Ela não vai com a gente..."
"Claro, se seus pais são divorciados, eu, hein, KKKKKKKK" - era o tipo de coisa que eu e Annie, minha melhor amiga, conversávamos. Enquanto isso, eu batia o pé no chão, ansiosa.
- Voltei! - meu pai fala, com os cafés na mão. - Olha... Eu sei que já conversamos sobre isso antes de virmos, mas, se você realmente não quiser continuar por lá, a gente acerta com sua mãe pra você voltar ou...
- Não precisa, pai - o interrompo. - O senhor já me falou isso várias vezes. Vamos tentar só ir seguindo, ok? Eu tô tão nervosa quanto o senhor.
- Tudo bem... Te amo - ele diz, dando um beijinho na minha testa, e continua tomando o café. Eu faço o mesmo.
Meu pai e minha madrasta moram em Los Angeles, e ele, depois de muito custo, conseguiu com que minha mãe deixasse eu morar com ele. Minha infância e pré-adolescência inteira foram com minha mãe no Brasil, mais especificamente em Salvador, na Bahia. Foram anos maravilhosos e cheios de alegria. Mesmo divorciados, meus pais eram mais que perfeitos. Nem sempre eu tinha a presença física do meu pai, mas ele se importava o suficiente pra me ligar todos os dias, mandar mensagens e estar sempre nos meus aniversários. Fazia questão de saber da minha rotina, do meu ciclo de amizades e tudo mais... Ele realmente fazia questão de me conhecer e saber como eu estava.
Minha mãe era quase igual. O que os diferenciava (além da presença física) eram as questões financeiras. Minha mãe trabalhou e ainda trabalha muito duro pra conquistar tudo o que tem. Então, se minha infância foi em uma escola e com materiais de qualidade, foi graças ao esforço dela. Por conta disso, quase nunca saíamos, fosse pra tomar um sorvete ou algo do tipo. Ela sempre estava cansada do trabalho exaustivo, além de cuidar da minha tia-avó, que tinha Alzheimer. Já meu pai não tinha nenhum problema financeiro. Ele não era hiper rico, mas era evidente que não dependia tanto do trabalho quanto minha mãe.
Já tínhamos terminado o café e rodado mais um pouco pelo aeroporto, esperando o momento de fazer o check-in e, depois, embarcar. E assim aconteceu. Minha primeira viagem de avião. Eu estava extremamente feliz.
Tirei foto da janela, fiz vídeos, postei, mandei pra Annie e passei o resto do voo fazendo o que mais gosto: ouvindo música. Meu pai estava no notebook, resolvendo coisas do trabalho, e eu estava praticamente no paraíso.
Era uma das melhores sensações que já vivi: eu, a vista que a janela proporcionava e as melhores músicas possíveis.
🩶
Só pra testar guys, me digam o que vocês estão achando e o que esperam por favor 🙏🏻🙏🏻🙏🏻
E a mídia do início é uma ft pra exemplificar a aparência da Melanie.
Bebam água e lembrem, vocês mesmos são sempre a prioridade.
Byee 🫶🏻
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Starfucker
RomanceDescontinuada!!! não vou terminar n Melanie sai do Brasil e vai morar em LA com o pai, então lá ela começa a estudar em uma escola e conhece uma garota problemática e mandona. Muitas coisas complexas acontecem ao redor dela e da garota, o que as apr...
