Acordei com a Agnes a ressonar muito alto! Esfreguei a cara para acordar melhor e espreguicei-me bem. Senti um formigueiro nas pernas, só que infelizmente, era LITERALMENTE um formigueiro que me subia pelas pernas acima em busca de comida.
-Ah! - gritei alto e prolongadamente. Acho que se ouviu pela ilha toda! - Tirem-nas daqui! Tirem-nas daqui! - berrei rapidamente! Levantei-me num salto quando senti uma delas na minha barriga. Logo caí para trás pois era alta demais para me por em pé dentro da tenda. Com isto a tenda range, e no segundo seguinte está em cima de mim, só que um dos ramos que a estava a segurar perfurou lenta e dolorosamente a minha perna esquerda.
-Aaaaagggnnneeesss!!!! Ajudaaaaa! - gritei a plenos pulmões, mas, por mais estranho que pareça, ela continuava a dormir profundamente e naquele momento só me apetecia espancá-la até fazer uma poça de sangue, só que eu não me conseguia levantar para o fazer e em breve era isso que me ia acontecer! Por isso tentei raciocinar e pensar numa maneira de parar o sangue de jorrar, e, de repente, bateu-me! Bateu-me mesmo! Um pedaço da tenda feita de folhas acertou-me na cabeça e lembrei-me de rasgar um pouco, o suficiente para envolver a minha ferida para que pudesse andar, e foi isso que fiz. Lá consegui retirar cautelosamente o bocado de madeira enterrado na minha perna que começou imediatamente a doer. Era uma dor infernal, mas que surpreendentemente até se suportava bem! Enrolei a fita em volta do gémeo que era onde tinha acertado e levantei-me vagarosamente até estar completamente de pé, sem assentar o pé esquerdo no chão coberto de terra batida e pinhas. Fui ao pé-coxinho até à tenda da Agnes que se situava a poucos centímetros da minha e desatei a abaná-la e a berrar para que ela acordasse, mas a única resposta que obtive foi uma cotovelada na cara que ela me deu enquanto se virava para o outro lado na posição fetal.
-Agnes, pá! Acordaaaaaa! Vá, láááááá! - berrei eu ao seu ouvido
-Está bem, já te vou dar banho! Até já! - disse calmamente com a voz rouca e sem nunca abrir os olhos
-Abre-me esses olhos, miúda! - disse puxando-lhe a pálpebra para cima e abanando a minha mão à sua frente, mas nada, nem um movimento obtive daquele ser de cabelo violeta e olhos verdes!
-Porra! Daqui a nada aparece um leão para nos comer vivas e tu continuas a dormir! - murmurei irónica
-Ã? O quê? Quem é que falou em leão? Onde? Onde? - disse sentando-se rapidamente com os olhos super abertos
-Ai! Que susto, pá! Ias-me matando! - disse também eu dando um salto - Não há leão nenhum, estava só a tentar descarregar a raiva numa simples e irónica frase! - disse esfregando os olhos. Tive uma noite difícil pois ela estava sempre a acordar-me e a mexer-se dentro da tenda. Aposto que estou cheia de olheiras!
-Ah! Ok, ok! Assim faz mais sentido! É que não costuma haver leões aqui, nesta zona da ilha! E porque é que só me acordaste agora? Já deve ser meio dia!
-Credo! Como é que sabes?
-O sol já vai a meio, logo calculo que seja meio dia! - disse ela explicando-me como se fosse óbvio - Ah! - suspirou - Que dia tão bonito que está, o céu está super azul, sem sinal de nuvens! - disse ela espreitando para fora da tenda. Por acaso até está ótimo tempo! O sol é intenso a esta hora do dia mas está uma brisa fresca que compensa o imenso calor!
-A sério que é nisso que estás a pensar agora? Eu estou ferida! Preciso de ajuda! E há montes de tempo que te estou a tentar acordar mas tu, nada! Estavas simplesmente a dormir por isso se me poderes ajudar eu agradecia! - quase gritei eu na sua cara ensonada.
-Está bem, mariquinhas! - disse ela dando risinhos - Deixa-me só dormir mais um pouco! Já vou falar com os outros Pinheiros!
-Ma...
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Kill Or Be Killed - Trust No One #Wattys2016
FantasyMelanie é uma rapariga que vai para uma ilha, aparentemente deserta, na qual não sabe quem é nem porque está ali. Vão-lhe aparecendo provas que ela terá que superar entre as quais terá que matar muita gente. Para não se sentir sozinha, Mel faz-se a...
