No crepúsculo sombrio da noite fria,
Surge a malévola com seu olhar cruel,
No silêncio do vento, sua essência fria,
Desce como sombra, como um fel.
Seu coração é de pedra, não sente a dor,
Ela dança na escuridão com graça letal,
Entrelaçando o medo com seu ardor,
A maldade é sua arte, seu traço fatal.
A lua, sua cúmplice em palidez,
Reflete em seus olhos um brilho sutil,
E o mundo a teme, em timidez,
Pois sua presença é um presságio fútil.
Mas no fundo da noite, ela é só uma ilusão,
Um espelho do que em nós pode habitar,
E mesmo em sua mais sombria expressão,
Há uma lição que podemos decifrar.
