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Família e Destino

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No inigualável e em constante crescimento, o universo é repleto de estrelas, luzes, matérias, planetas, e buracos dimensionais. Sim, você leu isso. Inclusive, oi, sou eu. Bendly.

Deus da criação e blá, blá, blá.

Contarei a história de origem da Luma Qciorks. Enfim, vamos lá.

Em algum lugar a quase três mil anos luz, existe uma família suíça que fica nos campos, em plena isolação do resto do mundo. Camponeses que estavam na beira da escassez. Sem colheita, todas as criações de animais morreram e o inverno havera chegado. Quase sem recursos, um pai, uma mãe e seus cinco filhos cairiam mortos no chão, mas somente um dos filhos, o mais velho, conseguia levantar-se. Ele deu seu único cobertor para seus irmãos e pediu para o pai uma foice, uma machadinha e seu casaco. Para a mãe, ele pediu um casaco, uma cesta, meias longas e a bota mais grossa que ela tivera. Destemido e determinado, ele abriu a porta e a nevasca começou a invadir o local, mas ele empunhou uma pá que ficava pregada ao lado da porta e empurrou a areia branca, fofa, maciça e congelante. Logo, ele seguira a sua busca pela salvação de seus queridos irmãos e pais.

Já havia passado horas, e nenhum sinal dele, e a neve ja cobriu metade da porta, somente o vidro que fica no meio da porta. Chegaram a conclusão de que o irmão haveria morrido.
O destino não foi dócil com eles, nunca foi.

A mãe está ligando a última parafina, as cinco crianças tão espremidas em um único cobertor, enquanto o pai tão fraco, encolhido nas próprias vestes.

A mãe, com intuito de acalmar os filhos, começou a contar uma história.

— Escutem, vou contar a história do vosso criador. Ele fora um garoto que nem vocês. Ele tinha uma particularidade que é de suma importância. — conta.

— Mãe, o que é muito importante? — pergunta a menina mais velha.

— Coragem, ele tinha coragem. Ele tinha perdido tudo, mas com coragem e bravura, ele fora capaz de lutar sozinho no escuro contra lobos, salvou-nos de uma grande ameaça. — todos, fora a mais velha, ficaram impressionados.

— Por favor, querida mãe. Seja mais realista. — diz com os braços cruzados.

— Ah, minha filha. Seja menos cética. Como você pode se inspirar sem acreditar naqui que é quase impossível?

— Tá... tem razão. Desculpe-me.

— Perdoa-te-ei. Então, crianças. Graças ao vosso criador, ele defendeu-vos de uma grande penumbra. E agora, ele deve estar observando-vos. — e estou mesmo.

Sobre isso, é muito triste, mas eu não trabalho com milagres. Posso apenas observar, não posso interferir. É possível, mas não dá para ajudar eles.

Este é o último dia deles com vida, e recursos. E a mãe juntou os filhos novamente para mais uma história.

— Não contarei algo encorajador ou que tenha um efeito calmante. Aproximem-se. — as crianças e o pai sentaram-se ao redor da mãe.

— Mãe, o que aconteceu? — Luma pergunta.

— Estamos em 1890, mas, minha família de lado paterno é do ano 2516. Eu decidi viver a vida de forma plena e quieta, junto ao pai de vocês, que também veio da minha época. — bem, dessa eu não sabia.

— Como assim, mãe? Está embriagada? Pai, o que é isso? — Luma pergunta.

— É tudo verdade, minha filha. — isso é muito estranho. Que irônico.

— E tem mais. Nós trouxemos um artefato daquela época. Duas das sete chaves. São artefatos que podem ser encontrados ao redor do universo. São chamados de chaves, mas são peças de uma armadura. E nós trouxemos a chave da vida e da consciência. A chave da vida é uma armadura de peito, e da consciência é um capacete. — eu lembro de ter feito essas chaves, junto da Madison e Arast.

— Com qual intuito, mãe? — questiona.

— Minha filha, somente você pode salvar-nos dessa situação. A chave da consciência serve para transportar você para qualquer lugar e tempo. Eu e o seu pai não somos compatíveis para o uso das chaves, fomos banidos do uso da chave. — é verdade. Não sinto que eles sejam capazes de vestir as chaves.

— Por que a senhora voltou para esta época e deu-nos uma vida miserável, mãe?

— Eu não sabia que chegaríamos a esse ponto. Mas com grandes desafios, demandam-se sacrifícios. Agora vá embora. Viva, mate, ame... faça sua vida, você tem todo o tempo do mundo para encontrar um meio de salvar-nos. — nem sei o que dizer.

— Como, mãe? — aos prantos, pergunta.

— Você deve encontrar todas as chaves espalhadas pelo vasto universo, pelas estrelas. Levará eras, mas você não envelhecerá com a chave da vida. Ficará jovem e linda sempre. — sentimento de choro na face da mãe.

— Está certo mãe. Eu vou. Eu vou salvar-nos. — ela já escolhera seu destino.

Ela veste a chave da vida, e suas veias começam a brilhar num tom verde, dava pra ver pela palidez de sua pele, como brilhava. Após alguns segundos, ela respirou fundo, e pôs a chave da consciência, que é um capacete azul safira. Após o ato, seus olhos brilhavam como o universo, ela gritou de dor, mas passou. Ela começa a observar as próprias mãos, desacreditada de tanto poder.

— Eu poderia levar as crianças também... — diz com uma certa hesitação

— Não, minha filha. Só você pode fazer isso. A mente deles não está pronta para receber todo esse poder. — a mãe olha para trás assustada, e afirma. — Agora vá, Luma!

Luma se concentra e se teletransporta, deixando sua família, seus pais e seu destino...

Ela está determinada a seguir meus passos? De seguir rumo ao infinito? Estou preocupado. Mas também, curioso. Vamos descobrir no próximo capítulo: Dor e Sonhos. E sim, estou falando com vocês, meus pequenos sonhadores. Estou muito bem aqui observando várias pessoas com meus poderes divinos. Bem, agora eu tenho que ir ao cinema com a Madison e Arast, vou ficar de vela, mas o filme é novo. Até!

A Ditadora BlindadaStories to obsess over. Discover now