001 - Cortejo Fúnebre

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Rasgue a carne,
Quebranta os ócios do ofício.
Em meus sonhos há tantos
Resquícios de nomes.
Resto de gozo em meio
A tanta mediocridade.

Mediocridade que atrita
A realidade demonstrada.
Amago da vida, amarga vinda.
Trazes a poeira das lápides,
O odor fúnebre da putrefação.
Enterrados e internados nessa
Frustração.

Não cale agora sem hora.
Não cale diário ser vigário.
Não fale momentos cá netas.
Não fale cinzentos ares.

Nessa fossa intrépida de adultescência
Uns querem fugir, outros se esconder.
Muitos desperdiçam o momento pela janela do amanhecer.

Feito em 10 de abril de 2023
Publicado em 24 de maio de 2023 por
Volta das 00:07

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