prólogo

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- Vovô, por que isso está acontecendo? Por que estamos passando por isso? - Ouvindo aquela pergunta do garoto, o velho homem, já demonstrando o cansaço, olhava a sua frente toda a destruição, sangue e o mar de corpos sem vida.

- Pequeno Órion... - Colocando sua mão sobre a cabeça do jovem, ele fazia um pequeno carinho em seu cabelo. - A guerra é a única maneira que os seres aprenderam a sobrepor sua vontade acima dos outros. É a nova ordem dos mais poderosos. É dessa forma que vivemos desde que eles se sentaram nos tronos dos reinos terrenos, mas que lutamos para mudar.

Ao horizonte de suas vistas, explosões iluminavam aquela noite dolorosa. O campo de batalha estava recheado de guerreiros fortemente armados com suas armaduras que protegiam seus corpos e diversos tipos de armas. Orcs exalando sua fúria ao acertarem crânios humanos, rachando-os. Como resposta, os guerreiros humanos, que haviam se unido de diversos reinos e cidades contra os orcs, devolviam com a mesma sanguinolência.

Em partes da batalha, guerreiros dos dois lados usavam suas habilidades elementais, aprendidas e aperfeiçoadas de vários anos de batalhas, mostrando que os ensinamentos daqueles que chamavam de deuses das katanas, foi passado perfeitamente por eles e a terra era arrasada por chamas e raios, congeladas e destruídas com a força dos ventos criados por eles. A morte estava presente em todos ali.

- É isso que significa aquilo que o senhor falou, vovô? "Que os seres deste plano estão perdidos e que agora resta a nós ajudarmos a encontrar o caminho"?

A pergunta de Órion e sua expressão de dor, com lágrimas nos olhos, deixava claro ao seu avô que ele tinha entendido sua mensagem naquela pacata tarde, uma semana atrás. Uma semana que havia tomado um rumo de dor e desespero. - Os deuses ancestrais nunca deixariam que esses seres, que se proclamam reis, fizessem isso, por isso devo fazer o que é necessário. - Levantando-se, o velho sábio, caminhava em direção àquele campo sangrento, deixando seu neto, sua pequena aldeia e as poucas pessoas que ali ainda estavam, pois seus amigos, estavam naquele pesadelo.

A alguns metros do campo de guerra, o velho permitia sua aura ser liberada. Em sua volta os ventos o cercavam, como se tivessem o obedecendo, dançando e de dentro de seu sobretudo velho e rasgado, ele tirava uma katana. Possuía uma cor esverdeada, lembrando o mais puro cristal de jade existente e conhecido pelo homem. Abaixo de sua roupa gasta, uma leve armadura, de mesma cor que sua katana, com detalhes dourados, que mesmo na noite, conseguiam mostrar brilho mediante sua tremenda raridade.

Realizando movimentos leves como aquele vento ao seu redor, ele começava a ser levado por essa ventania, como se planasse majestosamente, andando sobre o nada, porém, fixando o olhar ao longe, a brisa se tornava agressiva e como um longo salto, o sábio ascendia ao céu rapidamente, deixando somente o impacto da ventania no solo.

No campo de batalha, os corpos dos guerreiros abatidos eram pisoteados e mais enterrados enquanto os orcs e humanos continuavam sua batalha. Colisões de katanas, sangue e gritos eram o que estavam regendo os inimigos. - VAMOS! AVANCEM! MATEM TODOS! - Gritava o líder orc, conhecido como Gael VI, descendente da linhagem dos guerreiros mais fortes de sua família. Possuía um grande machado pontiagudo que em sua base, mostrava orgulhosamente o crânio de Gael V, seu antecessor, que fora morto por ele afim de herdar o comando. - A partir de hoje, nós seremos os dominantes e donos de todo o continente, enquanto vocês, serão enterrados pra sempre! - brandia o orc, enquanto derrotava simultaneamente três guerreiros, dilacerando seus ossos a cada movimento de sua arma.

- AGUENTEM FIRME! PRECISAMOS AGUENTAR! NOSSA VITÓRIA ESTÁ GARANTIDA! - Respondendo ao líder orc, a voz de Ling era ouvida por grande parte dos exércitos, inclusive Gael. - Mesmo que pareça o fim, garanto que não irá terminar dessa forma, nossa vitória está garantida! - com somente partes de sua armadura no corpo, devido a vários ferimentos, Ling mantinha-se de pé, apontando sua katana em direção ao exército a sua frente. - Essa será a sua última batalha, Gael.

God of Katana - O Despertar Historias para obsesionarse. Descúbrelo ahora