Eu tinha fodido com ele a noite toda e pretendia voltar outras vezes. Ele fodia muito bem mesmo, mas era hora de ir para casa.
A sua cama estava muito aconchegante, porém meu alarme tocou. Já eram 7 horas e eu pulei da cama com um susto.
—Stevan! —meus olhos se adaptaram a pouca luz do quarto.—Stevan!— falei mais alto. Minha voz estava rouca.
No lugar onde eu estava repousava seu poderoso braço. Ele se mecheu como se me procurasse, algo que eu tinha percebido depois de ter saído de sua casa, e Stevan murmurou algo.
—Stevan! São 7 horas da manhã! Preciso ir para casa, minha mãe vai me matar!
Ao dizer isso, ele se moveu desesperadamente se pondo de pé e ajeitando a calça de moletom.
Passou a mãos no cabelo, de costa pra mim e eu olhei para seus músculos bem desenhados. Não seria a última vez que eu pisaria nessa quarto, não mesmo.
—Merda, eu vou na frente. — A voz dele estava mais rouca que o normal.
Ele se virou e me deu uma olhada rápida, passando por mim. Stevan estava lindo, mesmo com a cara inchada de dormir. A pele morena não combinava com o cinza e branco do quarto com apenas alguns raios de luz solar o adentrando pela janela perto da cama.
Seus cabelos pretos oscilavam com cada passo.
Imaginei como eu estaria: A cara inchada, o cabelo loiro como um ninho de passarinho e a cara completamente marcada. Não queria saber como exatamente a maquiagem estava.
Da última vez que me olhei no espelho, na noite anterior, eu estava em fragalhos por causa da festa. Hoje, provavelmente estava pior.
Stevan abriu a porta iluminando ainda mais o quarto e eu fui surpreendida: vozes alegres e barulho de louças vinham da cozinha da casa.
Eu estremeci por dentro. Como eu iria para casa sem que toda aquelas pessoas me notassem?
—Calma —Stevan falou, como se soubesse o que eu estava sentindo. — Você vai conseguir passar sem que ninguém te veja —O calor de fora adentrou, me lembrando do clima quente de Rio de Janeiro.
Talvez ele estivesse certo. Nós estávamos no andar de cima, as escadas davam pra sala, que era seguida por um corredor a esquerda, a direita era composta de quartos, no final do corredor estava a cozinha.
—Eu falei para ela que não fizesse isso, o menino do lado me perguntou se ela tinha problema na cabeça! —A voz de uma mulher soou pelo corredor seguida de risos, sua voz era alegre, rouca e parecia que desfrutava bastante da vida.
O único problema era passar pela porta que ficava na esquerda. Se alguém olhasse... Não queria imaginar o que aconteceria. A vergonha que eu passaria.
Descemos as escadas e Stevan pediu para que eu parasse, ela se aproximou do corredor e espiou a cozinha por ele. Voltou e disse que ninguém olharia para a porta.
Ele abriu a porta e eu passei, quase correndo enquanto Stevan verificava os bolso.
—Olha só! —Eu escutei uma voz feminina monótona falar
—Puta que pariu. — Stevan exclamou com raiva e encostou cabeça na porta.
Me perguntej por que ele parou, o seu carro estava ali e não tínhamos o porquê de dar atenção a dona da voz.
Não ouvi passos quando olhei para o corredor e uma mulher com um sorrriso de lado me olhava.
Seu corpo era tão bonito quanto o de Stevan. Seus braços eram musculosos, a cintura era fina com um barriga chapada e as pernas eram tonificadas e poderosas. Tinha a pele branca, os cabelos ondulados e castanhos escuros até a cintura dançavam com o vento que entrava pela porta, meio selvagens. Seu rosto era quadrado, o que dava a mulher um ar de que ia te caçar até não querer mais, e seus olhos eram como de gatos, um pouco repuxados para cima e completamente maliciosos. Stevan tinha uma beleza nada parecida com a da irmã.
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Contos
Short StorySão apenas contos que surgem aleatoriamente na minha cabeça. Nenhuma história se relaciona.
