Começo do fim.

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𝑪𝒍𝒂𝒓𝒂 𝑹𝒊𝒅𝒅𝒍𝒆🖤

Mais um ano em Hogwarts.
Mais um ano fingindo ser apenas mais uma aluna.

O ar frio de setembro tomava a plataforma 9¾, e a fumaça do Expresso de Hogwarts já cobria o ar. As conversas, risadas e gritos de reencontro enchiam o ambiente. Tudo parecia igual teilmas, por algum motivo, algo me dizia que esse ano não seria como os outros.

Enquanto puxava minha mala, ouvi uma voz familiar atrás de mim.

— Clara! — gritou Harry Potter, acenando com um sorriso cansado. Ele estava acompanhado dos inseparáveis Ron e Hermione.

— Oi, Potter. — sorri de leve, ajustando a alça da mala. — Prontos pra mais um ano?

— Nem me fala — respondeu Ron, bufando. — Aposto que o Snape vai implicar comigo de novo antes mesmo da primeira aula.

— Isso é quase tradição — comentou Hermione, rindo. — E você, Clara? Preparada?

— Sempre — respondi, com um tom calmo, quase indiferente.

Harry me olhou por um momento, como se tentasse entender o que se passava na minha cabeça.

— Nos vemos lá dentro, então — disse ele, e o trio desapareceu entre a multidão.

Subi no trem e encontrei uma cabine quase vazia. A janela mostrava o vapor branco cobrindo a estação, como um véu entre dois mundos.

Eu gostava disso do silêncio antes da viagem.

Mas ele não durou muito.

A porta se abriu, e uma voz arrogante ecoou:

— Aqui está você.

Levantei o olhar e vi Draco Malfoy, encostado na porta com aquele sorriso que ele usava quando achava que podia ler a mente das pessoas. Atrás dele vinham Crabbe e Goyle, como sempre.

— Posso? — perguntou ele, sem realmente pedir permissão.

— A cabine é livre — respondi, cruzando as pernas e voltando o olhar para a janela.

Ele entrou, sentando ao meu lado como se o lugar já fosse dele.

— Clara Riddle, a garota misteriosa da Sonserina — provocou. — Achei que você fosse se esconder o ano inteiro depois do último Torneio de Poções.

Sorri de canto.

— Eu não me escondo, Draco. Só escolho bem com quem falar.

Ele me observou em silêncio, os olhos cinzentos refletindo a luz dourada da tarde.

— Meu pai falou sobre você — disse, após alguns segundos. — Disse que devia manter você por perto.

— Seu pai sempre tem planos — respondi friamente. — E o meu também tinha.

Draco arqueou uma sobrancelha, intrigado.
— Seu “pai”, é?

— Digamos que ele deixou um legado... difícil de ignorar.

O trem começou a se mover. As vozes nos corredores foram ficando distantes, e por um instante, ficamos apenas nós dois ele, me estudando; eu, tentando disfarçar o frio na barriga que o olhar dele me causava.

𝑫𝒓𝒂𝒄𝒐 𝑴𝒂𝒍𝒇𝒐𝒚💚

Clara Riddle.
Mesmo o nome dela soava perigoso.

Meu pai me alertou — disse que ela carregava o sangue de Lord Voldemort, mas que ninguém sabia disso oficialmente. Era um segredo guardado a sete chaves.

E, claro, ele quer que eu me aproxime dela.
Mas eu não precisava que meu pai mandasse.
Ela me fascinava por conta própria.

Seu olhar frio, a forma como fala como se medisse cada palavra, o jeito que carrega um poder silencioso... Há algo em Clara que me atrai e assusta ao mesmo tempo.

Ela é como uma chama: linda, mas capaz de destruir tudo ao redor.

𝑪𝒍𝒂𝒓𝒂 𝑹𝒊𝒅𝒅𝒍𝒆🖤

A noite caiu quando o trem finalmente chegou a Hogsmeade.
O castelo de Hogwarts brilhava ao longe, imponente como sempre.

Durante o jantar, o Salão Principal estava mais vivo do que nunca. Estudantes conversavam, velas flutuavam sobre as mesas e os professores observavam de longe.

Dumbledore se levantou.

— Bem-vindos de volta, alunos! — anunciou. — Espero que estejam prontos para mais um ano de aprendizado... e talvez, de descobertas.

Ele olhou diretamente para mim por um breve instante — e juro que aquele olhar sabia demais.

Draco, sentado perto, se inclinou para sussurrar:
— Ele sabe.

Olhei para ele e apenas respondi:
— Ele sempre soube.

Enquanto os aplausos ecoavam e as conversas voltavam, senti uma sensação estranha percorrer meu corpo.
Algo estava mudando dentro de mim.
Algo escuro.
Algo... herdado.

Princess || SonserinaTempat cerita menjadi hidup. Temukan sekarang