Lembro exatamente do momento em que eu tinha apenas 3 anos e meus pais me traziam para esse mesmo lugar que, hoje , se tornou praticamente minha casa.
O barulho do mar sempre foi a minha trilha sonora favorita. A areia branca já faz parte de mim,e o sal grudado na pele é quase como um perfume familiar.
O vento bagunça meu cabelo ainda úmido, e o sol, mesmo queimando, traz uma sensação boa — Aquela sensação de liberdade que só o verão pode dar.
Acordo dos meus pensamentos quando as ondas geladas tocam meus pés, como se o mar quisesse me lembrar que estou ali, viva, presente.
Respiro fundo e observo o horizonte por mais alguns segundos antes de pegar minhas coisas, largadas um pouco acima da areia. Caminho ao lado do Cauan até o quiosque mais próximo, onde a brisa do mar mistura o cheiro de maresia com o de comida frita.
Nos sentamos em um dos banquinhos de madeira e pedimos algo pra comer.
Cauan é meu melhor amigo. Um idiota na maior parte do tempo, mas o tipo de idiota que eu não conseguiria viver sem.
São quatro anos de amizade — brigas, risadas, confidências — e, mesmo com tudo, a gente nunca soltou a mão um do outro. Conheci Cauan numa noite qualquer, aqui na praia. Lembro exatamente daquele dia... mas essa parte da história eu deixo pra depois.
— Alôôô, Terra chamando Flora! — Ele fala, estalando os dedos na minha frente.
— Ai, desculpa, me perdi nos meus pensamentos de novo, né?
— Já tô acostumado — Ele ri, balançando a cabeça.
Eu rio também. Ele tem esse dom de me tirar do mundo da lua.
— Mas e aí, se resolveu com a Lívia? — te pergunto, tentando parecer casual.
— Ah, você sabe como ela é... já deve estar em outra.
— Quem te ouve falando assim ate pensa que você presta, viu? — digo, rindo
— Cala a boca, sua encalhada.
— Agora você me ofendeu! Pede desculpa!
— Eu não, é a verdade — Responde ele com aquele sorrisinho bobo.
Nos entreolhamos por um instante e caímos na gargalhada.
Senti falta disso — das nossas brincadeiras, das piadas sem sentido, das conversas que duram horas. Depois que ele foi embora, só nos víamos por vídeo chamada , e nada se comparava a estar ali com ele, de verdade.
— Tava com saudade desses momentos, Pitu
— Eu também tava, Flórinha
E ali ficamos até o sol se despedir, com o céu pintado de tons alaranjados e o som das ondas sendo a trilha de mais um dia que eu jamais vou esquecer.
Oi, gente 💕
Esse foi só o comecinho da história da Flora — um pedacinho do mundo dela, do mar e das lembranças que o verão guarda.
Escrevi esse capítulo com muito amor e espero que vocês sintam o mesmo carinho lendo💫
Comentem o que acharam, quero muito saber a opinião de vocês!
Ah, e não esqueçam de votar 🌺 isso me motiva demais a continuar escrevendo e trazendo mais um pouco mais da história da Flora.
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Um amor de verão.
FanfictionSabe aquela paixão que chega de repente, no meio do calor, e muda tudo? Aquele amor que nasce entre risadas, vento no rosto e o barulho do mar? É sobre isso que a Flora vai te contar. Sobre o verão que começou como mais um, mas acabou se tornando in...
