CAPÍTULO 1

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Ele sentou-se com cuidado, um tanto desorientado. Eu não vi nada. Ele levou as mãos ao rosto e percebeu que uma venda estava cobrindo seus olhos. Cheirava a produtos químicos, era claramente o cheiro de um hospital.

Ele relaxou um pouco quando as memórias começaram a voltar.

O cheiro de fumaça, os gritos de seus pais e irmãos... Ele correndo em direção à saída seguido por Ace e Sabo... Uma das janelas da sala estava quebrada e trazendo o vidro diretamente em seu rosto... E então nada . Foi aí que suas memórias terminaram.

Sua cabeça começou a doer enquanto ele tentava se lembrar de outra coisa.

De repente ele ouviu o som de uma porta se abrindo e dirigiu seu olhar ainda obscuro naquela direção. Por reflexo, ele colocou as mãos na venda, pronto para tirá-la para ver quem era, mas eles o impediram de fazê-lo.

Pare, não faça isso! - A voz era de um homem.

Ela sentiu uma mão colocada sobre a dela que a puxou para longe da venda.

Porque?

Luffy! Você já está acordado!

Luffy!

Ele reconheceu a voz dos irmãos que logo correram para abraçá-lo.

Pessoal! -- Ele exclamou com entusiasmo, embora logo tenha perdido a alegria.

O que foi que aconteceu? O incêndio em casa... Como você está? E mamãe e papai?

Ele adoraria ver seus irmãos para verificar se estavam bem, mas se lhe disseram para não retirar o curativo foi porque os médicos assim o exigiram.

Estamos bem Lu, o Sabo tem uma cicatriz "linda" no rosto, mas fora isso está tudo perfeito. -- Ace olhou para o loiro zombeteiro com o comentário sobre a cicatriz.

Não que fosse algo para se brincar, mas certamente era melhor encarar as coisas com humor do que como vergonha. Eles estavam vivos, isso era o importante.

-Cale a boca idiota!

O segundo irmão mais velho bateu na cabeça do primeiro. Luffy começou a rir ao imaginar as ações daqueles dois.

--E a mamãe e o papai?

Um silêncio repentino invadiu a sala, preocupando o mais novo dos três.

--Por que vocês não dizem nada?

--Emm... Luffy...

Ace não sabia como dizer isso, ele se sentia frustrado com todas as más notícias dadas naquele dia e a pouca alegria que lhe restava simplesmente desapareceu com a pergunta de seu irmão.

--Luffy, papai ainda está inconsciente, mas os médicos disseram que ele se recuperará em breve. -- Sabo finalmente respondeu.

--E a mãe?

Outro silêncio invadiu a sala. Entre isso, Luffy percebeu que a terceira presença não deveria mais estar ali, já que ele não o ouviu falar novamente.

--Ela... está em coma.

Os médicos disseram que ele pode não acordar mais. -- Diante da expressão horrorizada do menor, ele se apressou em argumentar. -- Mas ainda há esperança! Provavelmente é apenas um alarme falso...

--Eu quero vê-los.
- Ele o interrompeu. -Eu quero ir vê-los. Diga aos médicos para tirarem esse maldito curativo para que eu possa ir até eles.

Outro silêncio que mais uma vez disse ao menino que algo estava errado.

--Vocês estão me ouvindo?

--Luffy... É melhor esperar o médico voltar e te explicaremos tudo com calma.

--O que você quer dizer com Ace? O que está acontecendo? Ele começou a ficar desesperado quando não recebeu a resposta. -- Ah, droga! Falem algo!

Ele ouviu a porta clicar novamente e passos se aproximando.

-- O médico não pode vir agora então vou dar uma olhada nele... E dou a notícia. Aquela voz argumentou novamente, dirigindo-se aos seus irmãos.

Eles assentiram e deixaram o menino fazer o que queria. A única coisa que ele fez foi verificar a frequência cardíaca de Luffy no monitor.

--Monkey D. Luffy, esse é o seu nome, certo? -- Comentou olhando o arquivo pela décima segunda vez naquela semana.

--Sim.

Oiii, desculpa se tiver algum erro na escrita, eu não sei se essa história é triste pq estou lendo enquanto traduzo também kkkk

sejam meus olhos/se mis ojosOnde histórias criam vida. Descubra agora