Um pouquinho mais

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Tempo de leitura: aproximadamente 34 minutos

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Mais um dia comum na vida de Yuma, se não fosse pela aparição de um novo aluno do último ano, Murata Fuma. Estatura alta, corpo esculpido por horas de exercícios - ama os famosos ratinhos de academia - e um rosto de traços simples e simétricos. A perdição para o platinado, para ele e todo o resto da escola, Murata tornou-se popular assim que entrou por aquela porta.

- Terra chamando, Yuma! - Harua tenta chamar a atenção do pobre apaixonado, até se exaltar e dar um chaqualhão nele - YUMA, CARALHO!!!

- Aí não precisava da agressão, posso saber o motivo de toda euforia?

- Ah nada não, só o sinal que já tocou e estamos atrasados - debocha em tom irritado - Da próxima vez te deixo aqui e...

- Vamos logo, não posso me atrasar de novo, se não meus pais vão me deixar de castigo.

Eles correm pelos corredores e um ser indesejado os esperava perto da sala com um sorriso envergonhado.

- Ótimo! Tinha que me aparecer o lindo do Taki aqui. Sem tempo para conversar meu anjo, a gente tem aula - julga dos pés a cabeça como um gato julgaria o ato de seu humano.

- Não fala assim com o coitado do menino. Bom dia, Taki.

- Bom dia para vocês. Está muito bonito hoje, brotinho.

Yuma o olha incrédulo e entra na sala sem mais nem menos puxando o mais baixo junto dele, deixando o rosado com cara de cachorro abandonado no lado de fora.

Não entenda Yuma mal, mas ele só não queria ter que lidar com alguém bajulando-o e chamando-o por apelidos carinhosos toda manhã religiosamente, apenas queria focar em não pular no pescoço dos professores que ele tanto ama. E nessa nota, o primeiro abençoado, logo de química, -a mais odiada por Nakakita - entra irreverente e a manhã infernal inicia.

[...]

Como sempre, o refeitório encheu, sem ter dado nem um minuto sequer do toque do sinal, a fila quilométrica da cantina já desanimou os garotos a comprar uma bala se quer, além disso sem mesas e até o chão - as vezes uma opção - era impossível de ficar. Uma mão acena de longe, já sabiam de quem se tratava e Yuma bufa, sabendo que o moreno os faria sentar com o rosado.

- Não, não, não, sem chance. Quero ficar o mais longe o possível dessa criança!

- Prefere sentar com os pombos lá fora e morrer de leptospirose? Porque eu não quero, fique a vontade para comer sozinho - com os braços ainda entrelaçados puxa o amigo para se sentarem nos lugares reservados para eles.

- Oi, brotinho.

- Nem vem, parou de ser brega, Taki.

- Amo quando fica todo bravinho - Yuma se levanta pronto para enfiar o garfo no pescoço de Riki, mas um cumprimento inesperado para sua ação.

- Taki, eai? - Nicholas fala e atrás dele, Fuma, Maki, Euijoo e Yudai espiavam.

- Nicho! - eles apertam as mãos - senta aí. Esses são Harua e Yuma - aponta para os amigos, Yuma está paralisado ao ver seu amor em sua frente principalmente depois da piscadela que recebe - e esses são, Maki, Nicholas, Euijoo, Yudai e Fuma, mas acho difícil não conhecê-los.

- Muito prazer, Harua e Yuma... - os olhos do segundo mais velho e de seu amado se conectam, o que causa gastura em Taki.

- E o Jo? Ele não veio com vocês? - muda de assunto conseguindo o que tanto queria, a atenção de Nakakita.

Oi, brotinhoWhere stories live. Discover now