Angel tinha um nome apropriado. Seus pais lhe deram esse nome por causa de sua doçura incomparável, uma aura de pureza que a cercava desde que nasceu. Aos 18 anos, parecia um verdadeiro anjo – cabelos loiros caindo como uma cascata suave, olhos inocentes que refletiam a confiança em um mundo que ela acreditava ser repleto de bondade. Cresceu em um lar onde nada lhe faltava, rodeada de mimos, sempre amparada por uma vida de conforto. Sua paixão pelos livros era o único vestígio de uma vida que ela nunca conheceu fora das paredes de sua mansão.
Nas páginas dos romances, ela viajava para mundos distantes, sentia amores profundos e aventuras arrebatadoras. Foi em um desses mundos que ela se apaixonou. Não por um personagem, mas pelo homem por trás das palavras. O autor tinha uma alma sombria, mas a forma como escrevia sobre a dor, a solidão e a melancolia a tocou de uma maneira que ninguém jamais havia conseguido. Ela queria conhecê-lo, entender sua tristeza, ser parte de seu mundo.
Foi assim que Angel encontrou Dylan.
Ele tinha apenas 20 anos, mas sua alma parecia velha, corroída por uma vida de sofrimento. Dylan não via o lado bom das coisas; para ele, o mundo era cinza, repleto de sombras e tormentos. Quando criança, havia sido quebrado de maneiras que ninguém jamais soube consertar. Ele ouvia vozes que o sussurravam para a escuridão, mal dormia à noite, e seus dias eram preenchidos por uma inquietude constante. Mas havia algo que o acalmava: a chuva. Quando as gotas batiam contra o vidro da janela, quando músicas melancólicas tocavam em seus fones de ouvido, ele escrevia. Suas palavras eram um refúgio para sua dor, um canal para sua angústia.
Quando Angel entrou em contato com ele, encantada por seus livros, ele a viu como mais do que uma leitora. Ela era tudo o que ele desprezava e, ao mesmo tempo, tudo o que ele queria possuir. Sua doçura, sua inocência – Dylan sabia que poderia moldá-la, que poderia fazer parte de sua vida de uma maneira que ela jamais imaginaria. Torná-la parte de seus planos mais sombrios.
Ela o via como um artista atormentado. Ele a via como um anjo a ser corrompido.
E assim, sem saber, Angel estava prestes a abrir o livro de sua própria história, onde as páginas seriam preenchidas pelo homem que ela tanto admirava. Ela não sabia, mas Dylan já estava escrevendo os próximos capítulos.
E eles seriam sombrios.
ŞİMDİ OKUDUĞUN
Meu Adorável Psicopata
RomantikAngel, uma jovem de 18 anos, parecia viver em um conto de fadas: doce, inocente e criada em um berço de ouro. Sua paixão por livros a levou a se apaixonar pelas palavras sombrias de um autor misterioso. Movida pelo desejo de conhecê-lo, Angel encont...
