{NICHOLAS}
Acordo as 7:20 da manhã com meu celular vibrando em baixo do travesseiro, pego ele e vejo que é uma ligação, atendo. É meu professor de Química e biologia.
Professor Park- Olá, Nicholas! Espero não ter acordado você.
- Olá, professor Park! O'que houve? Tudo bem com a pesquisa? - pergunto ainda sonolento.
Prof.Park- Então, sobre isso... conversamos quando você chegar na escola. (Desliga o telefone).
- Qual o problema desse velho?! Credo...
Se devo me preocupar ou não com a minha pesquisa eu não sei, mas oque eu sei é que estou definitivamente atrasado.
Após ver que o horário na tela do celular está marcado 7:50AM, levanto extremamente apressado, oque me faz tropessar em meu próprio pé e cair de cara no chão.
-Aí, merda!!
Saio do banheiro e vou direto para a cozinha onde encontro minha irmãzinha de 11 anos, Jupiter.
- Dormiu bem, criança? Pergunto. Tentando puxar assunto, já que não conversamos direito dês do funeral do papai.
Jupiter- Você sabe que não..
Jupiter não dorme bem dês do dia do acidente... como esqueci disso? Talvez não fosse esquecimento, mas um fio de esperança que ela estivesse pelo menos um pouco menos traumatizada.
- Já tomou café? Vamos para a escola, a não ser que queira ser a última a chegar. - Digo em tom de humor, tentando mudar de assunto e aliviar um pouco o clima.
Apenas pego uma maçã e saio de casa com Jupiter. Ela é cinco anos mais nova que eu, porém está no primeiro ano do ensino médio. Ela é um gênio, assim como nosso falecido pai um dia foi.
Eu e Jupiter chegamos na escola e fomos recebidos por muitos olhares. Mesmo com pouca idade ela sabia oque todos aqueles olhares significavam... Julgamento, pena e receio.
Nós nos separamos na entrada da escola, já que eu estava indo para a ala de pesquisas que fica atrás da mesma.
Sigo para a sala de pesquisas biológicas e logo entro, sem bater na porta. O professor Park estava apenas triturando um monte de papel inútil.
-Bom dia, professor Park! Está tudo bem com a pesquisa? Qual foi o motivo daquela ligação?- indago receoso.
Professor Park- Roubaram.. Roubaram a pesquisa! - Diz com um certo tremor na voz, mas ainda assim se manteve calmo, apenas triturando os inúmeros papéis.
- OQUE? COMO? VOCÊ DISSE QUE ELA ESTAVA SEGURA E QUE NINGUÉM JAMAIS A ENCONTRARIA!! - Falo euforicamente e com uma ponta de medo e fúria em minha voz.
Até porque se essa pesquisa cair em mãos erradas, o mundo inteiro entrará em caos total. Que inferno.
O professor fica em silêncio e apenas deixa os papéis de lado abaixando a cabeça e colocando as mãos em suas pernas.
- Não tem nada a dizer? Você pelo menos sabe quem foi? Ou até nisto você vai se provar ser um completo inútil!?
Professor park- não. E não me importa. seu insolente! Eu sei mais do que todos o quão importante essa pesquisa é.
Se você perdeu isso é com você. Eu já fiz a minha parte!- Ele fala como um grande charlatão que só sabe blefar... Esse merda
- Sua parte? Tem certeza? Acha que eu sou burro?! - rio ironicamente enquanto me aproximo do senhor Park.
- Apenas nós dois sabíamos sobre a pesquisa. A não ser que você tenha contado sobre ela para alguém...
Nesse momento o alarme para a primeira aula começa a tocar. Merda de escola, merda de professor!!!
- Eu juro que irei descobrir quem foi que a roubou, e eu realmente espero que não tenha sido o senhor.
Mas se tiver sido, pode começar a rezar pra seja lá oque você acredite... Você vai precisar.
Saio de lá deixando para trás um professor apavorado.
Por algum motivo, algumas vezes, causo esse sentimento de medo em algumas pessoas. Na maioria das vezes eu gosto.
Assim que tocou o sinal da última aula, eu peguei minha mochila e fui para a sala das câmeras de segurança da escola.
Chegando lá vejo que foi interditada está manhã, pelo visto todos os computadores e telas queimaram.
Respiro fundo e apenas sigo meu caminho de volta para casa, já que não posso fazer nada quanto às câmeras.
Sinto que estou esquecendo algo, porém, não dou muita importância para isso e continuo a andar.
Estou à um quarteirão da minha casa quando começo a sentir um peso enorme no peito e na cabeça. Minha visão está começando a escurecer e não estou mais sentindo meus pés ou qualquer parte de meu corpo...
Sinto algo molhado cair no meu rosto. Com muito esforço consigo abrir os olhos e me assusto ao ver que já é noite e estou no meio de uma floresta.
-Como vim parar aqui?- É meu único pensamento no momento.
Com um pouco de dificuldade consigo levantar e dou de cara com uma raposa. UMA RAPOSA!
Nessa hora eu apenas me vi congelado, não consigo gritar, mal respirar, ou fazer qualquer outra coisa.
A raposa simplesmente me prendeu com o olhar, então senti um medo que eu jamais tinha sentido antes. Não entendi o porquê de eu estar com tanto medo, já que é apenas uma raposa... né?
Era oque eu pensava, até ela se aproximar mais e encostar sua pata em minha perna. Nesse momento eu realmente achei que fosse morrer.
Contudo, eu... Eu me comuniquei com ela?!!? Bem, na verdade ela que se comunicou comigo. Me disse coisas, me mostrou coisas... Coisas além da compreensão humana que eu jamais pensaria que veria. Ao fim ela me deu um conselho, uma informação e uma profecia.
Após isso ela se foi e novamente perdi os meus sentidos.
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Paradoxo Do Egito
Mystery / ThrillerApós o desaparecimento de anotações extremamente sigilosas sobre um experimento científico antigo, sete adolescentes passam a enfrentar visões perturbadoras e eventos que desafiam a lógica.
