Pov Lauren
Acordei com o vento frio batendo no rosto, e demorei um instante para lembrar onde estava. Sentada no capô do carro, tentei focar meus pensamentos enquanto procurava o celular no bolso. Eram 18h46 — o céu já estava mudando de cor. Logo anoiteceria, então era melhor eu ir pra casa. Desci do carro e olhei ao redor. Apesar de estar sozinha, sentia como se estivesse sendo observada. Entrando rapidamente no carro, dei partida e segui pela estrada até em casa, onde as árvores ao lado da estrada dançavam com o vento. Pelo jeito, logo ia chover.
Cheguei finalmente, exausta. Larguei os tênis na entrada e fui direto para a cozinha; estava faminta. Enquanto preparava um macarrão, meu celular vibrou. Era uma chamada da Kattelyn, minha melhor amiga, sempre preocupada.
— Até que enfim, Lauren! Achei que nunca fosse atender. — Kattelyn parecia irritada.
— Desculpa, não vi as mensagens. O que aconteceu? — falei, mexendo o molho no fogão.
— Sumiu do nada, achei que tinha sido sequestrada ou algo assim!
— Não exagera. Só fui tomar um ar. Precisava.
— Tá, tudo bem... Ah, você soube da Sofia?
— Não. O que tem a Sofia?
— Tentaram matar a garota na faculdade! Uma pessoa mascarada atacou ela, acredita?
— O QUÊ? COMO ASSIM? — Minha voz saiu mais alta do que eu esperava.
— Pois é. Ficou na faculdade até tarde, e esse doido foi pra cima dela. Quebrou o pé, mas conseguiu escapar.
Respirei aliviada, apesar da notícia chocante.
— Você fala como se fosse normal! — zombei, tentando relaxar.
— Cala a boca, Lauren! É sério! — Kattelyn soava genuinamente assustada.
— Eu sei, desculpa. Mas vou desligar, tô terminando o jantar. — respondi, já cortando o assunto.
— Tá, até depois. Se cuida.
— Pode deixar.
Coloquei o molho no macarrão e fui para a mesa, mas meu apetite havia sumido. Ainda assim, terminei de comer, lavei o prato e mandei uma mensagem para a Sofia: Oi, Sofi. Fiquei sabendo. Como você está?
Poucos minutos depois, ela respondeu, mas o tom dela estava diferente.
— Ah, oi, Lauren.
— Sofi, tá tudo bem mesmo?
— Não muito, né?
Parecia bem seca, o que não era normal. Mesmo assim, decidi insistir.
— Posso passar aí?
— Se quiser. Tô no Hospital Alliveur, mas o horário de visita tá quase acabando.
— Tô indo.
Peguei a chave do carro e o casaco. Lá fora, já tinha começado a chover. Não trouxe guarda-chuva, então me encolhi enquanto corria até o carro. Chegando ao hospital, entrei na recepção, onde me informaram que eu precisaria esperar para visitá-la.
Sentei num dos bancos vazios e esperei.
Pov Noah
Alguns minutos antes, eu já estava no hospital com Benjamin. Ele foi cuidar de algumas "pendências" enquanto eu deveria lidar com... ela. A ideia não me agradava nem um pouco, mas Benjamin estava decidido.
No elevador, coloquei as luvas e respirei fundo. Quando as portas abriram, segui pelo corredor até a porta do quarto dela. Ali, hesitei, tirando a máscara do bolso. Eu odiava isso — odiava até o toque frio da faca no bolso. Mas a voz de Benjamin ecoava na minha cabeça: "Com o tempo, você para de se importar."
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Cachos com Sangue
Mystery / ThrillerLauren é uma garota normal, vive a vida normalmente, sua mãe estava viajando então ela ficava sozinha em casa, o relacionamento delas não era tão bom, ela gostava de sair as noites, porém nesses roles ela acaba conhecendo Benjamin, um Assassino, ent...
