Sol.

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Tudo bom? Me chamo Lua, como vocês já sabem.

Eu estava escutando minha playlist triste e ela divagou entre "Joji - Glimpse of Us" até "Clarissa - Bem Me Quer, Mal Me Quer". Acabou que as cenas foram se reproduzindo em minha mente de maneira espontânea, como acontece todas as vezes em que crio, foi como um filme. Claro que, assim como todos os outros, precisei escrever.

Caso tenha vindo atrás de uma leitura mais erótica, logo aviso que não é essa a intenção da one, porém que existem outras disponíveis em meu perfil que te trazem exatamente o que você quer ler e que se tratam sempre de casais lésbicos/sáficos.

Aviso de conteúdo sensível: Transtorno de ansiedade generalizada, linguagem explícita, insinuação a sexo, relações abusivas/tóxicas e dependência emocional.

Se for sensível a qualquer conteúdo acima, recomendo não prosseguir com a leitura.

Se gostarem, comentem e favoritem, por favor. Ajuda muito no incentivo e também faz com que a história comece a ter mais relevância, fazendo com que ela chegue em outras pessoas!

Boa leitura!

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Depois de uma piada interna ela conseguiu uma gargalhada alta e verdadeira da sua companheira, que até a contagiou. Permitiu-se aproveitar o som daquela risada tão gostosa, que se repetia em seus ouvidos e que por segundos desmanchava as suas dores... Que eram muitas. Nem estavam em uma conversa tão engraçada, mas talvez pelo cansaço extremo em que se encontravam, totalmente perdidas de sono, tudo ficasse com um pouco mais de humor.

A graça foi indo embora, trazendo um silêncio estranho demais entre as duas, estranho o suficiente para Natalya pender a cabeça para o lado, analisando as expressões da namorada e identificando algo de errado naquele rosto tão bonito. Era notório algum incômodo, porque a via mexer no colar ou nas argolas da sua orelha sempre. Os olhos piscavam com aqueles cílios enormes em castanho claro, ligeiramente, e ela mexia na sua franjinha vez ou outra.

— Quero que se deite comigo. — Proferiu do nada, após engolir a última pipoca doce que segurava entre os dedos. — Quero que tire a minha roupa e que faça sexo comigo. — Não era um pedido cheio de desejo, de excitação, de quem queria aquilo pelos prazeres carnais. Era só um pedido, triste... Lúgubre.

— Agora? Aqui? — Olhou ao redor, observando a sala meio mobiliada a fim de realizar o pedido dela, mesmo que não tivesse entendido muito bem o porquê.

— Uhum. — Respondeu sem nenhum tipo de animação, não aparentava ter vontade.

— Faço o que você pedir. — Concordou com a cabeça, ainda confusa. — Mas do nada? Por quê? — Não escondia que estava estranhando.

— Eu vou embora. — Compartilhou de maneira dificultosa. — É o meu último dia aqui. — Pareceu séria demais.

— O quê? — Perguntou a outra com o seu corpo que havia gelado por inteiro, parecia até ter sido jogada de um abismo... Quando vem aquela sensação de estarmos sem peso algum e o frio na barriga que dá uma agonia não só nela, mas no juízo. — Como assim, amor? Como assim “é o seu último dia aqui”? — O coração acelerado e a sua palidez momentânea diziam muito sobre o que sentia no momento.

— É o que ouviu, já até fiz minha mala. — Informou duramente em uma inspirada e expirada bem profunda, absorvendo a tensão que pairou ali entre as duas.

— Está de brincadeira, não é? Está brincando. — Até riu um tanto sem graça, forçou. O rosto dela seguia inexpressivo, não parecia que falava com humor, jamais brincaria com algo assim porque entendia a seriedade das coisas.

Me enxergue - Lésbico.Historias para obsesionarse. Descúbrelo ahora