Oii mores, tudo bem?
Eu voltei com uma história nova, totalmente original e autoral, confesso que estou nervosa com o feedback, mas eu tô sendo motivada pela minha namorada a postar esse capítulo e fazer acontecer! Então espero que vocês gostem!
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18 de Abril
E lá estava ela, sentada em uma banco de madeira fixado na calçada lendo o jornal "Expresso" logo cedo pouco antes das sete horas da manhã.
Ela lia atentamente com seus óculos cor de prata caindo sobre seu nariz parecendo uma vovózinha dessas das histórias contadas para crianças antes de dormir. Com a mão direita segurando firme a folha, a outra virava a página sem ao menos levantar o olhar para as pessoas que começavam pouco a pouco aparecerem nas calçadas para trabalhar.
O dia enfim estava amanhecendo, o vento gelado vazia com que seus fios soltos de cabelo ruivo se movessem um por um, enquanto sua pele se arrepia minimamente embaixo do grosso casaco marrom acinzentado que usava. As notícias com certeza deveriam estar tão interessantes, pois mesmo após o início do trânsito das sete horas começar, ela não se movera, apenas virava as páginas de seu jornal, prestando atenção em cada palavra que cada matéria ali impresso.
Agora sim, ela teria de fazer algo, algum movimento. Uma garçonete com seus vinte e poucos anos, vestida com seu usual uniforme de saia cor vermelho vinho e blusa branca estava indo em sua direção com aparentemente um copo desses para embalar bebidas para viagem, ela faz um contato visual com a moça, fecha o jornal e recebe o copo em sua mão, a garçonete diz algo e ela apenas acena com a cabeça dando um meio sorriso sem mostrar os dentes. Ela mexe o copo lentamente para não derramar, tira a tampa e olha para dentro dele parecendo ter certeza do que é, após sua identificação ela assopra um pouco da bebida e toma um gole, ela parece finalmente notar que o céu está clareando, é possível ver os raios solares no topo dos altos prédios em sua volta. Ela toma mais um gole de sua bebida, a tampa e volta para o jornal. Demora cerca de dez minutos até ela novamente fechar o jornal, o dobrar e enfim guarda-lo dentro de uma pequena bolsa preta que estava em seu lado. Ela termina de usar o copo e levanta os olhos, não precisa de nem um minuto para que eles se prendam em uma vitrine na cafeteria do outro lado da rua a sua direita, ela se levanta e da passos largos, olha para uma vitrine de uma loja de roupas caras ao seu lado e então vira o rosto, novamente olhando a cafeteria da onde havia saído a garçonete. Agora ela está de frente para a cafeteria do outro lado da rua. Ela arruma o óculos, mexe nos cabelos e então seus olhos se prendem nos meus, ela me encara por dois longos minutos, com uma expressão séria no rosto, um meio sorriso se forma antes dela se virar e dobrar a esquina e sumir da minha visão.
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Pelo Olhar de Uma Única Pessoa
Non-FictionPelo Olhar de Uma Única Pessoa é uma história em um formato de folhetim (textos/ novelas escritas de forma curta e semanal), a ideia é realmente ter capítulos menores em uma frequência maior de postagem. "Ela está sempre lá, sentada com seu jornal...
