🥀Único🍃

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A porta da pousada range ao abrir, e Zoro e Sanji tropeçam para dentro, pingando de chuva e da exaustão da batalha. Suas roupas estão rasgadas, o sangue ainda secando em sua pele do confronto com os fuzileiros.

O pequeno cômodo em que entram é mal iluminado, lançando sombras que dançam nas paredes de madeira gastas. Quando Zoro bate a porta atrás deles, um silêncio tenso paira no ar por apenas um momento, apenas para ser quebrado pelo som familiar de suas brigas.

— Da próxima vez, tente mirar seus chutes em outro lugar que não seja minha cabeça, seu maldito cozinheiro. — Zoro rosna, limpando uma mancha de lama do rosto com as costas da mão.

— Talvez se você não balançasse suas espadas como um lunático, eu não precisaria fazer isso! — Sanji retruca, sua voz afiada enquanto ele tira sua jaqueta encharcada, revelando hematomas florescendo ao longo de seus braços. — Nós mal saímos de lá, e você ainda está causando mais problemas!

Os olhos de Zoro se estreitam quando ele encontra o olhar de Sanji.

— Foi você é quem começou a briga lá!

— Só  porque você estava ocupado se perdendo, de novo!

Eles ficam de frente um para o outro, respirações pesadas, ambos se recusando a recuar. A quietude da estalagem faz pouco para moderar seus temperamentos, e a tensão entre eles crepita como uma tempestade ainda por despontar.

Apesar do cansaço gravado em suas feições, nenhum dos dois está disposto a ceder, cada um teimosamente mantendo sua posição.

Mas mesmo enquanto a discussão deles continua, um entendimento compartilhado permanece por trás de suas palavras, um vínculo tácito formado por inúmeras batalhas travadas lado a lado.

A luta pode ter acabado, mas as consequências permanecem, tanto nas feridas que eles carregam quanto nas palavras que eles trocam, cada uma delas um lembrete do perigo do qual eles escaparam por pouco.

Sanji suspira dramaticamente, passando a mão pelo cabelo úmido.

— Ótimo. Agora, em vez de passar a noite com uma linda moça, estou preso me escondendo com você, Marimo.

Sua voz escorre com desdém, como se a própria ideia de dividir um quarto com Zoro fosse o insulto supremo.

Zoro zomba, cruzando os braços sobre o peito.

— Como se qualquer mulher quisesse passar tempo com um idiota de sobrancelhas encaracoladas que não consegue ficar cinco minutos sem flertar.

O olho de Sanji treme de irritação.

— Você não saberia o que é romance se ele te atingisse nessa sua cabeça dura! Não que alguém iria se aproximar de um cara que cheira a saquê e aço o tempo todo.

— E você acha que o cheiro de cigarro te torna irresistível? —  Zoro dispara de volta, seu tom de zombaria enquanto ele se inclina contra a parede, claramente imperturbável pelas palavras de Sanji. — Deve ser por isso que você está sempre sozinho, não acha?

Sanji se arrepia, suas mãos se fechando em punhos.

— Eu escolho ficar sozinho, seu bárbaro! Diferente de você, eu tenho padrões. Você não entenderia o que significa tratar uma dama com respeito!

Zoro revira os olhos.

— É, é, continue dizendo isso a si mesmo. Enquanto isso, eu estarei aqui sem nos matar porque posso me concentrar em um plano.

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