capítulo único

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Em uma cidade normal, em um dia completamente igual aos outros dias, duas pessoas cansadas voltavam para casa.

Uma delas pedalando em sua bicicleta, exausto, suado e estressado, levando consigo uma sacola de pão. "Estou quase em casa" pensava a pobre alma, pedalando sem parar.

Em quanto isso no ônibus, em pé ao lado de uma mulher que não parava de gritar e de uma criança chorando por causa de algum brinquedo que não foi comprado, ou alguma coisa assim. Um pobre coitado retorna para casa.

Estava perto de casa, só precisava apertar a campainha do ônibus e andar umas duas quadras. Ele teve que se esticar para alcançar o botão que se encontrava praticamente em cima da criança.

Nesse momento a criança vira para o lado dele e solta uma porção grande de pedaços de bala de goma envoltos em uma coisa pegajosa que parecia ser iogurte de morango. O vômito se encontrava agora, no pé direito desse que estava para apertar o botão.

Que jeito maravilhoso de terminar a viagem de ônibus.

"Só mais duas quadras e estarei em paz" pensava a pessoa agora com o sapato batizado.

Nesse momento o ciclista da nossa história está empurrando a bicicleta, que por causa de um buraco no asfalto e um prego em uma madeira qualquer, teve o pneu furado.

Na frente do seu portão, prestes a entrar. Só mais alguns passos e estaria em seu lar.

E na parede ao lado, na cozinha do vizinho, já de banho tomado e preparando um bom chá, estava o dono do sapato batizado. E o sapato repousava em cima da máquina de lavar, secando lentamente.

Ele pega sua xícara de chá e vai em direção a sua varanda. "Há, finalmente um pouco de sossego" ele ouve do outro lado da parede.

__ O dia foi cansativo amigo? - ele pergunta enquanto leva a xícara de chá até a boca.

__ Com certeza companheiro. E o seu?

__ Acho que se hoje não fosse sexta feira eu ficaria louco. - ele respira fundo e toma mais um gole - Eu tô tomando chá e você?

__ O de sempre café forte e amargo.

Um silêncio confortável pairava sobre eles. Cada um encostado do seu lado da parede, dois amigos totalmente diferentes. Duas pessoas ferradas pela vida, mas que tinham um ombro amigo para chorar.

E aquela varanda era testemunha disso, já avia presenciado dias de alegria e noites de tormentos.

__ Já arrumou o quarto para seus filhos?

__ Sim, eu fiz isso hoje de manhã. Ela vai trazê-los daqui a duas horas.

__ Eles vão ficar no feriado de segunda e terça?

__ Sim.... Quatro dias com os meus pestinhas. Acho que vou precisar de ajuda. - um pequeno sorriso se forma em seus lábios ao terminar de pronunciar a frase.

__ Pode contar comigo. - em seu rosto também avia um sorriso.

E assim naquele final de tarde, em uma cidade normal, duas pessoas normais conversavam na varanda. Nada especial só o mesmo de sempre.

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Olá

Apenas uma pequena história que foi pedido de uma amiga. Espero que goste.

❤️

12 de junho de 2022

A Varanda Stories to obsess over. Discover now