1. Árvore genealógica

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Um artista produz para semelhantes.

Não se põe o mar em um balde.

A boa árvore produz fruto antes

De absorver Milton, Monet e Vivaldi.

Mas há solos com folhagens douradas,

Frutos e flores de puro alabastro,

Cuja seiva só reveste as fachadas,

Cuja raíz num chiqueiro jaz de rastro.

Enquanto outras divergem das normas,

Ecoando no infinito a sua simplicidade.

Fora: se fecham ao clichê das formas;

Dentro: se abrem para a eternidade.

Por isso cautela ao entrar nessa fantasia.

Se não és normal, então vai adiante,

Sente o prazer de não ser igual à maioria

E coroa-te com a loucura de diamante.

A mente do artista é um mundo à parte

Com torres de sonho e domos de devaneio

Ou ele te porias louco, por não deixar-te,

Ou tu enloquecerias durante o passeio.

Em uma fazenda colonial do Brasil, América do Sul

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Em uma fazenda colonial do Brasil, América do Sul.

Ilméria e Dheam


Sob copas frondosas, aninhava-se uma majestosa casa, sobre a qual os lençóis da noite já agasalhavam. Na varanda dos fundos, iluminada apenas por dois lampiões, uma menina repousava quentinha no colo de sua mãe. Debaixo do olhar materno, a criança aguardava, com expressão sonhadora, a história preferida ser fielmente contada às mesmas horas. Rendilhada pela folhagem, a lua dava piscadelas entre os ramos, como se ela própria estivesse esperando o momento certo para narrar o conto. Uma coruja pia, escondida entre os galhos ensombrados da vegetação. Mãe e filha sorriem com os olhos, interpretando que este era o sinal para ela começar a ler. Jacira, portanto, começa com o 'era uma vez' que a menina Thaynara não cansava de ouvir. Porém, a versão original conta assim:

"Em um lugar muito distante, onde as estrelas cultivam as memórias mais antigas, havia um lugar cujos habitantes tinham o coração de uma árvore. Porém, havia uma virgem, de nome Ilméria, que sonhava em ser uma árvore de verdade. Ela era uma princesa e, portanto, vivia em um castelo, às margens de um lago. Mas o castelo era pequeno para os sonhos de Ilméria; menor ainda para o seu coração. Pois ela queria ser coroada pelas copas das enormes árvores que enramavam por quase todo o limite daquele mundo; e seu coração desejava pulsar dentro de muralhas verdes, não dentro de paredes de pedra e aço.

Ilméria cresceu sob o vigilante olhar daqueles gigantes cílios vegetais. De vez em quando ela quase podia ver aquelas verdes e densas pálpebras piscando para ela. A floresta a chamava, e ela queria atender o chamado. Quando procuravam pela donzela, sempre ouvia-se: "Foi casar com a floresta."

A Noz DouradaOpowieści tętniące życiem. Odkryj je teraz