A primeira e a última.

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Marco nunca foi um bom dançarino, ele era travado, tímido, tinha os pés trocados e pouco ritmo, era uma catástrofe, todas as festas do navio ele se recusava a danças, ignorando todos os convites e sempre se mantendo ao lado do pai com a desculpa de que precisava monitorar o consumo dele de bebida, o que não era uma mentira, mas mesmo assim evitava.

Izou até tentou o ensinar, mas Marco sempre pisava no pé do atirador, Izou saiu com mais calos do que sairia se usasse saltos agulhas, depois daquele dia o primeiro comandante desistiu de tal coisa, dançar não era para si, nunca seria.

— Não se preocupe meu filho, quando achar a pessoa certa, sei que vai conseguir dançar. — Seu pai sempre dizia, Marco não acreditava nisso, o que seria a pessoa certa?

Marco nunca havia sentido algo muito profundo por alguém, tivera casos aqui e ali, mas nada consistente, nada que o fizesse se render aos pés da pessoa e vivesse ao seu lado, afinal, ele era o primeiro comandante e primeiro imediato dos maiores piratas do mundo, nem todos queriam carregar tamanho fardo, nem mesmo pessoas da tripulação, até a chegada dele.

Quando Marco o viu pela primeira vez tudo que ele pensou foi "estúpido." Não o leve o mal, mas ele estava um pouco cansado de novatos sempre achando que conseguiriam derrubar seu pai assim que o visse, o que ele nunca entendi de onde eles tiravam aquilo, se fosse fácil, ele não seria o mais forte do mundo, não é? Mas também não pode admirar a coragem do garoto por não fugir ou baixar a cabeça para o rival, ele teve que da o braço a torcer pela coragem.

A segunda coisa que ele pensou foi "teimoso." Isso era algo que nem mesmo os mais fortes poderiam negar, aquele garoto era teimoso, Marco já havia cansado de contar quantas vezes o moleque foi jogado ao mar e em seguida resgatado por Namur, até mesmo os companheiros de sua tripulação pareciam cansados, não mais assustados, apenas extremamente cansados, ele não os julgaria, realmente poderia ser cansativo tal coisa.

Quando Marco falou com Ace pela primeira vez, ele nunca tinha visto olhos tão mortos e quebrados em sua vida, ele sabia que o garoto parecia carregar um grande fardo, mas não perguntaria isso, ele apenas deixou a comida ao seu lado e respondeu sua pergunta, ele entendia o quão estranho parecia, todas aquelas pessoas chamando um grande capitão de pai, mas o homem era a luz na vida de muitos ali, principalmente na de Marco, eles sempre ser orgulhariam de quem eram filhos, filhos do mar e filhos daquele homem.

Quando Ace se juntou a tripulação depois de todas as 100 lutas contra seu pai, Marco se sentiu feliz, feliz em ver um sorriso verdadeiro no rosto daquele garoto, feliz em saber que ganhariam novos membros a família, feliz ao ver um jovem tão promissor brilhar em meio a eles, afinal Ace emprestou suas chamas para que eles pudessem queimar. A festa de recepção dele foi algo divertido, todos comiam, cantavam, dançavam, Ace agora carregava uma enorme tatuagem nas costas com o símbolo de sua família, todos estavam se divertindo, enquanto o loiro bebia ao lado do pai.

— Deveria o chamar para dançar. — Escutou a voz grave do grande homem ao seu lado, foi só então que percebeu que encarava demais o moreno e como ele parecia se divertir dançando com Thatch alguma coisa muito desengonçada, mas ambos pareciam se divertir.

— Eu não sei dançar, não quero causar uma má impressão. — Não pode deixar de ouvir a risada estrondosa do homem, que negava com a cabeça, seu filho era tão teimoso.

Marco passou o resto da festa bebendo e comendo, enquanto assistia a felicidade de seus irmãos, observava o belo sorriso de Ace que parecia amar dançar e se divertir, não podia negar que sim, gostaria de dançar com o moreno, mas se recusava a passar tal vexame. Os meses passavam e Marco se sentia cada vez mais próximo do moreno, eles conversam muito juntos, brincavam juntos, a única coisa que Marco não gostava era de ser alvo das constantes pegadinhas, parece que ele era o alvo favorito de Ace e Thatch, e todas essas coisas eram acompanhadas pela risada contagiante de seu pai, as festas eram sempre as mesmas, ele se divertia olhando para Ace, uma sensação crescente de calor em seu peito, ele ainda não sabia o que era, mas ele não queria perde-la.

Til Den Siste DansenGeschichten, die süchtig machen. Entdecke jetzt