Princípio

81 4 0
                                        

Cláudia estava muito aflita, ela falava no telefone com sua melhor amiga, praticamente sua irmã, e ainda assim não conseguia parar de tremer, afinal qual deveria ser sua reação ao ver o monstro que apavora seus sonhos. Porque é isso que o sobrenome Argent abriga, uma família de monstros cruéis, impiedosos e horriveis assassinos. E justo agora que ela estava feliz casada, com seu pequeno Miec esses monstros voltam para assombrá-la.
Estava tão nervosa que não levou seu anjinho pra creche, não queria arriscar ficar longe dele, ligou para o marido Noah mas infelizmente ele estava em um diligência em apoio a uma ocorrência na cidade vizinha. Isso com certeza aumentou um pouco o terror em seu coração. O druida estava viajando e a amiga Melissa estava no estágio do hospital dando seu melhor para conseguir a vaga como enfermeira, ela tinha que falar com alguém ou enlouqueceria... Ligou para New York em busca da irmã de coração Miroslawa Szczepanski.

-- Mirica, sou eu...
-- Clau?! Tudo bem? Eu posso sentir você tremendo daqui, o que houve?
-- É o Miec, estamos em perigo!
-- O que aconteceu com vocês?
-- Eu vi Mirica, eu vi um demônio...
-- Clau, você pode espantar demônios movendo seu dedo midinho, vamos irmã o que te deixou assim, eu não estou te entendendo.
-- Eu vi um Argent!... Cláudia sussurrou em terror e a linha se torna muda por alguns segundos... Mira, Mira, por favor fale algo!

Cláudia podia imaginar a feição de pavor da irmã, era doloroso falar esse nome, mexer nas lembranças e traumas que fundaram o horror que trazia.

-- Cláudia onde está o Noah? E o Miec, você o levou pra creche? Quantos “daqueles” você viu? Eles te viram? Suspeitam de você? Suspeitam do Miec? Você tem que avisar ao Noah! E a matilha Hale, sabe que tem caçadores em seu território? Aliás você falou com Thalia Hale sobre você? E o emissário? Pensando bem esqueça, um druida como emissário nem sempre é bom... Tudo isso foi dito rápido, em um único fôlego e de certa forma aliviou um pouco a tensão de Cláudia, sua irmã estava em alerta e já começara a pensar em teorias e estratégias melhor do que ela.
-- Bem... Respiração profunda... Eu estava na rua com Miec quando o vi, mas ele não me viu, só soube que era um Argent pois foi assim que o balconista o chamou, eu me senti petrificar na hora, continuei andando devagar com Miec pois estávamos na fila da loja e tinha panelas em meu carrinho. Tentei parecer o mais tranquila possível, como se não houvesse um caçador assassino a menos de 15 metros de mim e de meu bebê. Saí da loja tão logo foi possível mas tomei todas as medidas para verificar se estava sendo seguida e dei voltas a mais antes de vir pra casa, só por precaução.
-- Você fez bem, tudo ok então?
-- Sim, aparentrmente não fui seguida mas não levei Miec na creche. Eu tive medo, ainda estou com medo irmã! Miec está na sala quase dormindo, liguei pra Noah mas ele está em diligência, só o verei a noite mas deixei um recado pra ele na delegacia, usei um de nossos códigos.
-- Bom também... Marja acabou de chegar da escola, nós vamos pegar um vôo direto pra Beacon Hills, ou o mais próximo que conseguir...
-- Mira... Pode ser perigoso e...
-- Somos família Clau, eu nunca vou deixar você sozinha. Além do mais, a Marja adora passar um tempo com o irmãozinho dela e seu seugundo irmão de coração. Nós aproveitamos e faremos o selo no meu afilhado, eu não queria mas com esses monstros por perto...
-- Vou falar com Noah quando ele chegar, talvez com seis contatos pela polícia possamos saber se eles estão de passagem ou...
-- Ah Clau! Não tenha ilusões. Existem matilhas perto de Beacon e você está em território Hale, esses monstros tentarão repetir seu esquema cruel, não tenha dúvidas. Vamos ver o que podemos fazer para atrapalhar ou expulsar essa praga daí.
-- Mira!
-- O quê? Falei alguma mentira? Claro, desde que você e sua família fique em segurança, mas você me entendeu, né?
-- Mira você nunca muda.... Obrigada por isso. Mais tarde te ligo depois que falar com Noah. Beijos irmã!
-- Beijos irmã, cuidem-se.

Noah chega da delegacia mais cedo naquele dia, ele pediu pra sair  após receber o recado da esposa. Em casa ele encontra seu pequeno Mischief desenhando na mesinha da sala e sua esposa com uma caneca da chá, sentada no sofá e com o cesto de costura no colo. Ele sabia que havia uma arma ali escondida entre linhas, tecidos e demais coisas e isso aumentou o estado de alerta do recém sub- delegado promovido.
Ele olha pra esposa e em seguida sorri para o filho que corre pra se jogar em seus braços com a costumeira alegria e falação sem freio. Eles conversam e passam o tempo normalmente, após o jantar Noah vai colocar Stiles pra dormir enquanto Cláudia cuida da louça, claro que eles falarão sobre o ocorrido, porém é melhor que o pequeno esteja dormindo e alheio a tensão que o cerca. Depois de alguns minutos Noah entra na cozinha, ele espera que a esposa inicie a conversa pois quer entender o que está acontecendo. Cláudia senta-se a mesa e começa a relatar tudo, desde a compra das panelas até a vinda de sua irmã e comadre, juntamente com a afilhada deles.

The new pack - SterekWhere stories live. Discover now