Era uma noite chuvosa, porém o mercado central estava lotado como sempre, os bravejos dos fanfarrões eram ouvidos de longe, logo se misturando a várias músicas que são tocadas ao mesmo tempo, bêbados cantam as mesmas, cheios de alegria, enquanto androides semi-nuas servem as mesas com várias rodadas de drinks flourescentes. Placas e outdoors cheios de detalhes em neon colorem as ruas, enquanto hologramas de mulheres dançando te convidam a conhecer lugares "diferenciados". A variedade de restaurantes é incrível, há de tudo aqui, desde frutos do mar até lesmas falantes.
Porém não é nessa parte que a magia acontece, mas sim embaixo do mercado, aqui temos de tudo, desde de armas a drogas, criminosos de alta periculosidade ou até mesmo fugitivos intergalácticos.
Mas você deve estar se perguntando, "o que um humano faz no meio de tanto perigo?" E a resposta é simples, o que você faz quando não tem dinheiro?, E isso mesmo!, Você rouba!, quero dizer, você trabalha!, não me julgue, viver em VE-S2 é difícil quando se é humano, já que temos uma péssima reputação por aqui.
Porém deixando de histórias tristes, o que melhor do que fazer uma boa grana com mercenários.
- Boa noite, rapazes.
Diz o rapaz se apoiando levemente sobre o balcão do bar.
- Ora Ora, quem tá vivo sempre aparece.
Diz o ser que mais se assemelha a um sapo com um casca grossa e dura como pele, seus olhos eram amarelos e na sua boca havia um charuto, e ele usava roupas surradas e levemente molhadas.
- Pelo visto, sentiram minha falta. Também senti a de vocês.
O rapaz agora se assentará ao lado dos dois.
- Diga o que quer e nos poupe dessa falácia!.
Dizia o outro ser que dessa vez trazia alguns traços de humanidade porém a maior parte de seu corpo era robótica.
- Um trabalho, é tudo que peço,
- apenas um trabalho.
Dizia o jovem sempre em um leve tom de deboche.
- Para sua sorte, eu e o Joe estávamos discutindo sobre um trabalho que não iríamos conseguir fazer, por falta de tempo, mesmo, sabe?
O garoto concordava com a cabeça, enquanto os grandalhões se olhavam e davam pequenas risadas de procedência questianavel.
- Ótimo, quando eu começo?.
Logo os dois se levataram de seus assentos e foram ruma uma sala mais afastada do salão do bar, logo o jovem os seguiu.
- Então o plano é o seguinte precisamos que você nos ajude a conseguir algo.
Dizia o homem-sapo se assentando no sofá confortável de couro.
- Estamos falando de quanto?.
Dizia a jovem rapaz ainda em pé, com a curiosade aguçada.
- São muitos zeros para contar.
Desdenhava o ciborg, levando o home-sapo ao seu lado a gargalhar também.
- O que eu tenho que fazer?
- Não é nada muito difícil, você apenas terá que roubar o museu mais bem protegido do planeta.
Dizia o home-sapo rindo e dando pequenos socos no ciborg próximo a ele.
- Isso é loucura! Não posso fazer isso!
- Você sabe que sim! Pense no quão rico você vai ficar! Terá tudo que sempre quis!
Então o mesmo falava, o jovem se via ludibriado pelas palavras do homem.
- Tudo bem, tô dentro.
- Sabia que você ia topar! Não é Joe?.
O homem-sapo gesticulava tetando criar uma raza intimidade para com o garoto, enquanto o ciborg apenas concordava silênciosamente, rindo de canto.
O garoto deixou o recinto de volta ao bar, que já não tinha muito movimento, apenas alguns bêbados que já estão quase dormindo em pé. Ele se assentou em um dos bancos e pensou por um momento " e se tudo der errado?." Caso o plano não desse certo, eles iriam para a cadeia e o último lugar que ele quer estar agora é a cadeia.
- Garçom, me dê uma doze da sua bebida mais forte!.
Pediu o mesmo, cabisbaixo com seus próprios pensamentos.
Assim que o homem depositou o copo de bebida sob o balcão, o jovem o olhou por um momento e logo bebeu todo o líquido de uma vez só, fazendo uma careta logo em seguida. Olhando para o copo o garoto sente que há alguém lhe encarando, então ele rapidamente olha para o lado e avista uma garota, que mais se parecia um ser celestial, tudo nela brilhava, era como se todas as estrelas de VE-S2 estuvessem sobre ela.
- Wow...
Sussurou baixinho o rapaz, tirando o seu olhar da garota e trazendo de volta ao copo vazio.
Logo o mesmo, se lanvantou do banco que estava sentando e foi ruma a saída. Voltando ao mercado viu que o movimento já não estava tão bom, poucas pessoas circulando pelo lugar, os únicos lugares que ainda retiam um número significante de pessoas eram os bares.
O garoto avistou um edifício antigo e abandonado, então pensou " A vista lá de cima deve ser linda." E não pensou duas vezes começou a escalar o prédio, ele se apoiava em tudo que conseguia, concreto, madeira, feios velhos, ferros, tudo, ele ia subindo, porém no fundo sentia medo de cair, mas sua vontade de chegar no topo era maior. Até que quando ele chegou próximo a borda do terraço, uma de suas mãos deslizou quase o levando a cair, ele viu o pedaço de concreto cair, mas logo se estabilizou e subiu. E todo o seu esforço tinha valido a pena, a vista era linda, haviam poucos naves circulando pelo céu, as luas de VE-S2 brilhavam como nunca, a chuva já havia parado deixando apenas um aspecto molhado e frio sobre a maioria das coisas.
- Roubar o maior museu de todo o planeta? Eu devo estar ficando louco mesmo!, qual a garantia disso?.
Pontuava a jovem, enquanto falava consigo, olhando a linda paisagem rosea a sua frente.
Um barulho foi ouvido pelo garoto, o levando a se virar rápidamente para trás, assim que ele se vira bruscamente, vê a moça que outrora estava no bar agora com uma expressão de susto em seu rosto, que logo se tournou vergonha. A rosto do garoto tinha uma expressão confusa, não sabia o que estava acontecendo alí. Os dois estavam envergonhados, logo a garota começou a dar passos lentos até próximo de onde ele estava e ficou parada em pé.
- Desculpa, não sabia que você estava aqui.
A garota dizia evitando contato, olhando para o céu a sua frente.
- Está tudo bem, não vou ficar por muito tempo.
O garoto dizia com a mente distante, uma vez que ele estava pensativo sobre o trabalho que lhe havia sido oferecido.
Por algum momento eles ficaram em silêncio, até que a garota se assentou, dessa vez próximo a ele, todo aquela situação mexia com o garoto de alguma forma, perdido em seus pensamentos, o garoto começa a notar que aos poucos a iluminação do lugar começa a mudar, se intensificando ao seu lado, até que quase involuntariamente ele se vira, e a luz cintilante provinha da garota ao seu lado, não era algum ruim, de alguma forma o trazia paz, era como uma aura que lhe envolvia, lhe dava coforto.
- Como você faz isso?.
Perguntou o garoto sem hesitar, completamente imerso na luz que a garota emitia.
- Eu não sei, apenas nasci assim, mas não acontece sempre, só as vezes.
A garota não tinha expressão, apenas continuava olhando para o céu a sua frente.
- É legal!.
Disse o garoto com sinceridade, já que gostava da sensação que a garota lhe proporcionava com sua luz.
- Obrigada, geralmente as pessoas me acham estranha e me olham diferente.
O semblante no rosto da garota agora era de tristeza.
- Você não é estranha, você é bonit-
O garoto percebeu que já estava falando demais então enterrompeu rápidamente sua fala.
A garota riu, achando graça nas palavras do garoto, tinha algo nele que ela nunca havia visto antes em ninguém. A garota admirava o mesmo, nunca tinha visto um humano de perto, ele era bonito, e o reflexo da lua sob seu rosto só realçava isso.
- Qual o seu nome?.
Perguntou a garota com curiosidade.
- Me chamo Jasmim, e você?.
Se apresentou o garoto olhando para a mesma, diretamente.
- Me chamo Vana, prazer em te conhecer!.
A garota estendeu a mão para Jasmim.
- Igualmente Vana.
O garoto logo a mão da mesma e deu um aperto amigável.
Os dois passaram um bom tempo quietos, apenas olhando o céu afrente deles, enquanto vários sons preenchiam seus ouvidos, e uma leve brisa fria se chocava levemente ao seus rostos. Até que o garoto se lembrou que a hora de ir se aproximava, então ele se levantou pronto para ir.
- Você já vai?
Perguntava Vana com um olhar de confusão.
- Tenho que ir trabalhar. Te vejo por aí, Vana.
O garoto disse, sem perder tempo já descendo o prédio, sem nem esperar uma resposta da garota.
Assim que Jasmim chegou lá embaixo, os dois grandalhões já estavam lhe aguardando. E então foram rumo ao museu "Annospacis Veroroseanos". Chegando em frente ao mesmo, os três se reuniram para repassar o plano.
- Temos 11 minutos para entrar e sair, sem distrações e percas tempo!.
Dizia o homem- sapo enquanto gesticulava e mostrava a planta do lugar com um dispositivo que o refletia como um holgrama.
- Só isso? O vamos roubar exatamente?.
Jasmim dizia confuso, já que ninguém havia dito a ele o que ele iria roubar.
- A coroa imperial Tri-ve, forjado dos cristais do rio Aluxsea.
Dizia o ciborg enquanto fumava um cigarro e olhava pela janela.
- Vocês tão malucos? Essa coroa não existe, é uma lenda!.
Dizia Jasmim indignado, pós em sua infância ouvia várias histórias sobre uma coroa mágica, mas eram apenas história, pura fantasia.
- A coroa é real, veja por si mesmo.
O homem-sapo tocou a uma parte do mapa onde rapidamente abriu uma imagem, da coroa, dentro de um cofre, vigiada por vários soldados armados.
- É real...
Sussurou o garoto, maravilhado, com a beleza da coroa, que brilhava com um brilho que ele reconhecia de algum lugar.
Em um movimento abrupto o homem-sapo fechou mapa, acordando Jasmim de seu vislumbre.
- Tudo que você precisa fazer é passar pela segurança do cofre.
Dizia o homem, com um tom simplicidade, quando no fundo Jasmim sabia que não era tão fácil assim.
O homem retirou de dentro de uma bolsa, uma manopla e entregou a Jasmim.
- É tudo que você pode usar.
Dizia o homem enquanto digitava em um aparelho em seu braço.
- É uma manopla RS-G2, ela gera energia suficiente para derrubar 100 homens, gera rajadas de energia e campos de força, é muito simples de usar!.
Dizia Joe o ciborg, enquanto ajustava a arma nos braços de Jasmim.
Assim que a arma foi ajustada, Jasmim desceu da carro, e naquele momento ele respirou fundo e foi rumo a onde o mapa em seu pulso dizia para ir. Primeiro ele foi para uma porta de funcionários, que estava aberta e entrou, para sua sorte, estava vazia, ele seguiu por um estreito corredor encontrando uma faxineira no caminho, mas conseguiu se esconder rapidamente. Assim que a senhora saiu pela porta que ele havia adentrado, ele começou a se locomover rápido, chegando ao salão central, enquanto se escondia atrás das artes expostas, um guarda andentrou o lugar, com uma lanterna em mãos. Naquele momento, Jasmim temeu ser pego mas logo o guarda deu meia volta.
- Ufa!
Suspirou o garoto, engatinhando até a porta que protegia o cofre.
Se aproximando do painel que abre a porta, Jasmim, se sentiu confuso sobre o que fazer, então o aparelho em sul pulso apitou, e uma mensagem dizendo:
"APROXIME O VISOR AO PAINEL"
Vendo a mensagem, Jasmim aproximou e logo a porta foi aberta, lá dentro o garoto avistou 8 guardas armados com armas de alto porte, eles caminhavam de um lado para o outro, Jasmim não via saída, até que o mesmo ouviu uma explosão. De repente os guardas começaram a ser jogados pra longe e outros começaram a atirar para todos os lados, procurando a fonte do ataque. Um alarme soou por todo o museu, acompanhado por um show de luzes vermelhas e uma voz robótica que dizia:
"INVASORES! REPITO, INVASORES!"
Raios de energia eram jogados por todos os lados, furando paredes e ricocheteando para todos os lados. Jasmim então decidiu que iria tomar uma atitude, ele correu até o cofre, mas foi surpreendido por três guardas.
- Fude-
O garoto nem teve tempo de terminar a frase, várias rajadas de energia foram desparadas em sua direção.
O garoto desviava agilmete das rajadas de energia, até que as armas em seus braços começaram a brilhar escalarte, então ele deu o primeiro soco em dos soldados, o jogando longe e no outro ele disparou com as duas mãos derrubando o soldado e a ao outro atrás dele. Agora sem distrações o garoto correu rápido em direção ao cofre, tentando abri-lo teclando na tranca digital, mas nada aconteceu, então ele começou a socar o vidro, ele desferiu vários golpes contra o vidro, não causando nenhum arranhão. Então logo o garoto se afastou.
- Ativar modo canhão.
Disse o garoto dando o comando a arma em seus braços, juntando suas mãos.
Logo a máquina começou a se modificar juntando o que outrora eram duas monoplas em apenas uma arma. Jasmim esperou que a máquina atingisse potência máxima.
- É agora ou nunca!.
Logo a arma foi desparada, liberando um raio de energia escalarte, tão forte que jogou o garoto para trás.
Assim que o disparo atingiu o vidro ele se despedaçou em bilhões de pedaços, e a coroa que estava lá dentro foi ao chão.
Nesse momento, Jasmim corre loucamente até a coroa, porém quando ele estava bem próximo de conseguir toca-la. Uma força sobre humana o jogou para bem longe, fazendo que ele desmaiasse por alguns segundos. Quando ele acordou viu que havia algo errado, próximo a coroa havia alguém, ele sabia disso, então de repente a sua frente, o que parerci ser um traje foi se fazendo visível mostrando uma silhueta feminina. Porém antes mesmo q a pessoa podesse tocar a coroa, sirenes foram ouvidas, a polícia Veroroseana já estava por toda parte.
- Merda!.
Disse Jasmim enquanto se levantava, de forma lenta.
No momento seguinte Jasmim correu em direção a pessoa pulando em sua frente e tocando a coroa primeiro, nesse momento o um grande clarão tomou conta do lugar, o brilho provinha da coroa, assim que a intensidade foi diminuindo, Jasmim começou a correr freneticamente ruma a porta pela qual havia entrado, atrás dele vinha a pessoa que também queria a coroa. Apos sair pela porta de funcionários, Jasmim da de cara com várias viaturas policiais, porém consegue despistalos facilmente correndo entre becos escuros e humidos, se esqueirando de cada uma das viaturas, até que ele estava próximo do mercado, ele se encontrava cansado, já não aguentava mais, de longe avistou o prédio de outrora e correu ruma ele. A sim que o garoto se aproximou do predio, viu o que a pessoa que também queria a coroa estava se aproximando. Então a escalada começou ele subiu o mais rápido que podia, até q alcançou o terraço, lá em cima ele, olhou fixamente para a coroa.
- Porque você é tão especial?.
De repente a coroa começou a brilhar, em um impulso, Jasmim soltou a mesma.
Logo um foi surpreendido por um soco em seu rosto, ele caiu no chão, sua visão estava embaçada, tudo que viu foi alguém se agachando e pegando a coroa, mas algo lhe chamou a atenção, o capuz que cobria a cabeça da pessoa caiu, revelado assim que quem estava por trás de daquele disfarce invisível era Vana, garota que ele tinha conhecido no mesmo lugar que se encontravam agora.
- Porque? Eu não entendo.
Dizia ele enquanto sentia dores de cabeça muito fortes.
- Eu sinto muito mesmo, não tinha a intenção de te machuc-
Logo o garoto apagou, se sentia estranho, o seu corpo formigava, ele sabia que tinha desmaiado, se sentia triste de alguma forma, ele estava confuso, talvez a pancada que recebeu havia lhe causado algum dano, ele já não sabia. Aos poucos Jasmim foi acorando e ao poucos foi sentindo que aquele lugar que ele se encontrava era famíliar.
- Sinto muito se te machuquei, realmente não foi minha intenção, eu apenas queria a coroa de volta.
Dizia a garota sentada na grama olhando a coroa em suas mãos.
- Eu não entendo, porque ela é tão importante para você?.
Jasmim perguntava com um tom dolorido, se ajustando no grama verde.
- Lembra quando você me perguntou do brilho?. Foi aqui, nesse rio que tudo começou.
A garota se moveu o pós a mão dentro da aguá que brilhava em um tom de rosa claro.
- Foi aqui que eu nasci. Meu pai era o último descendente do membro "rebelde" da Tri-ve, ele se apaixonou pela minha mãe, que era uma pobre garçonete, minha mãe engravidou dele, assim que descobriram que minha mãe estava grávida, ameaçaram mata-la, caso não me abortasse, minha mãe manteu sua palavra, dizendo que não iria fazer nada, então os ataques e perseguição começaram, nisso quando minha mãe sentiu as dores do parto, meu pai foi asassinado, ela não aguentou a tristeza e fugiu para as margens desse rio, ela pensou em se suicidar foi então que pulou no rio Aluxsea e eu nasci, por alguns minutos eu morri, mas as pedras do rio me devolveram a vida, e assim que fui tirada da água, eu brilhava, porém tudo tem um preço, minha mãe morreu logo em seguida.
A garota contava enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas.
- Mas o que você realmente quer saber é qual é a minha relação com a coroa. A coroa é feita das pedras que me devolveram a vida, eu tenho uma conexão muito forte com elas. Por isso fiz tudo aquilo, preciso saber o que ela quer me contar.
A garota dizia acariciando os cristais na coroa.
- Como vai descobrir isso?
Perguntou Jasmim curioso.
- É o que eu vou descobrir agora!.
Vana bate a coroa no chão fortemente quebrado-a em três pedaços.
Logo a garota pega os cacos em suas mãos e põem as mãos na água brilhante.
- Me mostre a verdade, o que eu preciso saber!.
Gritou a garota com sua mãos mergulhadas na água cintilante, Jasmim vendo aquilo se aproximou da garota.
Nesse momento as pedras que estavam nas mãos de Vana começaram a brilhar, e ela juntamente com as pedras também começou a brilhar, uma aura desconhecida envolvia o lugar, era tudo tão estranho, sem explicação. Então uma figura se formou na água, parecia uma projeção feita pelos cristais.
"Vana minha querida,sou eu"
- Mamãe?
A garota limpava suas lágrimas e sorria.
"Sim querida, eu sinto muito por tudo que aconteceu, não queria que fosse assim, eu queria que você soubesse que eu te amo muito, independente de tudo que tenha acontecido."
- Também te amo muito mamãe.
A garota tacava suavemente a figura de sua mãe na água.
"Saiba que eu ainda estou aqui com você, o rio, me transformou, eu faço parte dele agora, você consegue sentir?."
- Sim mamãe, eu consigo!.
A garota ria e chorava em meio as lágrimas que caiam de seu rosto.
" Eu não via a hora te dizer, que eu sempre estive aqui, sempre que você vinha aqui, aquele sentimento, era eu, querendo você por perto, eu te amo muito, minha filha, não se esqueça disso nunca!."
- Mamãe?.
A garota parecia confusa, os cristais estavam perdendo o brilho e a imagem se desfazendo.
Logo os cristais apagaram, assim como o brilho da garota, ela os soltou e eles foram levados pela água. A garota caiu em prantos, logo Jasmim se aproximou dela e a abraçou.
- Está tudo bem.
Ele a abraçava, tinha compaixão dela, ele sabia bem o que ela estava sentindo.
E foi ali que as respostas para todas as perguntas de Vana foram respondidas, o começo no fim, o amor na dor, nunca mais aqueles dois seriam os mesmos...
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Nós: Em todos os Universos
Teen FictionVários contos que se desenvolvem em vários universos e planetas, a mesma história, milhões de possibilidades, tudo é possível, quando se tem amor.
