Prólogo - Contato Inicial

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AZURA

A noite estava silenciosa, apesar dos murmúrios e risadas baixas que preenchiam o salão. As luzes douradas do lustre central refletiam nas taças de cristal e nos rostos mascarados, criando uma atmosfera opulenta, mas estranhamente distante. Tudo ali parecia tão desconectado da realidade que era fácil esquecer onde estávamos – ou quem éramos.

Eu me movia entre os convidados como um fantasma, minha máscara de veludo preto ocultando qualquer vestígio das sombras que habitavam meus olhos azuis. O vestido preto que abraçava minha silhueta e a capa de seda escura que deslizava pelo chão eram escolhas calculadas. Mistério e elegância – exatamente como eu sabia que deveria ser vista. Mas, por dentro, era impossível ignorar a inquietação crescente.

Havia algo diferente esta noite. Algo que eu não conseguia identificar. Era a sensação de ser observada, perseguida até. Meu pai sempre dizia que nossa família estava condenada a viver cercada por predadores, mas, no fundo, eu nunca me senti presa. Até agora.

Enquanto os convidados trocavam cumprimentos ensaiados e sorrisos falsos, eu me perguntava quanto tempo conseguiria manter minha própria máscara no lugar. Era quase engraçado como aquele baile de máscaras não passava de uma metáfora para tudo que vivíamos. Todos ali escondiam algo – intenções, desejos, pecados. Incluindo eu.

Foi quando o vi.

Ele estava parado à distância, mas era impossível não notá-lo. A postura impecável, deveria ter mais ou menos 1,88 de altura, o terno azul escuro ajustado com perfeição em seu corpo com músculos marcados e aquela máscara preta que reluzia sob a luz suave cobria o seu rosto, exceto pelos lábios e seu maxilar anguloso e com uma barba recém aparada. Mas o que realmente me chamou a atenção foram seus olhos. Cinzentos como aço, penetrantes, quase como se pudessem atravessar todas as camadas que eu havia cuidadosamente construído ao longo dos anos.

Senti meu corpo enrijecer por um instante, mas não desviei o olhar. Havia algo nele que me atraía e ao mesmo tempo me colocava em alerta. Eu sabia jogar esse jogo – a dança de poder e controle – mas, naquele momento, me senti... vulnerável.

Ele começou a caminhar na minha direção com uma calma que só aumentava a tensão dentro de mim, como contasse os passos, em câmera lenta. Cada passo dele parecia calculado, como se soubesse exatamente o impacto que causava. Quando finalmente parou à minha frente, estendeu a mão sem dizer nenhuma palavra sequer.

Eu hesitei. Apenas por um momento. Mas minha curiosidade foi mais forte. Sempre era. Aceitei o gesto, permitindo que ele me conduzisse para a pista de dança.

A música parecia envolver o salão, abafando os sons ao nosso redor. A mão dele em minha cintura era firme, mas seus movimentos eram surpreendentemente suaves, quase como se ele estivesse tentando me tranquilizar.

Nossa altura era de grande diferença, eu tenho 1,67 e mesmo com os saltos que somavam uns 10 centímetros a mais, a diferença era notável

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Nossa altura era de grande diferença, eu tenho 1,67 e mesmo com os saltos que somavam uns 10 centímetros a mais, a diferença era notável.

— Não é fascinante como a música pode esconder os segredos mais profundos? — Ele murmurou, abaixando o rosto até meu ouvido, e pude sentir o seu hálito quente soprar pelos furos de sua máscara, tão baixo que apenas eu podia ouvir.

Jogo das SombrasTahanan ng mga kuwento. Tumuklas ngayon