O Labirinto da Cidade

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A cidade de Valemortis parecia estar eternamente mergulhada em sombras. A neblina densa se arrastava pelas ruas, e a chuva constante apenas acentuava o ar opressivo que pairava sobre cada beco. Lara, uma jovem artista de espírito inquieto, vivia em um apartamento antigo no coração dessa cidade sufocante. Suas pinturas, que antes eram vibrantes e cheias de cor, agora refletiam o peso de sua alma: figuras distorcidas, sombras vagando por labirintos sem saída.

Naquela noite, Lara não conseguiu evitar o impulso de caminhar pela cidade, buscando inspiração. Ao passar por um beco, sentiu um arrepio correr por sua espinha. Algo, ou alguém, a observava. Ela acelerou o passo, mas o sentimento de ser vigiada persistiu.

De volta ao seu apartamento, o cansaço a dominou. Dormiu rapidamente, mas seu sono foi interrompido por um sonho perturbador. Estava presa em um labirinto de pedras antigas, suas paredes cobertas de musgo. Ao longe, um homem estava parado. Ele não se movia, apenas observava. Seus olhos eram negros como a noite, intensos e hipnotizantes. Lara tentou correr, mas sentiu-se presa. Quando finalmente conseguiu gritar, acordou ofegante, com um nome em sua mente: Dante.

No dia seguinte, ainda perturbada pelo sonho, Lara caminhava pela rua quando sentiu o mesmo arrepio da noite anterior. E então, o viu. Dante estava ali, de pé, na esquina, observando-a com o mesmo olhar penetrante dos sonhos. O choque a fez parar no meio da rua. Como ele poderia estar ali, real, diante de seus olhos?

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