.be quiet - capítulo único.

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Seu melhor amigo era gostoso para caralho, e Jisung nunca havia negado isso. O corpo malhado e torneado, esculpido e tão esbelto; Aqueles sorrisinhos desgraçados e excitantes, as mãos pesadas e a colocação destas quando dormiam juntos, em noites frias. Han nunca fora o maior fã de inverno, explicitamente dizendo, mas ao menos sempre conseguia arranjar uma desculpa para sentir a silhueta quente de seu melhor amigo colada a si. Ninguém nunca imaginaria as milhares cenas obscenas e sujas que passavam pela cabecinha do mais novo, um rapaz que de santo só tinha o rosto. Só era meio sonso para notar segundas intenções, de fato.

Uma hora da manhã, sexta-feira e um frio infernal, como a cereja do bolo. Um Hanji entediado e pensante fazia-se presente no próprio colchão caro, com os braços cruzados e uma mente notoriamente distante da realidade em que estava. Lembrava-se da conversa extremamente constrangedora que havia tido com Changbin, um amigo ainda mais impuro que si, — cujo morava consigo e Minho, alvo das observações estranhas do menino — onde mais uma vez, o tal fazia questão de ressaltar o quão burro Han era por perder tempo. Reclamava, fingia não ligar e até mesmo buscava mudar de assunto, mas concordava com o homem de braços fartos.

Exausto de tanto encarar o teto esbranquiçado de seu quarto, nervoso por falta do que fazer e, claro, no mínimo animadinho demais, resolvera ligar para o Lee. Era bem mais eficiente que mandar mensagem, e afinal de contas, o que tinha a perder? Nada.
Três segundos foram necessários para que conseguisse escutar a voz encantadora do moreno ressoar por seus tímpanos, causando-lhe ainda mais êxtase. Sentia mesmo a falta da companhia de Know, e não podia negar que nem mesmo todos os edredons daquela casa era capaz de lhe aquecer como os braços atraentes deste.

– Jisung? — Um tanto confuso pelo horário, chamou pelo mais novo. Era só o que lhe faltava. Um marmanjo daquele lhe ligando para ficar mudo?

– Oh, Hyung! Tenho uma proposta a lhe fazer. Garanto que você vai gostar. — Todo convencido, já com um sorrisinho posto entremeio os lábios e os pés inquietos, dissera. Somente um "diga" fora escutado por Han, que vendo-se na liberdade de retornar a dissertar, começara; – Você vem para cá ser o meu cobertor pessoal, ficamos conversando até não termos mais assuntos e, amanhã, podemos ir naquele tal café de gatos que você tanto quer ir. Combinado? — Fez a indagação num tom mais baixo, encolhendo-se contra o cobertor quentinho e mordendo os próprios lábios, por pura ansiedade. Aquele silêncio de pouquíssimos segundos já estava lhe matando.

– Abra a porta do quarto. — Foi a última coisa dita pelo maior, que encerrou a ligação logo em seguida. Han, como um bom exagerado, mordeu devagarinho a lateral do próprio indicador, soltando um suspiro pesado e rindo num tom baixo, quase inaudível. O perturbaria para caralho.

                              [...]

Poucos segundos se passaram até que Lee Know estivesse rente à porta amadeirada do quarto do menor, deixando batidas leves na porta e adentrando o cômodo mais quente logo em seguida. Não demorou para se deitar com o amigo, enfiando-se debaixo da coberta grossa e suspirando fundo, mal dando tempo ao mais baixo, que mesmo tão contente, permaneceu em silêncio. Ainda formulava frases que fizessem sentido, em sua cabeça.

– Espertinho. — O maior acabara por ser o primeiro a dizer algo, espremendo o corpo pequeno contra si e descansando o rosto quente no pescoço cheiroso de Han. – Ainda utiliza chantagens como forma de me trazer para cá? — Em um tom obviamente sarcástico, o portador das pernas grossas que espremiam Jisung contra a parede, implicantemente, perguntou.

– Nada disso. Foi só um convite, peste. Uma troca de favores justa. — Retrucando, o mais baixo aproximou-se o máximo possível do outro garoto, de ré, para que não acabasse sendo prensado contra a parede gélida. Seu amigo era um irritante, mesmo. Nato. No entanto, no mesmo segundo em que chegou mais para trás, seu quadril foi segurado bruscamente pelo Lee, fazendo-lhe até se assustar. Que porra de provocação era aquela, agora?

cold night - minsung, oneshot.Historias para obsesionarse. Descúbrelo ahora