Prólogo: Segredos da família Real

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O ano era 1899 e Verade estava perto do novo ano e do novo século, aquele novo ano trazia uma enorme novidade para o reino; quem diria que finalmente os muros de Verade estavam prestes a serem baixados para receber o novo mundo? A pequena cidade, que era conhecida pelos seus peculiares habitantes, estavam todos reunidos no centro de Verade; onde havia uma estátua dos Reis, todos estavam lá nos preparativos para a festa de celebração de Ano Novo daqui a algumas horas; o céu cintilava em uma mistura de laranja, magenta e preto, aquele fenômeno se chamava "Crepúsculo Esmerado". Na praça central as tendas de comida, bebidas e outras coisas mais estavam sendo montadas, haviam lampiões iluminando ao redor da área nos postes e ao redor da estátua dos Reis haviam velas acesas fazendo assim com que as luzes refletissem no céu alaranjado.

Entre os presentes naquele momento, encontrava-se Mirtílio um não tão jovem, mas ainda sim imponente e sábio homem; e seus olhos emanavam conhecimento e carisma, junto a ele sua esposa Morana, uma mulher cujas feições lembravam morangos frescos, enquanto seu marido lembrava em alguns aspectos o doce e azul mirtilo. Juntos eles observavam a multidão indo e vindo preparando o centro para aquela noite, onde iriam saudar o novo século com alegria e esperança.

Entretanto o clima festivo foi uma ótima cortina para esconder uma das coisas mais terríveis que alguém poderia fazer; mesmo com cidadãos simpáticos, colheitas sempre abundantes e uma realeza que sempre se importava com seu povo, Verade escondia segredos. As pessoas sempre sussurravam sobre um pacto que possivelmente foi feito naquela noite de ano novo, ninguém sabia quem havia feito o pacto, nem mesmo para que foi, mas eles apenas sabiam dele porque alguém começou a falar sobre isso. As únicas pessoas que sabiam o que realmente aconteceu eram Mirtílio por ser conselheiro do Rei Almos, e o próprio Rei Almos sabia bem sobre o pacto. Mirtílio era o único que sabia da magnitude daquele pacto e as intenções por trás, mas ele foi proibido de falar para qualquer outra pessoa, pois ele foi ameaçado de que se ele abrisse a boca para falar daquilo ele e sua esposa seriam mortos.

À meia noite os céus explodiram com cores vibrantes, os sinos da igreja soaram por horas em comemoração ao novo século, mas em algum momento daquela incrível comemoração as coisas ficaram diferentes, as pessoas pararam as festividades e começaram a encarar o horizonte, pois uma luz se destacava dos fogos de artifício e aquela luz trouxe uma sensação de inquietação e medo. Mirtílio olhando o horizonte percebeu que a luz que se destacava acabou se tornando uma espécie de mau presságio, a luz se transformou em nuvens acima do castelo. Morana ao ver o céu se sentiu desprotegida e vulnerável, então para tentar se sentir melhor ela pegou a mão de seu marido, que ao sentir o toque suave e macio da sua mão ele a olhou nos olhos e logo ele a abraçou, então eles olharam para o horizonte horrorizados com aquele sentimento.

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Nas catacumbas do Palácio de Véres, longe de qualquer olhar curioso dos súditos, o Rei Almos conhecido por ser uma figura respeitada e às vezes temível, caminhava pelos corredores das catacumbas olhando tudo ao redor para ter certeza de que ninguém o seguia. Chegando em uma sala escura ele acende uma lamparina e segue em direção a um antigo altar, de frente ao altar com uma postura altiva e um semblante sério, o monarca se encontrava frente a frente com a linha do destino de Verade, o altar estava coberto com poeira e teias de aranha, haviam runas antigas que marcavam o altar e junto as runas haviam símbolos de estrelas também entalhadas e uma espécie de aurora boreal era o que marcava a pedra plana do altar; apagando a luz da vela o Rei Almos se viu frente a frente com uma chama vacilante começou a iluminar a câmara e que também iluminava fragmentos do rosto do Rei, ele murmurava palavras desconhecidas que eram em uma linguagem ancestral de Verade.

O lugar estava cada vez mais sombrio à medida que a cerimônia seguia, o ar parecia cada vez mais pesado impregnado por forças invisíveis. Almos, com sua enorme determinação fez uma oferta ao altar de pedra, ele ofereceu-se como receptáculo para uma daquelas forças invisíveis, em troca aquelas entidades deveriam fornecer a Verade prosperidade eterna. Mas como toda magia vem com preço, o preço que o Rei Almos teve que pagar nem mesmo ele era capaz de proporcionar aquele valor cobrado pela magia. No silêncio ensurdecedor da câmara a respiração ofegante do Rei ecoava em toda a sala como um presságio, e seus olhos refletiam a luz da chama trêmula, que agora estava coberta com uma luz escura e misteriosa.

Enquanto isso na sacada da suíte principal do Palácio, se encontrava uma mulher que apreciava os fogos de artifício enquanto eles ainda queimavam, a Rainha Umbrielle era conhecida por sua gentileza, sua caridade e delicadeza; todos a amavam por el...

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Enquanto isso na sacada da suíte principal do Palácio, se encontrava uma mulher que apreciava os fogos de artifício enquanto eles ainda queimavam, a Rainha Umbrielle era conhecida por sua gentileza, sua caridade e delicadeza; todos a amavam por ela sempre se importar demais com seus súditos. Assim que as nuvens daquela luz se formaram acima do Palácio de Véres, a Rainha sentiu um arrepio intenso percorrer sua espinha. Com agora um semblante de preocupação e temor gravado em seu rosto suave, ela olhava através dos muros da sacada para o vilarejo ali embaixo, com um peso no peito, ela tentava se manter forte para que ela não chorasse pelo sentimento ruim que ela sentia.

Após um profundo suspiro, ela olhava mais uma vez para o céu que lhe causava pânico pela repentina mudança, ela percebeu que mesmo após aquelas nuvens se dissiparem e a luz amenizado; havia agora uma escuridão que nenhuma daquelas luzes no centro do vilarejo iria poder iluminar. Ela suspirou mais uma vez depois das nuvens se dissiparem, ela repousou sua mão esquerda em sua barriga que estava levemente arredondada, um gesto de carinho e de proteção. Embora aquilo ainda não fosse público, ela não conseguiu deixar de pensar na proteção e futuro daquela nova vida.

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