Amo seu corpo e o jeito que me toca

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De repente me pego prestando atenção na boca linda que ele tem enquanto fala. Na cara que ele faz quando se anima. No sorriso que me dá quando me olha.

Já faz algumas semanas que a gente resolveu dar mais uma chance para esse namoro morno, tentando evitar que a perda da minha memória levasse com ela o nosso amor. O dele nunca se foi e o meu eu já recuperava, mas mantendo distância suficiente para que continuasse tentando me conquistar mais uma vez, mesmo que eu já estivesse apaixonada de volta.

— Por que você está mais distraída hoje?

Desvio meu olhar dos lábios dele para ver o seu de chateação, talvez imaginando que eu pudesse ter esquecido outra porção de meses.

— Shin…

— O quê?

— Eu te amo.

Vejo seu susto e acho uma graça. Não parece acreditar no que eu digo, mas continuo sorrindo para entender que eu falo sério. Aí para no meio do caminho e pede uma explicação:

— Quê?

Paro um segundo, ainda olhando esse rosto, e seguro a mão quente e úmida de nervosismo de ouvir o amor saindo da minha boca. A cor do meu rosto fica mais vermelha, mas não deixo de responder:

— Eu te amo, Shin.

Shin traz a mão que eu não seguro para o meu rosto, quente, tão quente. Faz carinho na minha bochecha e sua boca treme quando tenta dizer alguma coisa, mas as palavras não saem. E eu toco seu corpo, querendo ficar mais perto. Em um segundo, estamos nos beijando e no outro, já chegamos na porta do meu apartamento. Meus olhos continuam fechados, e meus dedos se perdem nos cabelos dele.

Os braços do Shin me apertam em um abraço confortável e quente, mas tão forte que eu já sinto encostar em meus ossos. Suspiro em seus lábios para tentar falar:

— Amor, deixa eu abrir a porta.

E ele responde:

— Eu abro, vem cá.

Sem cessar os beijos ele destranca minha casa com a cópia da chave que não pedi de volta, e entra comigo. Tiramos os sapatos perto da cama e acabamos esbarrando na mesinha de centro, de tanto fechar nossos olhos para abrir o tato.

Dou risada na boca dele e ele me olha mais lindo do que antes. Toca meu rosto e meu cabelo, vê através das minhas roupas e me sinto nua pela primeira vez.

— Eu… eu sei que não é a melhor hora — diz Shin, rouco e bem baixo — mas, linda…

Vou tocando seu peitoral e abdômen com ele tão nervoso e estático, e observo sua expressão cheia de medo do que eu diria, e se eu concordaria em continuar dessa vez. Seus lábios tremendo como agora a pouco na rua e as sobrancelhas curvadas para baixo, assustado com esse passo que resolvi dar para nossa relação.

— Me diz, Shin, por favor… Fala que também me ama…

As mãos descem do meu rosto para minha clavícula, mas param ali. Tiro o cachecol dele e ele o meu, e abro o decote do vestido para que possa ter uma visão melhor dos meus seios, mesmo que só com a luz da noite que entra sob as cortinas.

Suas bochechas ruborizam mais ainda e arregala um pouco os olhos. Eu mesma levo as duas mãos dele para me tocarem e suspiro alto o suficiente para que possa me ouvir.

— Viu, eu também quero muito você, meu amor.

— Mas e daquela outra vez? — pergunta com alguma timidez, sem se afastar.

— Eu não me lembro daquela, mas acho que não estava pronta. Agora eu estou… Eu juro, Shin…

— Eu te amo muito, linda… — responde, me trazendo para a cama.

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⏰ Last updated: Jul 12, 2024 ⏰

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