Capítulo 3 - Respostas

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Os dois acabaram fazendo amor intensamente a madrugada toda, até a garota cair exausta sobre as almofadas do sofá junto com ele.
Sentia se dolorida, por todo o corpo, principalmete... Sua intimidade.
Suspirou, forçando os olhos a manterem o foco depois de mais um orgasmo. Céus, como aquilo era estranhamente bom...
Thor fitou o Rolex em seu pulso. Passava das quatro da manhã. Bocejou, passando os braços pela cintura fina dela, a trazendo para si.
-Está com fome, garotinha?
Disse a provocando.
-Estou, pedófilo.
Ele segurou um sorriso. Ela sabia como responder uma pessoa.
-Hum... Gosta de omelete?
-Gosto.
-Ok.
Ele se levantou preguiçosamente, quando reparou da mancha de sangue no couro do sofá.
A menina seguiu seu olhar, fitando a bagunça que havia feito.
Sentiu o rosto esquentar, ficando corada.
Thor sorriu de leve.
-Hey, tudo bem, é só limpar....
Deu de ombros vestindo a box azul marinho caída no meio da sala.
A garota não pode deixar de admirar a vista. Era a personificação da perfeição, ainda mais assim, com a cueca colada lhe evidenciando o enorme volume assim como o traseiro farto...
O moreno foi até a cozinha, enquanto ela pensava no que vestir.
Não sabia se pegar a camisa dele seria uma boa, mais concerteza era melhor do que sair nua pelo apartamento alheio.
Colocou a roupa, andando um pouco pelo local. Era enorme.
A sala em estilo moderno, toda montada em tons escuros, de marrom ao preto, com detalhes em prata nas janelas que iam do chão ao teto, dando a vista de uma das avenidas de um bairro nobre.
Se aproximou, estranhando o movimento, pelo horário.
Pessoas lotavam os pequenos bares e pub's charmosos, assim como os restaurantes italianos, com o som da música tocando.
Abriu a sacada, observando tudo,principalmete o céu estrelado, onde uma imensa lua cheia sintilava.
Thor logo terminará o prato, quando notou a menina fitando o céu.
Se aproximou silenciosamente, escorando em uma das pilastras prateadas.
Era estranho como havia sentido algo diferente pela garota. Era como se ela o iluminasse, de alguma forma, mesmo se conhecendo a apenas algumas horas.
Ela de repente se virou.
-Hey...
-Terminei a comida.. Tá na mesa.
Deu passagem para ela, que entrou.
Andaram até a cozinha, a garota interessada na comida, que possuía um cheiro maravilhoso.
-Hum, você parece que cozinha bem...
-Bom... Eu moro sozinho, tem que se dar um jeito, certo?
A loira sorriu.
Deveria ser bom, viver assim, só.
Sem depender de ninguém. Era uma pena que ainda morasse com os pais.
Suspirou, relembrando dos familiares.
-O que foi?
Notou a expressão fechada dela.
-Nada... Besteira...
Deu de ombros logo atacando o omelete que estava delicioso.
-Ficou muito bom, de verdade.
-Hum...
A trouxe mais para si.
-Satisfeita, senhorita?
Notou o tom malicioso, dando uma leve risada.
-É sempre um pervertido assim, senhor...?
-Lutz. Thor Lutz.
-Entendo, senhor Thor, pedófilo Lutz.
O moreno arqueou a sobrancelha.
-Estou começando a achar que a senhorita realmente gosta de me provocar, sabe?
Luara sorriu de leve.
-Talvez... Você é de onde?
Perguntou mudando o assunto.
-Nasci no Arizona, mas me mudei quando tinha uns nove anos...
-Hum... Com o que trabalha?
Sua expressão se fechou. Não poderia dizer a garota.
-Administração de empresas.
-Ah..interessante... E sua família?
O moreno acabou franzindo a testa, dando uma leve risada.
-Para que quer saber isso? Quantas perguntas... Me fale de você.
-Não tem muito o que dizer.
Thor arqueou a sobrancelha.
-Pode começar contado o que te levou a um bar no meio da noite. Não me venha com a história de espairecer, eu não cai nessa...
A loira bufou um riso.
-Você conhece bem as pessoas...
-Eu sei.
Deu de ombros.
Ela suspirou.
-Eu.. Descobri que meu namorado havia me traído, com uma das minhas melhores amigas...
-Sério?
Ele estranhou.
-Você não parece o tipo de pobre garotinha excluída do colégio que fica em casa enquanto o namorado pega todas...
Lua sorriu de leve colocando uma mecha dos cabelos atrás da orelha.
-É porque... Nós não transavamos. Eu não queria, sabe? E.. Então ele procurou outra...
Tentou parecer indiferente, sem que a tristeza a abalasse.
-Isso explica você praticamente me agarrando...
Ela corou.
-Não foi assim!
Ele riu.
-Então como foi?
-Ah... Eu só precisava de uma pessoa.
-Mais uma comprovação de que eu fui puramente usado e abusado...
Fingiu uma cara triste a fazendo fita-lo ironicamente.
-Oh, pobrezinho, um homem puramente inocente, não é mesmo?
-Claro que é.
Os dois acabaram sorrindo. A química de ambos era incrível, mesmo se conhecendo a tão pouco tempo. Só gostariam de saber a onde tudo isso ia levar...

Apenas Uma NoiteWhere stories live. Discover now