Capítulo 1 : Cidade Greenbow

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​A placa de metal enferrujado balançava com o vento frio, emitindo um som agoniante: "Bem-vindo a Greenbow. Onde o destino se encontra."
​Suzana Benson encostou a testa no vidro frio do carro. Ao seu lado, sua mãe, Zoe, mantinha as mãos firmes no volante, mas o olhar estava distante. Greenbow não era uma cidade comum; as sombras ali pareciam ter memória. Mal sabia Suzana que sua linhagem de Bruxa das Trevas a ligava àquele solo de forma fatal.
​A Noite de Halloween
​Horas depois, a cidade estava transformada. Era Dia das Bruxas, a data em que os moradores de Greenbow se escondiam atrás de máscaras aterrorizantes. Suzana caminhava pela festa usando um vestido preto longo e um véu sombrio.
​- Oi, Kate! Você está linda, amiga. Qual o nome da sua fantasia? - perguntou Suzana, aproximando-se da garota que exalava uma confiança sobrenatural.
​Kate Hamby riu, amarrando o cabelo com um brilho malicioso nos olhos.
- Oi, Suzan! Estou fantasiada de mim mesma... de vampira, claro! E você? Deixa eu adivinhar... Viúva Negra, acertei?
​- Exatamente - Suzana sorriu discretamente. - Lembra muito minha mãe quando era nova. Vamos? A festa nos espera.
​O Encontro com o Estranho
​Enquanto seguiam para a cabana de drinks, o clima mudou. Suzana parou de súbito. Seus instintos de bruxa gritaram. Perto dali, uma mulher de olhos negros como abismos e cabelos escuros observava a multidão como se caçasse algo.
​- Suzan? Olha aquela mulher... nunca vi ela aqui - sussurrou Kate.
- Eu a observei bem, Kate. Sinto calafrios. Parece uma bruxa do mal.
- Coisa da sua cabeça, amiga! - Kate tentou relaxar. - Se fosse bruxa, eu sentiria o cheiro. Olha, o Billy e o Ayslan estão ali!
​Billy Summers, com um sorriso galanteador, acenou:
- Oi, Kate! Achei que não viria para esse evento obscuro.
- Jamais! - Kate apresentou Suzana. - Meninos, esta é a Suzan, minha nova amiga bruxa.
​Ayslan Stackhouse, o Bruxo da Luz, cruzou os braços com um olhar arrogante:
- E aí, pequena Suzan. Bem-vinda a essa cidadezinha de merda.
- Nossa, Ayslan! A cidade não é tão ruim assim - rebateu Suzana, sentindo a energia cortante dele.
- Você que acha, querida - ele retrucou com desdém.
​A tensão aumentou quando Kate, faminta, provocou Ayslan:
- Aceita ser meu jantar, bebezinho?
- Nem pense nisso, sua vadia morta! - Ayslan rosnou, as mãos brilhando levemente. - Eu posso te queimar como o fogo queima as almas no inferno.
​A Armadilha de Merlinda
​Para evitar a briga, Suzana aceitou dançar com Billy. Enquanto isso, Kate, lutando contra a sede de sangue, hipnotizou um garoto e o levou para a floresta para se alimentar sem matá-lo. Ao retornar, sentiu um toque gelado no ombro. Era a mulher misteriosa.
​- Calma, jovem - disse a mulher com uma voz suave e falsa. - Me chamo Merlinda. Sou nova aqui e procuro uma joia valiosa de família: a Pedra da Fênix. Disseram que ela está em Greenbow. Você me ajudaria?
​Kate, com seu coração mole, aceitou na hora. Recebeu uma foto do colar e o endereço de Merlinda.
​O Feitiço e o Perigo
​Na manhã seguinte, no mercado Whole Foods, Suzana tentou alertar a amiga:
- Kate, isso está mal contado! Uma estranha chega do nada pedindo ajuda para achar um colar?
- Por favor, Suzan! Você sabe que eu gosto de ajudar. Faz um feitiço de localização, por favor?
​Mesmo desconfiada, Suzana cedeu. No porão de sua casa, ela abriu o antigo grimório de sua avó.
- Phasmatos Tribum, Nas Ex Veras, Sequitas sanguinem! - entoou Suzana. O sangue pingou no mapa, revelando a localização. Kate saiu apressada em busca da joia.
​A Chegada de Aysha
​Enquanto Kate corria para a armadilha, Aysha Benson, prima de Suzana, chegava à casa e encontrou Merlinda conjurando sombras contra a porta.
​- O que você pensa que está fazendo na casa dos meus tios? - gritou Aysha. - Sinto seu cheiro, bruxa!
- Ora, se não é a pequena Aysha de Brooklyn... - Merlinda sorriu cruelmente.
​Aysha tentou um feitiço de remoção de poderes, mas Merlinda apenas riu e desapareceu no ar. Ao entrar na casa e contar tudo, o sangue de Suzana gelou. Aysha recuperou memórias bloqueadas: Merlinda era a assassina que dizimou clãs de bruxas e agora estava ali para terminar o serviço.
​Suzana olhou para o mapa.
- O colar... não existe colar da fênix. Foi um truque para ela rastrear minha magia!
​Ela correu para pegar o celular e avisar Kate, mas o aparelho brilhava esquecido no fundo do porão silencioso. Kate estava indo direto para os braços da morte.

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Olá galerinha, espero que estejam gostando....ficarei feliz se vocês, comentarem o que acharam.

Segue para o segundo capítulo...

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