Foi o mesmo sonho, pensei que tinha parado de pensar nisso, pensei que tinha me esquecido de você...
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Sempre começa da mesmo jeito, um dia quente, porém alegre, parecia ser umas 12:34, estava perto do almoço. Eu e meu irmão estávamos visitando o Zoológico, ele adorava animais assim como eu.
O pai e a mãe deixaram a gente andar pelo parque, cuidando um do outro, eu tinha cerca de 10 anos e meu irmão 7, eu era o mais velho, eu sabia cuidar dele, pelo menos...é oque eu achava. A gente estava passando pelas girafas, me lembro dele olhar emocionado, sem entender como podia uma animal ser tão grande. Era meu animal favorito, ele não entendendo o porquê.
"É porque elas têm a melhor vista de todas! Ela conseguem ver todo mundo lá de cima!"
Quando ele entendeu passou a amar as girafas assim como eu. Ainda lembro alegremente deste momento, porém logo depois vem o pensamento ruim me corroendo ao lembrar em como o dia acabou.
Eu me virei para ele com um tom desafio, como se fosse aprontar mais uma vez. Então tenho a brilhante ideia de inventar um jogo, a gente ia procurar animais incríveis, quem tivesse o melhor animal ganhava, eu era tão inocente que não tinha ideia de que ele era apenas uma criança, não sabia dos risco nem dos perigos. Foi a ideia mais idiota que eu tive.
Logo ele se animou e começamos a correr em direções opostas, eu olhava cada animal esperando achar um legal o suficiente para ganhar de meu irmão. Alguns minutos depois eu acabo me esbarrando com a mãe e o pai, eles não estavam com uma cara boa, como se eu não devesse estar sozinho, perguntando oque estava fazendo e onde estava meu irmão. Eu falei inocentemente que estavamos brincando, logo vendo a cara de preocupação deles, notando que tinha feito algo de errado.
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Martin estava sentado no sofá enquanto olhava pro teto, ele estava em uma sessão de terapia habitual. Seu olhar de preocupado era notório, por mais que quisesse descansar sentia como se tivesse um pesso lhe puxando para cada vez mais fundo, se martirizando, tentando resolver algo que não tem solução.
Ele tinha cerca de 1,70m; pele clara, cabelos loiros e olhos azuis. Usava uma blusa pretas de gola alta e por cima um casaco azul com uma lista preta nas mangas. Nas partes de baixo usava calças jeans e botas pretas de couro.
Seu terapeuta anotava tudo que dizia enquanto raciocinava sobre seu diagnóstico. O homem já tinha aparecido em outras consultas com o médico, mas pareciam não surgir efeito.
Terapeuta- qual era o nome do seu irmão mesmo? Consegue se lembrar?
M- é Chris, por mais que eu tente eu nunca consigo esquecer de seu nome...
T- entendi, você na última consulta disse que os pesadelos tinham parado mas pelo visto foi algo passageiro. Eu vejo que você inconscientemente não deseja esquecer desde dia, estou certo?
M- sim...eu só...me sinto culpado por tudo que aconteceu, se eu estivesse com ele, ele ainda estaria ao meu lado. Não acho justo seguir em frente após que fiz.
T- por mais que você fosse o responsável por ele naquele momento você não teve culpa, você tinha 10 anos, era apenas uma criança. Ninguém pode culpá-lo ser ingênuo naquela idade, muito menos por não imaginar que o pior poderia acontecer.
O garoto pensa um pouco, por mais que o terapeuta tivesse a um tempo tentando colocar isso em sua cabeça, a ideia de culpa o corroia por dentro. Era como uma angústia que crescia a cada dia, doía por todos estes 15 anos e agora já tinha se acostumado tanto com a dor que não doía mais como antes.
T- se você quer seguir em frente vai ter que fazer alguns sacrifícios Martin, se não você vai continuar no mesmo ciclo torturante. Você vive sozinho, e para suprir a sua solidão você vai para o trabalho para encher a sua cabeça, em vez de resolver o problema. Se dê oportunidade de ser egoísta, pelo menos uma vez, você precisa pensar no agora, em vez de se torturar com o passado.
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Alguns minutos depois, Martin sai do consultório, ainda pensativo no que o terapeuta havia lhe dito. Por mais que não quisesse admitir, ele quase não pensava mais em si, oque fazia ele se colocar em segundo lugar to tempo todo. Com caso de seu irmão já tinha se acostumado um pouco, por mais que ainda tivesse alguns pesadelos não pensava tão bruscamente como antes. Contudo, isso lhe deixou traumas e cicatrizes difíceis de esconder, como o fato de sempre se colocar os outros em primeiro lugar. Ele é uma pessoa que se importa com todos e faz de tudo para ajudar, mas as vezes acaba esquecendo de si mesmo, se acabando para agradar o próximo sem necessidade. Mesmo que não quisesse admitir, isso era fruto do medo de ficar sozinho de novo, o fato dele passar mais tempo no trabalho do que em casa também era por conta disso, ele se sentia sozinho, mesmo com todo mundo ao seu lado.
Martin se encontrava em uma rua pavimentada e meio suja, o ar da cidade era asqueroso, odiava aquela atmosfera. Ele coloca as mãos nos bolsos e segue seu caminho, com a que lá mesma sensação de que mesmo após anos não havia feito nenhum progresso. Ele se martilizava cada vez mais, como se estivesse entrando cada vez mais fundo no solo enquanto pensava, sem olhar para onde ia, apenas seguindo o caminho de desespero.
Para sua sorte, seu celular toca, tirando ele se seus pensamentos obscuros. Ele pega o comunicador em seu bolso e percebe que era Koki, uma amiga e colega de trabalho, ele atende com um sorriso em seu rosto.
M- fala Koki! Oque manda?
K- eai? Já terminou sua consulta? Eu, Jimmy e Aviva estamos em uma lanchonete aqui perto, se você quiser pode vir para cá.
M- demorou! Já tô indo pra aí!
Ele desliga a ligação com um sorriso mais tranquilo em seu rosto, seus amigo sempre animava ele quando ele mais precisava, ele passava horas até dias no trabalho só para ficar com eles e esquecer dos problemas, odiava ficar sozinho, a ponto do grupo começar a morar em sua base de pesquisas, da Tortuga, era como chamavam seu local de pesquisas que usavam para viajar o mundo, por ter um formato de tartaruga.
Ele recebe a localização de onde Koki e seus amigos estavam e vai correndo para lá, não queria mais pensar em nada, apenas passar o tempo com quem se importava. Chegando lá, adentrou em uma cafeteria tranquila e simples, ele vê Koki acenando para para ele, no intuito de localizá-la. Após isso, ele se senta ao lado de Aviva.
A- eai Martin como foi? Você demorou desta vez
M- pois é, pelo visto ele queria mesmo aproveitar que nós estavamos na cidade. Mas me lembra aí, oque a gente veio fazer mesmo aqui?
Jimmy- cara você tá mesmo com a cabeça nas nuvens em.
K- dá um tempo para ele, terapias costumam ser desgastantes.
A- a gente vai analizar o Zoológico local.
M- aqui tem um Zoológico ainda? Que eu saiba ele foi fechado por falência.
K- exato, mas mesmo depois de anos ele ainda mantém funcionando, como centro de reabilitação animal. Porém, só há registros de chegada de animais mas nenhum registo de libertação.
A-acreditamos que eles estão mantendo os animais em cativeiro, precisamos descobrir o porque é parar eles!
M- então estamos em uma busca grande, mas mesmo assim vai ser moleza para nós!
K- eu não tenho tanta certeza Martin, aquele lugar parece ter uma segurança integrada de última geração. Vou precisar que você consiga algum aparelho com conexão a internet de lá para poder hackear o sistema deles, porque não consigo fazer isso apenas por aqui.
J- no caminho você pode tentar achar mais pistas sobre oque está rolando com os animais.
M- se é isso que você precisa então seu desejo é uma ordem! Tudo para poder libertar aqueles animais indefesos!
Ele fala com animação, conseguindo esquecer de seus pensamentos ruins, ele era aquele que sempre animava todos, era difícil abala-lo. Cheio de determinação e confiança, ele acaba gritando sua última fala com intusiasmo para todos ouvir. As pessoas que estavam na cafeteria olham para ele sem entender nada, fazendo no garoto se envergonhar um pouco mostrando um sorriso bobo enquanto esfregava a cabeça.
(Não vai demorar muito para postar o primeiro capítulo, visto que este é apenas um epílogo da história. Espero que vocês gostem ^^)
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- Separede by time -
Roman pour AdolescentsIt's been 15 years since Martin lost his brother, and he can't sleep properly without remembering Chris. Even so, the boy tries to swallow his guilt and continues to do his best with his team of wildlife researchers. On one of their missions, whic...
