1. um bom dia para ser demitido

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Tá! Vamos do começo, meu nome é Leon Tramonto, não conheço meu pai e blá-blá-blá, isso é tão comum, acho que a maioria das pessoas como eu já passou por isso. Não me entenda mal, amo essas histórias, cada meio-sangue tem uma história única de como se tornou herói, mas o começo é sempre o mesmo, "vivia uma vida comum até BAMMM!!!, deuses e monstros começaram a me caçar".

Minha história não é muito diferente deles, eu era só mais um garoto de 16 anos vivendo minha vida "normal" com minha tia até que BAMMM!!!, virei o ponto crucial numa profecia idiota de uma mulher ruiva mandada pelo meu pai, e adivinha, monstros e deuses começaram a me caçar como sempre acontece. Tirando a parte da grande profecia, nem todos os semideuses têm esse azar que eu tive.

Tudo começou em um dia até então normal, eram minhas férias de verão e eu iria passar elas trabalhando em uma lanchonete em Chicago.

- Eu não acredito nisso Bárbara!!! - falo indignado - Aquele velho está de brincadeira com a minha cara.

- Calma Leon - disse Bárbara prendendo seu cabelo cacheado num coque, ela fica engraçada como garçonete, com uma camisa social e uma calça preta com um avental amarrado na cintura.

- Calma?! Ele sabe que preciso do dinheiro e me coloca na limpeza!! Isso não é justo!

- Eu sei amigo, mas pelo menos você está trabalhando - Bárbara me lembrou.

- Catarina não teve a mesma sorte, ela foi simplesmente trocada - A mulher loira com roupa de cozinheira chamada Tiana invadiu nossa conversa - Apenas se troque e comece a trabalhar, a lanchonete já vai abrir.

- Tiana está certa amigo - Falou Bárbara - Por favor não faça besteira, não quero que seja demitido também.

Bárbara é o tipo de amiga que sempre se preocupa ao máximo, acho que fui eu que fiz ela ser assim, o tdah, a dislexia e o fato de que eu sempre me meto em problemas sem explicação, tipo quando eu sem querer acabei explodindo uma caixa de som na escola, eu só estava tentando aumentar o som.

- Tá certo - eu disse saindo da cozinha.

Vou para o vestiário masculino e olho para meu "uniforme", uma camisa cinza de péssima qualidade, uma calça da mesma qualidade e cor da camisa, dá para ver alguns pingos de cloro na barra da calça e uma bota preta.

Coloco a roupa e vou para a sala de limpeza para pegar os produtos.

- Até que você não está tão ruim - Escuto Bárbara rir da minha cara enquanto passo pelo balcão, Decido parar o que eu estava fazendo para responder ela.

- Idiota - Respondi com um sorriso de canto - Você também fica bonita de garçonete, os riquinhos vão ficar encantados com você.

- Cala a boca - ela responde rindo - O pior é que são sempre garotos, por que nunca garotas?

- Por que garotas ricas são em sua maioria "héteros" e pick me girls - Falei dando risada.

- Crianças - Disse Tiana - Os clientes já estão entrando, vão para seus postos.

Nós olhamos para a entrada e vimos duas garotas com sacolas de compras e rindo bem alto. Odeio ter que trabalhar nesse lugar, os clientes são um monte de adolescentes mimados "aí eu não gostei do café" ou "você não sabe o que aconteceu, meu pai bilionário diminuiu minha mesada", todos são assim, é péssimo.

Volto ao meu objetivo principal e vou à sala de limpeza e pego os produtos, eles são bem vagabundos, o novo gerente gasta mais com a estética da lanchonete do que com os produtos e uniformes. Coloco os produtos no mop e fico passeando pela lanchonete, vendo se um riquinho derrubou alguma bebida. A lanchonete está começando a encher e só tem dois garçons, aquele velho é muito sem noção, colocar dois garçons num sábado, o dia que mais tem movimento.

O nascente do solWhere stories live. Discover now