E como filha da floresta devo exercer minha liberdade, liberdade.
Sendo livre como sou e correndo enquanto posso no caminho permitido. Como um cão tolerável. Indo e vindo.
De uma parede a outra, Nesse vão que me deram, sou livre.
Me dou um gole de paz e me alimento da fome
Sou o vento aprisionado.
A fome dilacerante da atmosfera.
Engolindo o ódio que atormenta os tolos, é tolice ser tolo em um mundo azul.
Então revigoro-me e invento cetas e tempos concretos
Tenho o que quero, mais em mim não tenho nada.
Posso ser o que quiser, mais não sou nada
É justo essa liberdade provisória? Danem-se todos!
Vou nadar no veneno escondido
Eu sou toda minha, e me tenho pela metade
Sufoque-me e me ouçam todos
Sou livre para morrer.
