Poetas Torturados.

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Nos silêncios que o tempo nos trouxe,
Havia um eco que não soubemos ouvir,
O passado, com suas dores disfarçadas,
Nos separou, mas não conseguiu extinguir.

Fomos dois rios, correndo em direções opostas,
Perdidos em curvas que a vida desenhou,
Mas, em algum lugar, entre a dor e a distância,
Descobrimos o que sempre foi nosso.

O tempo passou, mas não levou a memória,
De um amor que se ocultava em silêncio profundo,
E, ao nos reencontrarmos, entre olhares e palavras,
Vimos que o que ficou não era um vazio, mas um mundo.

Cicatrizes que o tempo não apaga,
Mas que não nos definem, pois em cada uma,
Há uma história de renascimento, de coragem,
De tentar, de recomeçar, de curar, de abraçar.

Agora, caminhamos lado a lado, sem pressa,
Construindo um futuro que é só nosso,
Com as mãos entrelaçadas, os corações em paz,
Sabendo que o que importa é o que ainda está por vir.

Não mais perdidos em o que foi, mas atentos ao que é,
Nosso amor renasce, com as forças do tempo,
E entre risos e promessas, sabemos enfim,
Que o passado não é o fim, mas o começo de um novo ser.

— H.

Entre as Palavras e o Silêncio. l.sStories to obsess over. Discover now