𝑪𝒐𝒕𝒊𝒅𝒊𝒂𝒏𝒐

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Derrepente eu sinto minha consciência voltar, abro os olhos lentamente e me ajusto na cama, olhando para o meu próprio colo. Havia dormido enquanto lia novamente, após me ajustar na cama eu fecho o livro e o deixo em cima de meu criado mudo ao lado do lampião que surpreendentemente ainda estava aceso, o apago, afinal, a suave luz solar dá manhã batia em minha janela e cortinas. Me levanto com cuidado, sinto meus pés encostarem no chão gelado, me causando um leve arrepio pelo corpo, vou até a minha janela e a abro, me deparando com o jardim grande e bem cuidado de minha casa, salpicado com neve. O admiro por um tempo e logo volto a realidade.

Enquanto eu me trocava me questionava, era um pouco estressante que nenhum empregado viera me acordar para o café dá manhã, não que eu me importasse, já que nunca gostava muito de acordar cedo, mesmo assim eu não pude deixar de me questionar. Depois de me trocar eu fui até uma pequena escrivaninha que ficava debaixo da janela, abri uma dás gavetas e peguei alguns papéis, eu adorava escrever histórias e poemas, além de escrevê-las eu tentava publicar às mesmas, hoje não seria diferente. Coloquei-os em uma pequena bolsa que vivia comigo, saí do meu quarto, era sábado então não haveriam aulas para me preocupar, desci às escadas e fui direto a sala de jantar, a sala era grande para suportar a presença da grande mesa que ficava em seu centro, ela era comprida e feita para 12 pessoas, estava arrumada com algumas frutas, queijos derivados e pães, eu não estava sentindo tanta fome, então apenas peguei uma maçã verde e sai para o quintal. Enquanto eu caminha pela grama nevada indo em direção aos estábulos uma voz grita atrás de mim ao longe, imediatamente viro a cabeça para trás.

- Não vá muito longe, Sr. Goodwin! - disse o mordomo de confiança dá família, Ernesto - seus pais querem a sua presença em breve no almoço, um comunicado importante será passado
- Ah, Ok! Logo eu voltarei! Obrigado!

Eu volto a andar até o meu destino, desta vez indo depressa, ainda eram 9 horas dá manhã mas o lugar aonde eu iria visitar não era tão próximo para que eu me desse ao luxo de ir devagar, logo eu chego no estábulo, vou até a baía do meu cavalo, que era um Puro-sangue Inglês(Lian), dou a ele a maçã que estava em minha mão, o mesmo comeu sem qualquer hesitação.

-Bom garoto.. - Digo enquanto acaricio seu rosto alongado.

O pego pelo cabresto e o levo para fora, eu mesmo o celo e depois monto. Logo saio de lá cavalgando ferozmente pela grama até a saída do meu casarão, em poucos minutos eu estava na cidade, como sempre, cheia de pessoas, carroças e até carros, lojas já abertas e lotadas, um garoto gritava com vários jornais nas mãos.

- Jornais! Jornais! Notícias impressionantes nesta manhã... - anunciava enquanto um casal se aproximava comprando um jornal.

Isso não era importante por agora, continuo trotando para o meu destino até chegar em um pequeno comércio, desço do meu cavalo e o amarro em um suporte de madeira que havia na frente do local, subo os pequenos dois degraus e abro a porta, minha entrada sendo anunciada por um pequeno sino, aonde eu estava? No local de trabalho de um editor dá minha cidade, eu sempre tentava fazer com que ele aceitasse os meus contos. Vou até a mesa dele, o mesmo já olha para cima e solta um suspiro pesado, ele era corpulento, usava um chapéu de coco (que particularmente eu achava ridículo) e óculos que pareciam pequenos demais para o seu rosto

- Bom dia, Sr. Garrison - Falo sorrindo e me sentando na cadeira em frente a mesa dele - eu tenho mais-
- Você de novo, Cameron.. - Diz ele me interrompendo e um tanto quanto impaciente.
- Sim.. olha, - enquanto eu falava eu me inclino para a minha bolsa para pegar os papéis - alguns dias atrás eu estava super inspirado e então comecei a escrever, se o senhor pudesse dar uma olhada, seria ótimo

Coloco os papéis em sequência em cima da mesa, esperançoso por uma resposta positiva desta vez. Ele olha para o meu rosto antes de pegar às folhas e começar a lê-las, não demora muito para que ele ajustasse os óculos e colocasse os papéis de volta na mesa, provavelmente um sinal de rejeição, fazendo com que o pequeno sorriso confiante em meus lábios desaparecesse lentamente

Segredos do AbismoStories to obsess over. Discover now