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Em um quarto escuro e sujo, iluminado unicamente por uma janela, a fraca luz da lua invade o local. Eu abro meus olhos, confuso e fraco. Não me lembro onde estou ou quem sou, mas tenho a sensação de que não deveria sair desse quarto. Meus pulmões queimam, meu corpo dói, me sinto com sono, mas não posso dormir. Mesmo assim, decido olhar em volta do quarto para achar algo para passar o tempo.

Olhando fracamente, vejo uma pequena cama ao lado da janela, potes com comidas estragadas em um canto da parede, formando um pequeno monte, seringas espalhadas pelo chão, algum tipo de pó branco em cima de uma mesa ao lado da cama e, por fim, um pequeno livro infantil. Decido me levantar, mesmo com dor, para alcançar aquele livro. Meu corpo magro e fraco se movimenta com muito esforço. Enquanto me aproximo do livro, de repente começo a ouvir alguém andando do lado de fora. Decido me aproximar lentamente da porta, colocando meu olho no buraco da fechadura. Então, percebo uma sombra parecida com a de um homem. Só era possível ver sua silhueta, nada mais.

De repente, essa figura se aproxima da porta e começa a bater com muita força. Me assusto com a ação repentina e me afasto. As batidas fortes continuam enquanto começo a ouvir o homem falar para eu abrir a porta. Decido me esconder debaixo da cama e esperar.

Após um curto tempo, que pareceram horas, as batidas param. Sinto-me aliviado, mas, no fundo, o medo e o terror pela situação persistem. Começo a me questionar: por que isso está acontecendo comigo? O que pode ter motivado tal situação? Por que eu? São tantas perguntas, e o que mais me agonia é saber que talvez nunca obtenha uma resposta. Meu peito dói, sinto vontade de chorar. A falta de ar começa a tomar conta, e o desespero me domina. Mas esses sentimentos são abruptamente cortados pela porta, que cai pesadamente ao meu lado.

Me sinto entorpecido. Devo correr, lutar pela minha vida? Começo a hiperventilar enquanto ouço passos pelo quarto. A pessoa parece estar procurando algo, ou alguém — talvez a mim. De repente, ela se aproxima da cama lentamente, talvez tenha me ouvido. Tento me acalmar, mas não consigo. A pessoa para em frente à cama. Vejo suas botas pretas. Sinto meu peito queimar de medo enquanto o homem se ajoelha e me olha calmamente. Ele estende sua mão. Seus olhos escuros e tranquilos me observam, trazendo segurança e conforto, como se me dissessem que não tenho nada a temer. Estendo minha mão inconscientemente. Sua mão segura a minha e me guia lentamente para fora daquele lugar, daquela cama, daquele quarto.

Me sinto seguro como nunca antes. Ele me leva para a rua, onde o frio me atinge. Ele me dá seu casaco e, pela primeira vez, fala comigo:

— Está tudo bem agora. Não vou permitir que isso aconteça novamente.






Essa história, na verdade, era apenas uma lição que me pediram para fazer, mas me dediquei tanto e gostei tanto do que escrevi que decidi postar. Se você está lendo isso, muito obrigado! Espero que tenha gostado também. Quem sabe um dia eu continue, já que praticamente já pensei nela inteira.

Valeu gi pela ajuda, foi essencial

Beijos 😘😘😘😘

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⏰ Terakhir diperbarui: Sep 12, 2024 ⏰

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