Nas Sombras da Noite
Gotham City, 02:47 AM.
A chuva incessante caía sobre os telhados de Gotham, criando uma melodia fria e constante que ecoava pelas ruas desertas. A cidade estava envolta em escuridão, cortada apenas pelas luzes intermitentes dos postes e pelos relâmpagos que iluminavam o céu tempestuoso. Era uma noite típica em Gotham, mas havia algo diferente no ar. Um pressentimento sombrio que fazia até os mais corajosos hesitarem ao sair de suas casas.
No alto de um prédio, uma figura solitária observava a cidade. O manto negro esvoaçava ao vento, tornando-o parte da própria escuridão. Os olhos de Bruce Wayne, escondidos atrás da máscara do Batman, percorriam cada canto da cidade, atentos a qualquer sinal de perigo. Ele estava acostumado com a violência de Gotham, mas o que ele sentia agora era diferente. Era como se algo estivesse prestes a mudar, como se a própria cidade estivesse à beira de um abismo.
O comunicador no seu ouvido chiou, interrompendo seus pensamentos. Era Alfred, sempre vigilante.
— Senhor, há algo que precisa ver — a voz calma do mordomo soava preocupada.
— O que aconteceu, Alfred? — Bruce perguntou, sua voz grave, mas sem perder o tom de urgência.
— Um novo corpo foi encontrado, senhor. As características são semelhantes às dos outros assassinatos. Eu enviei as coordenadas para o Batmóvel.
Bruce fechou os olhos por um momento, respirando fundo. Já era o quarto corpo em menos de uma semana. Cada vítima, brutalmente assassinada, com sinais claros de tortura. O padrão estava claro, mas o motivo permanecia um mistério.
— Estou a caminho, Alfred.
Sem hesitar, Batman saltou do prédio, a capa se abrindo como asas, suavizando sua descida até o Batmóvel, que já estava à sua espera. Gotham parecia mais sombria naquela noite, como se soubesse o que estava por vir.
Enquanto dirigia pelas ruas vazias da cidade, sua mente trabalhava a mil por hora. Os corpos, os sinais de tortura, tudo indicava que aquilo era pessoal. Alguém estava enviando uma mensagem, mas a quem? E por quê?
Ao chegar ao local do crime, a visão não foi diferente das anteriores. A cena era brutal, com o corpo da vítima pendurado de cabeça para baixo, uma expressão de terror gravada no rosto. Os policiais que estavam ali mal conseguiam disfarçar o desconforto. Até mesmo Gordon, que havia visto de tudo, parecia abalado.
— Outro? — a voz de Gordon era um misto de frustração e cansaço.
— Sim, mas algo está errado desta vez — Batman respondeu enquanto se aproximava do corpo.
Havia algo diferente. Uma marca no peito da vítima que não estava presente nas outras. Um símbolo que Batman reconheceu imediatamente. Era o escudo de Superman, gravado na pele com uma precisão assustadora.
— O que isso significa? — Gordon perguntou, claramente confuso.
— Significa que isso é um aviso. E não é para mim — a voz de Batman era fria, quase calculista.
Gordon olhou para ele, tentando compreender o que aquilo significava. Antes que pudesse fazer mais perguntas, Batman já estava de volta ao Batmóvel, com o símbolo gravado em sua mente. Havia apenas uma pessoa que ele poderia procurar para entender aquilo. Alguém que, por mais que não quisesse admitir, estava envolvido nessa trama.
Metropolis, 03:30 AM.
Clark Kent estava sentado em sua sala, olhando para a chuva que caía lá fora. O que deveria ser uma noite tranquila, longe de qualquer ameaça, se tornou um pesadelo silencioso. Ele havia sentido algo estranho no ar, como uma sombra que o perseguia, mas não conseguia identificar o que era.
De repente, uma batida na janela o fez se virar. Era Batman, ensopado, mas com a expressão determinada.
— Precisamos conversar, Clark. Agora.
Clark franziu a testa, mas se levantou. Sabia que quando Bruce aparecia daquele jeito, não era coisa boa.
— O que está acontecendo, Bruce?
Batman não disse nada de imediato. Apenas estendeu um pedaço de papel, no qual havia uma imagem do corpo encontrado em Gotham, com o símbolo do Superman marcado no peito.
Clark sentiu um frio percorrer sua espinha ao ver aquilo.
— Quem fez isso?
— Essa é a questão, Clark. Eu não sei. Mas seja quem for, está enviando uma mensagem. E parece que você é o destinatário.
O silêncio se instalou entre os dois. Superman encarava a imagem, enquanto Batman observava seu amigo, tentando entender a reação dele.
— Isso vai além de Gotham, Clark. Algo ou alguém está tentando nos colocar em uma guerra. Precisamos descobrir quem, antes que seja tarde demais.
Clark assentiu, mas havia algo em sua expressão que Bruce não conseguia decifrar. Medo? Culpabilidade? Ele não sabia, mas estava claro que, a partir daquele momento, nada mais seria como antes.
— Vamos descobrir quem está por trás disso, Bruce. Mas antes, preciso te contar algo. Algo que pode mudar tudo.
Batman estreitou os olhos, curioso e apreensivo ao mesmo tempo.
— Então, comece a falar, Clark.
O destino de Gotham e Metrópolis poderia depender daquela conversa. E ambos sabiam disso.
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NO LIMIAR DAS SOMBRAS (ROMANCE GAY)
FanfictionNo Limiar das Sombras Em um mundo onde a linha entre o herói e o vilão é cada vez mais tênue, Batman e Superman se veem atraídos por uma força que vai além de suas responsabilidades como protetores de suas cidades. Gotham é assolada por uma série de...
