Se tivessem me dito alguns anos atrás que hoje eu estaria indo em mercearias praticamente implorar por vagas de emprego, eu diria que isso é loucura, mas olha só eu agora, batendo de negócio em negócio pedindo por uma oportunidade, mesmo que receba cinquenta cents por hora, que humilhante..
- Lamento, não estamos contratando. - diz o velho senhor sentado no outro lado do balcão enquanto continua com os olhos fixos em seu jornal do dia.
- Entendo, muito obrigada. - digo indo em direção a saída.
- Ei mocinha! - exclama o velho. Viro em sua direção, agora vendo o mesmo olhando em minha direção - Ouvi dizer que estão contratando no edifício Jhon Moore. - diz coçando a barba.
- Nossa, muito obrigada! Irei até lá agora mesmo! - digo expressando um sorriso de gratidão.
Sei que o local não é tão longe daqui, cerca de 10 minutos caminhando.
Algum tempo depois..
Aqui está ele, o edifício Jhon Moore. Não sabia que ele era tão grande, e muito menos que haviam tantas grades e portões, esse nem mesmo é um bairro de alto padrão para que tenha tanta preocupação com bens valiosos..estranho.
- Vamos lá Deus, me ajuda. Sabe que preciso disso. - sussurro a mim enquanto ajeito minha bolsa ao ombro e arrumo meu vestido
Subo as escadas do edifício e passo pela porta que leva ao hall de entrada do prédio. Avisto a frente uma cabine onde há um homem de cerca de trinta anos. Me aproximo vendo seu olhar de desconfiança se tornar cada vez mais evidente.
- Olá, bom di.. -
- Carteirinha de morador, por favor. - diz o homem cortando minha fala.
- Não, eu não sou moradora - rio sem jeito - Na verdade eu vim pois me disseram que havia uma vaga de emprego para trabalhar aqui no Jhon Moore, gostaria de me candidatar. - digo vendo o homem arquear a sobrancelha parecendo confuso.
- Vaga de emprego? Não me disseram nada a respeito disso - fala enquanto parece analisar papéis atirados desorganizadamente sob sua mesa - Só um instante, vou verificar isso! - fala estendendo a mão e baixando a grade da cabine, bloqueando completamente minha visão dele.
Estou me sentindo uma boba, acho que perdi meu tempo atoa. Aquele velho parrudo me paga! Acho melhor ir embora.
Viro-me em direção a escadaria que dá para a saída quando então ouço a grade da cabine subir.
- Parece que está correto. - diz o homem passando uma ficha e uma caneta por uma pequena fresta que há no vidro da cabine - É só preencher essas informações.
- Está bem. - digo pegando a caneta e então preenchendo todas as informações necessárias, que não era muitas, apesar de haver algumas perguntas peculiares, como "Qual seu tipo sanguíneo?", mas deve ser para casos de emergência, nunca se sabe quando pode haver um acidente no trabalho.
Passo a ficha e a caneta já preenchida por debaixo da pequena fresta.
- Bem, é isso, se for aprovada entraremos em contato. Obrigado. - diz o homem colocando a ficha dentro de uma pasta marrom empoeirada.
E lá se vão as minhas esperanças, definitivamente.
Desço a escadaria do prédio em direção a saída. Que horas são em?. Olho para o relógio em meu pulso
- Minha nossa, já são cinco e...- sinto meu pé torcer e perco o equilíbrio indo em direção ao chão, fecho meus olhos me preparando para a queda quando de repente, percebo alguém agarrar minha cintura. Abro os olhos assustada e então me deparo com um homem de cerca de vinte e oito anos me encarando.
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The MilkMan - A Grande Sirene.
RomanceUma oportunidade de emprego como porteira em um prédio residêncial de classe baixa no subúrbio de Trenton, em New Jersey, parece ótimo para uma jovem ainda solteira, afinal, já sendo de maior idade as coisas não andam mais tão fáceis em casa. Mas qu...
